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:: Instituição
A Universidade Estadual da
Paraíba (UEPB), criada em 1987 e credenciada
pelo MEC em 1996, atua como agência formadora
de recursos humanos. Em 2005, a instituição
ganhou autonomia financeira. Atualmente conta
com um quadro docente de 1.019 professores e
pesquisadores (146 doutores e 520 mestres, entre
outros especialistas). A estrutura administrativa (com
vários campi) está instalada em Campina Grande
(PB). No campus de Campina Grande funcionam
atualmente cinco centros: Ciências Biológicas e
da Saúde; Ciências Jurídicas; Ciências Sociais
Aplicadas; Ciências e Tecnologia; e Educação.
O Centro de Ciências e Tecnologia conta com três
departamentos, sete cursos de graduação e um
de mestrado (Prodema) em rede com a UFPB.
No Departamento de Química há três cursos de
graduação: o de engenharia sanitária e ambiental
já está em seu terceiro ano de funcionamento. O
Departamento de Química do CCT/UEPB possui
um quadro docente em fase de consolidação e
uma razoável infra-estrutura de apoio docente e de
laboratório. |
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Resumo do Projeto
No Brasil são produzidos e coletados diariamente em
torno de 240 mil toneladas de resíduos sólidos urbanos. Dos resíduos sólidos
urbanos produzidos e coletados, grande parte é tratada em aterro sanitário. Um
problema ainda a ser resolvido nos aterramentos sanitários é o tratamento e
destino final do lixiviado, o qual é gerado pela decomposição da fração orgânica
putrescível presente nos resíduos sólidos, combinada com as águas superficiais
que normalmente se infiltram nas células dos aterros, existindo ainda a
possibilidade da presença de água subterrânea.
Considerando-se que o aterro sanitário é um reator aeróbio/anaeróbio e
compartimentado, o lixiviado gerado vai apresentar característica física e química
que dependerá diretamente do tipo do resíduo que está sendo aterrado e
da idade de seu aterramento. Os lixiviados gerados nos aterros sanitários das
principais cidades brasileiras são tratados, em sua grande maioria, em lagoas
de estabilização, digestores anaeróbios, tanques sépticos, filtros biológicos e recirculação na própria célula. Frente às características físicas,
químicas e biológicas do lixiviado, as unidades de tratamento
adotadas não têm produzido efluente que atenda às normas
de lançamento.

Figura 1 - Torres empacotadas verticais
O objetivo principal deste trabalho é desenvolver sistema de
tratamento biológico de lixiviado de baixo custo de instalação e
monitoração, com tecnologia simples e relação custo/benefício
competitiva. Igualmente, espera-se contribuir para a redução
dos impactos sociais, econômicos e ambientais, propiciando a
melhoria da qualidade de vida da população e a preservação dos recursos naturais.
Em uma primeira etapa, está sendo estudado o processo de
stripping de amônia, uma vez que o lixiviado apresenta elevada
concentração de nitrogênio amoniacal e uma baixa relação
DBO/DQO, o que torna quase impossível a aplicação direta do
tratamento biológico. Para a realização desta primeira etapa,
foram construídos, instalados e estão sendo monitorados dois sistemas experimentais: (i) torres empacotadas verticais e (ii) reatores tanques.
As torres empacotadas verticais têm capacidade volumétrica
unitária de 35 litros e dispositivos para distribuição de ar
localizados na base do reator. O lixiviado é alimentado em contracorrente
e o tempo de detenção hidráulico adotado é função
da vazão de ar alimentada, do pH do lixiviado e da relação área de contato/volume de lixiviado (figura 1).
Os reatores tanques são dispositivos retangulares de alvenaria,
com dimensões uniformes de 1 m x 5 m (largura x comprimento)
e profundidade variando de 0,45 m a 0,60 m. Esse
sistema experimental é monitorado em série e alimentado com o efluente das torres verticais (figura 2).

Figura 2 - Reatores tanques

Figura 3 - Laboratório de saneamento ambiental
do Departamento de Química da UEPB
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