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:: Instituição
A Universidade Federal do Rio
Grande do Norte (UFRN) participa do Programa
de pesquisas em saneamento básico (Prosab)
desde o edital 1, com pesquisas na área de
saneamento, mais especificamente, no tratamento
e pós-tratamento de águas residuárias e reúso,
através dos departamentos de Engenharia
Química e Civil. O Programa de Pós-graduação
em Engenharia Sanitária, do Departamento de
Engenharia Civil, iniciou com o curso de mestrado
em 1999. No Laboratório de Recursos Hídricos e
Saneamento Ambiental (Larhisa) (figuras 1 e 2), o
programa dedica-se primordialmente ao estudo de
problemas regionais, visando ao desenvolvimento
do saneamento ambiental e ao planejamento e
gerenciamento eficiente dos recursos hídricos
no Nordeste brasileiro. Para isso, leva em conta
o enfoque teórico-metodológico, que contempla
a multidisciplinaridade necessária ao estudo e à
pesquisa de temas como o da gestão de águas.

Figura 1 - Vista frontal do Larhisa

Figura 2 - Instalações do Larhisa
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Resumo do Projeto
Segundo dados de 2001 da Companhia de Água e
Esgoto do Rio Grande do Norte (Caern), o índice de atendimento em Natal
pela rede coletora de esgotos atinge 29% da população, ou seja, 206.220 dos
709.422 habitantes da cidade (dados do censo de 2000). Os dados revelam
ainda que, do total coletado, apenas 40% são tratados, e a metade desse tratamentoé feita de forma ineficiente, por causa do incremento de ligações sem
a correspondente ampliação das unidades. O restante do esgoto é despejado
in natura no rio Potengi. A maior parte da cidade (71%) ainda não é atendida
por serviço público de esgotos. Os problemas decorrentes dessa situação são
sentidos pela população, pois, a solução amplamente adotada para as áreas
sem sistema de esgotamento sanitário são os tratamentos individuais do tipo
fossa séptica-sumidouro, que muitas vezes se encontram inadequados ao meio
ambiente local.
De acordo com o censo demográfico realizado pelo Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE) em 1991, 362.880 dos 603.219 moradores de
Natal adotavam tanque séptico como sistema de instalação sanitária, o que
corresponde a 60,2% da população. Já 79.025 dos 134.486 domicílios utilizavam
tanque séptico, o que equivale a 58,8% das residências da cidade.
O maior inconveniente no uso de tanques sépticos em Natal consiste basicamente
no destino final dos efluentes gerados. Dificilmente pode-se contar com
a ação sanitária dos caminhões limpa-fossas, pois, com freqüência, descarregam
os dejetos removidos nos principais mananciais de água da cidade, que
podem ficar comprometidos e impróprios para uso da população.
Preocupada em minimizar os impactos ambientais decorrentes do desenvolvimento
dessas atividades, a Prefeitura Municipal de Natal promulgou a Lei
no 4.867, de 27 de agosto de 1997, pela qual obriga as empresas a manter
sistemas de lagoas de estabilização.
Faz-se necessário, portanto, um estudo mais aprofundado sobre a caracterização
desse tipo de resíduo, bem como sobre alternativas de tratamento e
uma disposição mais adequada à realidade local/regional, com implantação de
práticas ambientalmente corretas e sanitariamente seguras.
Diante desse contexto, o projeto tem como principal objetivo a caracterização
dos lodos de fossa séptica na cidade de Natal, incluindo o monitoramento
dos sistemas de tratamento existentes e a proposição de sistemas de tratamento
alternativos, a partir de colaborações resultantes da rede de pesquisa
estabelecida pelo Prosab.
O projeto contempla (i) o estudo em escala real do desempenho
de sistemas de lagoas no tratamento de lodo de fossa
séptica, através do monitoramento de dois sistemas de lagoas
(figura 3) por serem os mais relevantes em Natal e (ii) o estudo
em escala-piloto de alternativas de tratamento de lodo.
A estação-piloto está localizada na área da estação de tratamento
de esgoto (ETE) do campus da UFRN onde já se encontra
o campo experimental do Prosab-esgoto há oito anos.
O sistema é abastecido com resíduo procedente da empresa
imunizadora estabelecida através de caminhões limpa-fossa.
O sistema de tratamento definido inclui um tratamento preliminar,
seguido de um digestor anaeróbio de baixa taxa. Como
pós-tratamento para o efluente do digestor, são avaliados dois
sistemas: a) sistema de série de lagoas de polimento, sendo
uma lagoa facultativa secundária, seguida de duas lagoas
de maturação; b) sistema de filtro anaeróbio, seguido de filtro
aeróbio submerso e decantador secundário (com recirculação
para o filtro aeróbio). Na figura 3 pode ser observado o fluxograma
do sistema experimental.

Figura 3 - Fluxograma do sistema experimental para
tratamento de lodo de fossa séptica
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