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:: Instituição
O Instituto de Pesquisas
Hidráulicas (IPH) é uma unidade da Universidade
Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) especializada
em ensino (graduação e pós-graduação), pesquisa
e extensão nas áreas de recursos hídricos e
saneamento ambiental. O IPH/UFRGS atua no
desenvolvimento de projetos de irrigação e
drenagem; hidrologia de águas subterrâneas e
superficiais, erosão e sedimentação; hidráulica e
hidromecânica; planejamento e gestão de recursos
hídricos e saneamento ambiental. Em áreas urbanas,
destaca-se por sua atuação multidisciplinar na
pesquisa e gestão de águas urbanas, integrando
conhecimentos sobre hidrologia, sedimentologia,
qualidade da água, tratamento de água e esgotos e
gestão e planejamento de recursos hídricos.
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Resumo do Projeto
A pesquisa desenvolve metodologia para constituir
um sistema de avaliação de águas urbanas pluviais e fluviais composto por
conjuntos de blocos especializados em modelagem integrada (avaliação), na
evolução do uso e da ocupação do solo e na infra-estrutura (cenários), no
monitoramento de parâmetros de repercussão hídrico-ambiental (indicadores)
e no cotejo econômico-ambiental das situações (valoração). O estudo de caso
focaliza a bacia do córrego Capivara em Porto Alegre (figura 1).

Figura 1 - Bacia do Capivara – uso e ocupação do solo
Os blocos de pesquisa estão interligados, conforme mostra a figura 2, onde
está indicada uma integração de modelagem quali-quantitativa, com informações
de experimentos e monitoramento, para avaliar os escoamentos pluviais
e fluviais de uma bacia hidrográfica urbana, segundo cenários de uso e ocupação
do solo associados a sistemas de controle de qualidade e quantidade dos
escoamentos. Nesse sistema de avaliação, cada bloco configura um objetivo
específico, cuja composição integrada gera o resultado final.
No bloco do ‘modelo gerador de cargas’, o desenvolvimento do modelo baseia-
se em modelos hidrológicos distribuídos já existentes e adapta-se a uma
versão para a situação de área urbana. A geração de cargas poluentes está
relacionada com parâmetros e informações georreferenciadas como: uso do
solo, dados socioeconômicos da população, informações sobre a existência e a eficiência de sistemas de coleta de resíduos sólidos e de
esgotamento sanitário, e presença de indústrias. Estão sendo
consideradas as funções de cargas de DBO, nitrogênio total,
fósforo total, coliformes fecais e oxigênio dissolvido.
No bloco ‘modelo quali-quant’, estão sendo desenvolvido ou
adaptado um módulo de cálculo de transporte de poluentes,
baseado na equação de advecção e decaimento dos poluentes,
parametrizado de forma individual e, se necessário, interdependente
para cada tipo de poluente. O modelo é verificado com
resultados coletados em bacia experimental urbana, com pontos
de monitoramento localizados de forma a monitorar regiões
com diferentes graus de urbanização e geração de cargas.

Figura 2 - Sistemas de avaliação de águas urbanas pluviais e
fluviais – diagrama metodológico
No bloco ‘uso e ocupação do solo’, os cenários são avaliados
por metodologia multicritério, prevendo-se o uso de combinação
ordenada ponderada. Na definição de cenários, os critérios
físicos restritivos englobam áreas já urbanizadas, áreas
de preservação permanente, áreas de equipamentos urbanos
(parques, praças, parques), vias e logradouros públicos. Como
fatores restritivos adicionais consideram-se a conexão com o
anel de nascentes de Porto Alegre, a preservação da rede de
drenagem natural, a declividade do terreno e a proximidade deáreas sujeitas a enchentes. Como fatores indutivos na formação
de cenários consideram-se a proximidade e o tempo de
deslocamento até o centro urbano do município e a proximidade
de áreas urbanizadas e vias públicas (avenidas e rodovias).
No bloco ‘sistemas de controle de qualidade e quantidade’,
a idéia é extrair e analisar dados de experimentos de campo de
estruturas de controle quali-quantitativo das águas plúvio-fluviais,
para avaliar parâmetros que qualificarão cenários específicos.
A pesquisa faz experimento com estrutura de banhado
construído para verificar o grau de controle quali-quantitativo
de águas provenientes da drenagem pluvial e águas cinzas. As
variáveis para controle incluem TOC, pH, OD, turbidez, clorofila,
nutrientes, hidrocarbonetos e comunidades biológicas como
macroinvertebrados, zooplâcton e fitoplâncton. Outra estrutura
experimental é o pavimento permeável, já construído no IPH/
UFRGS, que está sendo monitorado para avaliar a sua aplicabilidade
para o controle da qualidade das águas pluviais, identificando
os contaminantes presentes na água de drenagem
que nela transitam. Junto com esse experimento associam-se
outros relativos a trincheiras de infiltração e ecotelhados, com
objetivos semelhantes. Adicionalmente, uma estrutura retentora
de lixo experimental em córrego urbano fornece dados sobre
origem e trânsito desses resíduos em bacias.
O bloco ‘sistema de monitoramento’ diz respeito ao monitoramento
hidrológico e de parâmetros de qualidade da água
da bacia piloto (Capivara), que embasa a modelagem. A fluviometria
na bacia hidrográfica está sendo monitorada através
da instalação de postos com registrador automático de nível
d´água. Nessas seções estão sendo efetuadas medições de
vazão com molinete e coletas de amostras de água e sedimento
suspenso tanto para fluxo de base quanto por evento.
Amostras são testadas para fósforo total, matéria orgânica, nitrogênio
e poluentes orgânicos voláteis e semivoláteis. A rede
conta também com monitoramento meteorológico na bacia.
O bloco ‘ambiental-econômico’ desenvolve metodologia aplicável
a bacias urbanas para determinar os impactos ambientais
e econômicos relativos a processos de controle dos escoamentos
urbanos, com base nos dados da bacia do Capivara.
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