Transformar biodiversidade em inovação e renda. A Tutiplast, empresa do polo industrial de Manaus, recebeu R$ 9,9 milhões da Finep para desenvolver um bioplástico sustentável feito a partir de fibras vegetais amazônicas, como ouriço da castanha-do-Brasil e curauá.
Selecionado pela chamada pública Finep Amazônia – Bioeconomia e Desenvolvimento Regional, o projeto conecta a indústria urbana com cooperativas agrícolas do interior do Amazonas, criando uma cadeia produtiva sustentável que une geração de renda local, inovação tecnológica e preservação ambiental.
Com histórico consolidado no setor de embalagens, a Tutiplast investe na bioeconomia para reduzir insumos sintéticos e combater microplásticos. As fibras, fornecidas pelos agricultores das cooperativas, chegam à indústria de Manaus, fortalecendo comunidades rurais e impulsionando o desenvolvimento regional.
"Graças ao apoio da Finep, o que antes era pesquisa de laboratório começa a ganhar escala industrial. O projeto une ciência, floresta e comunidades extrativistas, impulsionando o Amazonas como polo de inovação em biomateriais sustentáveis" - Fábio Calderaro, gerente de novos negócios da Tutiplast.
"Além de financiar o desenvolvimento tecnológico, é importante incentivar práticas de conservação, remover barreiras às comunidades locais e valorizar a sociobiodiversidade, promovendo uma bioeconomia inclusiva" - Henrique Vasques, gerente do Departamento de Indústria de Base e Extrativa Sustentáveis da Finep.
A chamada pública da Finep apoia iniciativas que promovem crescimento econômico, conservação ambiental e inclusão social na Amazônia. Com o investimento, a empresa amazonense consolida sua posição em inovação sustentável e reforça o conceito de floresta em pé.