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Caracterização, tratamento e disposição de lodo
proveniente de fossas sépticas
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:: Instituição
O Departamento de Hidráulica e
Saneamento (SHS) da Escola de Engenharia de São
Carlos (EESC) da Universidade de São Paulo (USP)
possui 27 docentes (25 doutores), que atuam nas
áreas de saneamento ambiental, gestão, recursos
hídricos, hidráulica e ciências da engenharia
ambiental. O SHS colabora com todos os cursos da
EESC-USP (arquitetura e urbanismo, aeronáutica,
mecatrônica, mecânica, produção e civil), além de
coordenar o curso de engenharia ambiental.
Em nível de pós-graduação, é responsável por dois
programas – ciências de engenharia ambiental e
hidráulica e saneamento – que já formaram 834
mestres e 301 doutores.
Na área de tratamento de águas residuárias e
resíduos sólidos, atuam nove docentes, que dispõem
de laboratórios e de áreas para instalaçõespiloto
e reatores em escala plena, com recursos
e apoio de técnicos relacionados com biologia
molecular, microssensores para estudo de biofilmes,
microbiologia, toxicologia, limnologia e análises
físico-químicas em geral. |
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Resumo do Projeto
O trabalho subdivide-se em sete subprojetos que
são descritos a seguir:
Subprojeto 1 - Caracterização de lodo de fossas sépticas
Durante o período aproximado de um ano e meio serão pesquisadas pelo menos
34 unidades de fossas sépticas, divididas em grupos representativos de
diferentes cenários de concepção e uso: domicílios de baixa renda, domicílios
de renda elevada, postos de serviço etc. Foi desenvolvido dispositivo especial
para coleta de amostras representativas de lodo, enquanto é descarregado de
caminhões. Será determinada a distribuição do tamanho dos componentes dos
sólidos suspensos e será feita caracterização qualitativa (e quantitativa) envolvendo
aspectos sanitários (helmintos, salmonela, coliformes termotolerantes,
vírus entéricos e ovos viáveis de helmintos), atividade metanogênica, metais,
sólidos, pH, alcalinidade, fósforo, nitrogênio, potássio, surfactantes etc.
Apesar da existência de muitos trabalhos sobre o tema, esta pesquisa certamente
alcançará dados adicionais sobre a complexidade desse lodo.
Subprojeto 2 - Co-disposição de lodo de fossas sépticas com lixo domiciliar
em aterros sanitários
Atualmente, o lançamento de lodo de fossas sépticas em aterros sanitários é
praticamente condenado. Isso, freqüentemente, leva as empresas que efetuam
a limpeza de fossas a dar um destino nem sempre ambientalmente correto a
esse material.
Nesta pesquisa pretende-se provar que esse conceito precisa ser revisado
mediante a construção e operação de quatro células experimentais, em que se
testarão diferentes porcentagens de mistura de lodo de fossa com lixo urbano.
Além de levantados os dados comumente associados ao estudo de resíduos
sólidos, são incluídos outros levantamentos associados à capacidade de carga
e de recalques dos aterros, a alterações na geração de metano e percolado, à
velocidade da decomposição do resíduo etc. As figuras 1 e 2 mostram a planta
e o corte da instalação experimental a ser empregada na pesquisa.

Grânulo anaeróbio de lodo de esgoto com espículas
Subprojeto 3 – Tratamento preliminar de lodo de fossas sépticas, precedendo
o transporte e/ou tratamento final
Pretende-se desenvolver dispositivo a ser utilizado no ato da limpeza da fossa,
de modo a reduzir a porcentagem de água no lodo transportado, empregandose
peneiras finas, como recursos de limpeza. Em adição, será testada uma unidade-piloto para efetuar a flotação por ar difuso de materiais
flutuantes e a remoção de areia do lodo, antes de seu lançamento
em estações de tratamento de esgoto (ETEs) – destino
bastante utilizado para esse fim. Essa medida reduzirá o impacto
dessas descargas nos processos e operações da ETE.
Na figura 2 vê-se o local onde será instalado esse sistema.
Figura 2 - Esquema do projeto de
secagem e higienização de lodo
1) intensidade e duração de
irradiação solar sobre a temperatura nos leitos;
2) espessura da cobertura de vidro;
3) porcentagem inicial de sólidos no lodo;
4) camada de lodo a ser aplicada (carga de sólidos);
5) taxa de renovação de ar no leito;
6) temperatura mínima necessária para desativação
dos patogênicos.
Pretende-se desenvolver um modelo geral que prediz o perfil
da temperatura no lodo em função das variáveis
operacionais. Com este modelo, pode-se então dimensionar
leitos de secagem cobertos para qualquer clima.
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Universidade
Federal de Campina Grande - UFCG
Departamento de Engenharia Civil
Rua Dr. Francisco Pinto, 610, Bodocongo - Campina Grande -
PB CEP: 58109-783
Tel.: (83) 331-4809 E-mail: prosab@uol.com.br
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