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 zika floresta
Foto: BBC África (o mosquito recebeu o nome da floresta onde foi descoberto).

Um mosquito e três doenças: dengue, chikungunya e zika. Todas desenvolvidas a partir do aedes aegypti, mosquito com enorme capacidade de adaptação ao meio ambiente. Se antes colocava larvas apenas em água limpa, agora elas são encontradas em qualquer tipo de água, parada ou não. Vive em média um mês, ataca durante o dia, das 7 às 17h, embora haja relatos da Fiocruz de que o mosquito também é ativo à noite. A incidência é maior nas mulheres e nas crianças porque o mosquito voa baixo, na altura das pernas.

O mosquito transmissor das três doenças é originário do Egito, na África, e vem se espalhando pelas regiões tropicais e subtropicais do planeta desde o século XVI, por meio de navios que traficavam escravos. O vetor foi descrito cientificamente pela primeira vez em 1762, mas o seu nome definitivo, Aedes aegypti, só seria estabelecido em 1818.

No Brasil, os primeiros relatos de dengue são do século XIX, em Curitiba/PR e do início do século XX, em Niterói/RJ. No início de século XX, o mosquito já era um problema, mas não por conta da dengue: na época, a principal preocupação era a transmissão da febre amarela urbana.

A febre chikungunya foi identificada pela primeira vez na Tanzânia, no início de 1952, e desde então têm sido relatados surtos periódicos da doença na Ásia e no continente africano. De acordo com o estudo da Organização Mundial de Saúde (OMS), o nome chikungunya tem sua origem em uma palavra em maconde (língua dos povos macondes que habitam o norte de Moçambique e o sul da Tanzânia) que significa “aqueles que se dobram”, descrevendo a aparência encurvada dos pacientes que se contorcem por causa das dores intensas nas articulações.

Em 1955, o Brasil erradicou o Aedes aegypti como resultado de medidas para controle da doença. No entanto, no final da década de 1960, foi verificado que o vetor estava presente novamente em território nacional. Hoje, o mosquito é encontrado em todos os estados brasileiros.

Biologia do Aedes

Nas doenças há três componentes: o mosquito, o vírus e o homem, sendo o mosquito o mais fácil de ser controlado. O inseto possui três fases muito diferentes de vida: o ovo, a fase aquática (com as etapas de larva e pupa) e a fase adulta, em que o mosquito chega a sua forma alada. O período do ovo à fase adulta dura 10 dias, mas é influenciado pela temperatura: em locais quentes, a maturação do mosquito pode ser concluída em sete dias.
Na fase adulta, só a fêmea do Aedes é capaz de se alimentar de sangue e, com isso, transmitir o vírus. A energia necessária para a fêmea produzir os ovos é obtida a partir do nosso sangue. Quando a fêmea pica os seres humanos, involuntariamente inocula partículas virais caso esteja infectada com algum dos três vírus.

Após chegar à fase de vida adulta, o mosquito Aedes vive aproximadamente 30 dias. Nesse período, os machos se alimentam exclusivamente de soluções açucaradas (carboidratos de origem vegetal). As fêmeas, por sua vez, se alimentam não só dessas soluções, mas também de sangue. Imagina-se que a fêmea se alimente de sangue a cada três dias. É quando ela completa seu ciclo gonotrófico. Cada ciclo pode resultar na produção de, em média, 100 ovos. Em um mês, portanto, ela pode depositar até mil ovos no ambiente.

Os ovos são colocados pela fêmea do mosquito nas paredes dos depósitos – e não diretamente na água. Esses ovos, após secarem, podem ficar até um ano nesses locais. Com as chuvas, eles eclodem em apenas 10 minutos de contato com a água. Por isso, recomenda-se que as pessoas, além de evitarem deixar recipientes com água parada, limpem as paredes desses depósitos com esponja e sabão. Os criadouros são principalmente pneus, latas, vidros, garrafas, vasos de flores, pratos de vasos, caixas de água, tonéis, latões, cisternas, piscinas, tampinhas de garrafas, bebedouros de animais, entre outros.

O mosquito vetor vive em íntima associação com o homem, preferindo, inclusive, seu sangue ao de outros animais. Costuma-se dizer que o Aedes é um mosquito doméstico. Nichos de móveis, cortinas, estantes e o vão embaixo da mesa são alguns locais onde o mosquito prefere se esconder.

Aedes x pernilongo

É comum as pessoas confundirem o mosquito Aedes com o Culex, vulgarmente conhecido como pernilongo. A primeira diferença entre os insetos é de comportamento: o primeiro é diurno, enquanto o pernilongo comum é noturno. Embora a atividade do Aedes aegypti seja predominantemente durante o dia, ele é um mosquito oportunista, podendo aproveitar uma ocasião favorável para se alimentar mesmo durante a noite.

Outra diferença entre o Culex e o Aedes está relacionada à coloração. Enquanto o pernilongo comum é marrom, o mosquito Aedes é mais escuro, apresentando listras brancas pelo seu corpo, e semelhante ao desenho de uma lira em seu tórax. Outra diferença entre as espécies é com relação aos criadouros: o Aedes prefere os criadouros artificiais, com pouca matéria orgânica, enquanto o pernilongo comum prefere águas poluídas.

 

Fonte: “Aedes Aegypti – Introdução aos Aspectos Científicos do Vetor” – Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz)

 

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