A Finep apoiou, com um investimento de R$ 40 milhões de recursos de crédito, pesquisa pioneira em embalagens de alta-performance, de base renovável, que resultou na criação da nova fábrica de embalagens sustentáveis da Melhoramentos Florestal, denominada Biona.
Localizada em Camanducaia, no Sul de Minas Gerais — região onde a Melhoramentos mantém, há mais de 80 anos, operações florestais sustentáveis para extração de fibras de celulose de alto rendimento — a unidade marca a entrada da empresa em uma nova frente de negócios com foco em inovação e sustentabilidade. A nova fábrica terá capacidade de produção de 60 a 80 milhões de embalagens ao ano e a geração de 40 novos empregos na região.
Biona é também a marca das embalagens ali desenvolvidas a partir de matéria-prima renovável, que unem alto desempenho e uma tecnologia de barreira exclusiva (método de conservação de alimentos que combina diferentes processos para inibir ou eliminar o crescimento de microrganismos, aumentando a segurança e a vida útil do produto).
A Biona deve atender, inicialmente, ao setor de alimentos, já que é projetada para resistir à gordura, umidade e temperaturas extremas, podendo ser usada desde o freezer até o forno a 220 graus, ou aparelhos airfryer, substituindo com eficiência as embalagens de plástico de uso único. Além disso, um dos seus principais atributos é compostável, se decompondo em 75 dias.
O apoio da Finep ao projeto segue as diretrizes da empresa de centrar seus financiamentos no atendimento à s Missões da NIB – Nova PolÃtica Industrial, do Governo Federal. Em especial, no caso, a Missão 1 - Cadeias agroindustriais sustentáveis e digitais que tem como foco a segurança alimentar, nutricional e energética, através de sistemas industriais que garantam esses aspectos de forma sustentável e digital. E a Missão 5 - Bioeconomia, descarbonização e transição e segurança energéticas, centrada em promover a bioeconomia, a descarbonização e a segurança energética.
Ao lançar a nova marca, a Melhoramentos também apresenta os resultados de um estudo inédito sobre a pegada de carbono de diferentes tipos de embalagens, que aponta a Biona como uma das alternativas com menor Ãndice de emissões de gases de efeito estufa entre as analisadas: para cada unidade são emitidos 22,37 gramas de dióxido de carbono equivalente (gCOâ‚‚e).
Entre os principais diferenciais da nova embalagem estão: o fato de poder ser descartada tanto no lixo orgânico ou composteiras (onde se decompõe em 75 dias), quanto no lixo reciclável, quando pode voltar a ser papel; ser uma embalagem de alta performance de base renovável, colaborando para a redução da pegada de carbono das empresas e substituir, com eficiência, o plástico de uso único, especialmente para o setor de alimentos, dentre outros.