Seu navegador não suporta java script, alguns recursos estarão limitados. Com apoio de R$ 3,2 mi da Finep, LabOceano inaugura sistema para análise de correntes marinhas
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 Laboceano

Desde sua inauguração, em 2003, o laboratório é um centro de excelência em simulação das condições oceânicas do mar. Foto: Gabriel Nacif (Coppe/UFRJ)

 

O Laboratório de Tecnologia Oceânica (LabOceano) do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ), inaugurou o sistema de correnteza que será capaz de reproduzir, com precisão elevada, as correntes marinhas em função da profundidade do mar. O investimento no projeto foi de R$ 22 milhões, sendo R$ 3,2 milhões da Finep. A Financiadora já aprovou cerca de R$ 21,5 milhões para o LabOceano.

Desde sua inauguração, em 2003, o laboratório é um centro de excelência em simulação das condições oceânicas do mar, com aplicação tanto na indústria de extração de petróleo em águas profundas, como na aplicação de energias renováveis das ondas do mar. Coordenador executivo, o professor Paulo de Tarso diz que o espaço ficará completo com a instalação do sistema de correnteza. “Eu diria que, agora, a gente está em condições plenas de simular as condições do mar”.

A história do LabOceano está intimamente relacionada à história da própria Finep e dos Fundos Setoriais, iniciando-se com a celebração de um convênio executado entre 1999 e 2003, com recursos do Fundo Setorial CT-PETRO (R$ 13, 6 milhões). Esse convênio teve por objetivo a construção do Tanque Oceânico. Com 40 metros de comprimento, 30 metros de largura, uma profundidade de 15 metros e um poço central com 10 metros adicionais, é o tanque mais profundo do mundo, e representa para o país a consolidação da sua liderança no desenvolvimento de tecnologia de águas profundas.

Tarso explicou que o sistema vai poder simular as correntes marítimas, que são muito importantes, principalmente na avaliação das forças e do movimento dos conectores que ligam as plataformas ao fundo do mar, isto é, ao poço, que são as linhas de risers. “Esse é um aspecto muito importante que vai poder ser analisado a partir da inauguração desse sistema de correnteza”. Tarso lembrou que se a Petrobras fazia atualmente esses ensaios no exterior. “Agora, vai poder fazer aqui, no quintal de casa”, comemora.

Ensaios

O gerente-executivo do Centro de Pesquisas Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes), da Petrobras, Orlando Ribeiro, afirma que a empresa já vem utilizando o LabOceano, tendo feito cerca de 80 testes nos últimos 15 anos, e pretende continuar a usar com igual intensidade, porque o laboratório oferece agora condições melhores de testes. “Não só reproduz as ondas e o vento, como também a correnteza. Isso nos permite executar ensaios ainda mais detalhados das condições reais de operação”.

Ribeiro conta que além dos testes que serão efetuados para as plataformas de produção de petróleo, inclusive nas áreas do pré-sal, a Petrobras vai executar ensaios da energia eólica offshore (afastado da costa).

O novo sistema do LabOceano da Coppe vai reduzir de forma significativa os custos de testes feitos pela companhia, além de atender a toda comunidade científica nacional e estrangeira.

 

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