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:: Instituição
O Departamento de Recursos
Hídricos e Meio Ambiente (DRHIMA) da Escola
Politécnica da Universidade Federal do Rio de
Janeiro (UFRJ) atua nos cursos de graduação em
engenharia civil e ambiental, formando centenas de
engenheiros especializados em obras hidráulicas
e saneamento. O DRHIMA oferece regularmente
cursos de especialização em engenharia sanitária
e ambiental e em gestão ambiental. Seu corpo
docente atua nos cursos de mestrado e doutorado
dos programas de engenharia civil, oceânica e
ambiental da Coppe/UFRJ. O centro experimental de
tratamento de esgotos (CETE) da UFRJ, localizado no
campus da Cidade Universitária, tem como missão
apoiar atividades de ensino, pesquisa e extensão do
DRHIMA e da Coppe/UFRJ. No CETE, estão sendo
desenvolvidas pesquisas em dois temas do Prosab: "Reúso de esgotos sanitários" e "Tratamento de
lixiviados de aterros sanitários", este último conduzido
em parceria com a Companhia Municipal de Limpeza
Urbana do Rio de Janeiro (Comlurb). |
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Resumo do Projeto
A Região Metropolitana do Rio de Janeiro (RMRJ) é
composta por 20 municípios, com uma população total de aproximadamente
11 milhões de habitantes. Essa população produz atualmente cer ca de 10 mil
toneladas diárias de lixo, a maior parte gerada no município do Rio de Janeiro,
cujo gerenciamento do sistema de limpeza pública é de responsabilidade da
Comlurb. Os serviços de coleta e tratamento dos esgotos da RMRJ são geridos
pela Companhia de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae), que opera diversas
estações de tratamento de esgoto (ETEs). Na operação desses sistemas,
atualmente em fase de ampliação, são produzidos cerca de 1.100 m³ de lodo
desidratado por mês.
A opção de co-tratamento do lixiviado com esgotos domésticos apresenta-se
como uma solução conveniente, desde que sejam avaliadas a capacidade e
a compatibilidade do sistema de esgotamento sanitário existente em assimilar
a carga adicional referente às características do lixiviado. A gestão consorciada
dos resíduos líquidos e sólidos produzidos nas unidades de tratamento de resíduos
e nas estações de tratamento de água e esgoto mostra-se cada vez mais
pertinente já que a disposição do lodo nos aterros sanitários contribui para o
aumento da produção de chorume.
A Comlurb opera atualmente dois grandes aterros sanitários: Gramacho
e Gericinó. Essas unidades de tratamento localizam-se nas proximidades de duas ETEs operadas pela Cedae: ETE Gramacho e ETE Sarapuí.
A primeira estação tem implantado um conjunto de lagoas
de estabilização, enquanto a segunda contempla tratamento
primário quimicamente assistido (CEPT), seguido de lodos ativados.
Considera-se esse um panorama favorável para a operação
consorciada dessas duas empresas no manejo de seus
resíduos sólidos e efluentes líquidos, aspecto que motivou seu
estudo no subprojeto 1.

Figura 1 - Vista geral das lagoas de estabilização do CETE-UFRJ
Subprojeto 1 – Co-tratamento de lixiviado e esgotos sanitários
por processos biológicos.
Nesta pesquisa avalia-se a interferência do co-tratamento no
desempenho das unidades de tratamento de esgoto quando
submetidas a diferentes cargas afluentes, variáveis de acordo
com as proporções de diluição entre chorume e esgoto doméstico.
Também é avaliado o impacto dessa condição operacional
nas características do lodo acumulado nesses sistemas.
Duas linhas de tratamento são pesquisadas: (a) a linha
1 contempla o conjunto de lagoas facultativas e de maturação
instaladas no CETE (figura 1). Esse arranjo de tratamento objetiva
reproduzir, em escala-piloto, a ETE Gramacho. O lixiviado
aplicado provém do aterro de Gramacho característico de
aterro antigo; (b) a linha 2, composta por lagoa aerada seguida
por lagoa de sedimentação (figura 1), é uma adaptação com o
desempenho compatível ao desenho da ETE Sarapuí. O lixiviado
utilizado nessa linha é retirado de uma célula cuja operação
foi iniciada e encerrada em 2005 no aterro de Gericinó.

Figura 2 - Vista geral do ‘evaporador unitário’
instalado no aterro de Gramacho
Outra alternativa para o tratamento de lixiviado é a evaporação
do chorume, utilizando equipamento capaz de promover
o seu aquecimento a uma temperatura de 80ºC. A parcela
de água evapora, permitindo a redução de até 97% do peso
do lixiviado. O lodo gerado nesse processo apresenta aspecto
pastoso e pode ser disposto na própria unidade de tratamento
de resíduos. Essa tecnologia tem sido empregada de forma
promissora em alguns aterros nos Estados Unidos, na Europa
e, mais recentemente, no Brasil. A energia calórica é fornecida
pelo biogás gerado no aterro. Ao seqüestrar o metano para esse uso energético, o emprego dessa tecnologia pode gerar
créditos de carbono.
Subprojeto 2 – Tratamento de lixiviado empregando ‘evaporador
unitário’
Esta pesquisa pretende avaliar o desempenho de um sistema
de caldeira tubular desenvolvido pela Comlurb, denominado ‘evaporador unitário’ (figuras 2 e 3), a ser instalado junto aos
poços de captação de biogás nos aterros sanitários de Gramacho
e Gericinó. Os estudos são direcionados para a avaliação
do desempenho do equipamento no tratamento de lixiviados,
além de considerar seu custo de implantação e as características
dos resíduos gasosos e sólidos gerados no processo de
evaporação.

Figura 3 - Desenho esquemático do ‘evaporador unitário’
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