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:: Instituição
O Centro de Tecnologia e
Geociências – Escola de Engenharia de Pernambuco
(CTG-EEP) da Universidade Federal de Pernambuco
(UFPE) resultou da fusão da antiga Escola de
Engenharia de Pernambuco, fundada em 1895, com
as escolas de Química e Geologia, o Laboratório
de Ciências do Mar e o Centro de Energia Nuclear.
Suas instalações, no campus, ocupam uma área
de 30.774 m2, abrigando laboratórios de ensino e
pesquisa e uma biblioteca setorial.
A pós-graduação em engenharia civil da UFPE foi
fundada em 1992 com o curso de mestrado e, em
2000, foi implantado o doutorado.
O Grupo de Resíduos Sólidos da UFPE (GRS/UFPE),
formado em 1994, faz parte do Laboratório de
Geotecnia do Departamento de Engenharia Civil da
UFPE; porém, por ser multidisciplinar, incorpora na
sua composição professores de outros setores, como
biologia e química |
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Resumo do Projeto
O projeto de pesquisa do GRS tem por objetivo estudar
e avaliar tecnologias de tratamento de lixiviado, enfocando sistemas de
tratamento de baixo custo e fácil operação. Subdivide-se em dois subprojetos:
Subprojeto 1 – Estudo integrado de uma estação de tratamento de lixiviado
e sistema de barreira bioquímica, em escala-piloto
Durante a escolha do melhor tratamento para lixiviados de aterros sanitários,
são encontradas várias dificuldades, como a definição das características físico-químicas e biológicas em função da variação de sua composição com o
tempo, e a variação da vazão. A possibilidade de obtenção de um sistema de
tratamento de lixiviado (figura 1) economicamente viável, de fácil implantação,
simples operação e com boa eficiência de remoção de poluentes pode tornar-se
uma forte ferramenta para os órgãos públicos e privados.
O sistema adotado neste subprojeto consiste em três etapas de tratamento:
físico-química, biológica e barreira reativa, operando a fluxo contínuo.
A precipitação química, usando-se da cal hidratada, é uma das alternativas
de tratamento que vem sendo estudada como material reagente. Amokrane et al. (1997) afirmam que a cal é o reagente mais utilizado
na precipitação química, requerendo, geralmente, entre 1 a
15 mg/L de cal no tratamento de lixiviado de aterros. Ainda
afirmam que há um aumento no pH, na dureza e uma redução
de 20% a 40% da DQO, de 90% dos metais pesados e
de 70% a 90 % de cor, turbidez, sólidos suspensos, além de óleos dispersos.

Figura 1 - Concepção do sistema de tratamento
A lagoa aeróbia, adotada como tratamento biológico, subseqüente
ao sistema de tratamento físico químico, tem uma
grande área superficial e baixa profundidade (máximo de 1 m),
onde a ação do vento promove a aeração, e a mistura da população
dos microrganismos autotróficos e heterotróficos promove
a decomposição da matéria orgânica durante um longo
tempo de detenção. Através desse processo também pode
ocorrer a nitrificação da amônia, uma vez que as substâncias
húmicas responsáveis pela inibição fotossintética são removidas
pelo processo anterior, caso ainda se torne necessário.
O polimento final é realizado pelo sistema de barreira bioquímica
(SBQ), utilizando solo/plantas/microrganismos com a
finalidade de remover, degradar ou isolar substâncias tóxicas
de efluentes (Beltrão & Jucá, 2004). O processo de descontaminação
ocorre de formas variadas e concomitantes, partindo
dos princípios de técnicas de tratamento de efluentes já consolidadas:
barreira reativa e fitorremediação (Beltrão et al, 2005).
A barreira reativa é preenchida com zeólitas. Segundo Kargi &
Pamukoglu (2004), elas podem remover 77% de DQO e 40%
de amônia do lixiviado pré-tratado biologicamente.
Subprojeto 2 – Evaporação natural
O sistema de evaporação visa a obter uma nova alternativa
para eliminar os impactos ambientais causados pelo lixiviado,
concentrando as substâncias contidas no lixiviado como um
resíduo sólido e diluindo as voláteis, como a amônia, no ar.
Visa, assim, a contribuir com o estudo dos tratamentos dos líquidos
percolados. Essa tecnologia foi escolhida pela localização
da região em que foi montado o experimento, ou seja, uma área que apresenta altas taxas de insolação e baixos níveis de
precipitação pluviométrica.
O evaporador funciona como um destilador solar, conforme
mostra a figura 2. O tanque raso, que é a base do destilador,
foi confeccionado de aço galvanizado, tem cobertura de
vidro inclinada das bordas ao centro, para que o líquido que
se condense na superfície interior escorra por gravidade até
a canaleta. As dimensões da unidade-piloto são as seguintes:
(i) caixa de base: 1 m de largura x 1,50 m de comprimento x
0,30 m de altura; (ii) altura das pernas: 0.90 m; (iii) vanaleta:
0.15 m de largura x 1,5 m de comprimento; (iv) vidro: 1,30 m
de largura x 1,5 m de comprimento; (v) inclinação da placa de
vidro: 45o.
A fim de caracterizar o lixiviado produzido no aterro da Muribeca,
são analisados os parâmetros físicos, químicos e microbiológicos.
Os parâmetros quantificados para o lixiviado e
para o destilado são: DBO5, DQO e sólidos (ST, SF e SV), pH,
cor, turbidez, condutividade elétrica e coliforme total e fecal.

Figura 2 - Evaporador solar de lixiviado
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