Seu navegador não suporta java script, alguns recursos estarão limitados. Finep encerra participação na 32ª Conferência Anprotec com palestra sobre seu apoio a Parques Tecnológicos
fechar
Compartilhar

 marceloanprotec

Da esquerda para a direita, Livia Faria (BNDES), Marco Quirino (Enrich), Polyana Targino
(Anprotec), Bruno Soares (ABDI) e Marcelo Camargo (FINEP)

A Finep esteve presente no terceiro dia da 32ª Conferência Anprotec, em Salvador-BA, com a participação do superintendente da Área de Pesquisa Aplicada e Desenvolvimento Tecnológico da Finep, Marcelo Camargo no painel “Financiamento de Ecossistemas de Inovação”.

Camargo – que dividiu o painel, mediado Polyana Targino da Anprotec, - com  Bruno Soares, da ABDI, Marco Quirino, da Enrich, Livia Faria, do BNDES e – falou sobre o Apoio da Finep a Parques Tecnológicos, fazendo um balanço dessa atuação nos últimos 10 anos. No período, a carteira da Finep destinada ao setor totalizou 59 grades iniciativas, entre editais, encomendas e projetos estruturantes, somando cerca de R$ 169 milhões em recursos.

O saldo demonstra que o apoio da Finep foi fundamental para a estruturação dos principais Parques Tecnológicos e Incubadoras do País. O Porto Digital, o Parque Tecnológico de São José dos Campos, o TecnoPUC e o TecnoVia, são alguns exemplos. O Porto Digital, no Recife, eleito três vezes o melhor parque tecnológico do Brasil pela Anprotec, possui 300 empresas e instituições dos setores TIC e Economia Criativa instalados.

Entretanto, entre esse edital lançado pela Finep em 2013 e o último, lançado em 2021, passaram-se oito anos. A carta proposta de 2021 foi exitosa, tanto que, devido à qualidade de bons projetos inscritos, a Finep conseguiu, junto ao FNDCT, um acréscimo de recursos da ordem de R$ 140 milhões aos R$ 180 milhões originalmente previstos.  Mas o gap de quase 10 anos entre as duas iniciativas, acarreta prejuízos para um setor cuja atualização é veloz, como a Inovação. Segundo Marcelo Camargo é fundamental que o País tenha uma agenda estável e previsibilidade de recursos. “A gente não consegue construir uma agenda de Inovação pensando nos ambientes, pensando na estrutura que temos que oferecer para as startups aos soluços, ou seja, lançando uma chamada em 2013 e outra oito anos depois. Nesse intervalo, o Brasil perdeu vários bondes na questão dos science parks, até mesmo na das incubadoras e de outros ambientes importantes”, afirmou.

A proposta da carta é a de criar uma estrutura para os diferentes ambientes de Inovação.   Uma primeira camada foi dedicada às Praças da Ciência, edital aberto a secretarias municipais e estaduais de educação, para a criação de espaços públicos preparados para comunicar e divulgar a Ciência para crianças e adolescentes. 

A segunda camada foi, segundo Camargo, fruto da experiência obtida pela Finep com os Programas Centelha e Tecnova quando ficou evidente a grande dificuldade encontrada pelas startups de terem laboratórios abertos para prototiparem seus produtos A Finep disponibiliza às startups recursos de subvenção econômica mas é muito caro o acesso a um laboratório. O Programa Laboratórios Abertos de Prototipagem, com R$ 50 milhões de recursos não reembolsáveis FNDCT, tem por objetivo a implantação e modernização de laboratórios abertos para prototipagem e espaços de trabalho compartilhados em Instituições de Ensino Superior ou ICTs.

O terceiro layer é dedicado aos centros de inovação. “Recebíamos encomendas de cidades querendo ter parques. E muitas das vezes percebíamos que uma cidade não estava preparada para abarcar essa estrutura”, Marcelo explica “concluímos que era importante dar um passo atrás no processo e oferecer às cidades uma opção mais viável e produtiva para no seu caminho da Inovação, os centros de inovação, que seriam exatamente os embriões de futuros parques tecnológicos. Porque muitas vezes os recursos são colocados nessas cidades e demoram muito a florescer”.

O apoio aos parques tecnológicos em implantação e operação já constava da chamada de 2013. A novidade da Carta Proposta 2021 são os CATS - Centros Avançados de Tecnologia Estratégica. Marcelo explicou que os Centros estão sendo discutidos com a comunidade científica, a sociedade, a SBPC, a ABC porque, nas suas palavras “precisamos retomar no país uma agenda desenvolvimentista”.  Camargo lembrou que os setores em que o País conquistou supremacia tecnológica, como o da prospecção em águas profundas, essa se deu por uma decisão estratégica do governo federal que reuniu Cenpes, UFRJ, Petrobrás em uma sinergia que deu ao Brasil a capacidade de ter o domínio da tecnologia.  Olhar para o mundo e pensar quais são as lacunas? Onde temos recursos, capacidade universitária de altíssimo nível? Como podemos ocupar essa posição competitiva? São as perguntas que Camargo sugere para nortear o caminho ao domínio estratégico de tecnologias.  

Por último Cidades Inteligentes e Sustentáveis. Foi o primeiro edital lançado pela Finep sobre o tema. Embora tenha recebido poucos bons projetos, o objetivo da chamada era fazer esse efeito de transbordamento de ideias sobre o tema para a sociedade.  “As cidades para se tornarem inteligentes precisam não somente estar equipadas, precisam de inteligência para tomada de decisão online. É um desafio maior do que a Finep tentar descobrir bons projetos”, afirmou Camargo. Ele encerrou a palestra reforçando a necessidade do País ter uma agenda estável e previsibilidade orçamentária para poder pavimentar o caminho das startups rumo à Inovação.