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:: Instituição
A Faculdade de Engenharia
Civil, Arquitetura e Urbanismo (FEC) da Universidade
Estadual de Campinas (Unicamp) oferece, além
dos cursos de graduação em engenharia civil e
arquitetura e urbanismo, cursos de pós-graduação
(mestrado e doutorado) em engenharia civil e
cursos de especialização e extensão. Um dos cinco
departamentos existentes, o de Saneamento e
Ambiente, possui as seguintes linhas de pesquisas:
(i) planejamento e gerenciamento ambiental; (ii)
reaproveitamento de águas e resíduos sólidos; (iii)
tratamento de águas de abastecimento: sistemas
avançados e alternativos; (iv) tratamento de resíduos
sólidos e (v) tratamento de águas residuárias:
sistemas avançados e alternativos. Neste último caso,
estudam-se os processos biológicos aeróbios de
lodos ativados por batelada e disposição controlada
no solo, pelos métodos de tratamento do escoamento
superficial, da infiltração/percolação, da irrigação
e do reúso; os processos biológicos anaeróbios:
(a) filtros anaeróbios, (b) reatores anaeróbios
compartimentados, (c) reatores compartimentados
híbridos e (d) reatores não convencionais; e os
processos oxidativos avançados em águas de
abastecimento e residuárias.
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Resumo do Projeto
SUBPROJETO 1 – Uso de efluente sanitário, tratado em lagoa anaeróbia/facultativa,
na cultura de eucalipto
Neste subprojeto, o efluente provém da estação de tratamento de esgoto (ETE)
City Petrópolis, operada pela Sabesp. O uso da cultura de eucalipto é de suma
importância devido ao grande potencial de mercado de celulose e energia,
constatando atualmente o interesse por essa cultura, dada a existência de
vastas áreas plantadas no Brasil. Outra vantagem do reúso, nessa atividade,
está relacionada ao baixo risco para a saúde do trabalhador, devendo, portanto,
ser explorada. A água é um importante fator de produção, sendo que, quanto
melhor distribuída e com o menor déficit hídrico para a planta, melhores
resultados proporcionará ao produto agrícola. No caso, o reúso passa a ser
um importante aliado no processo de crescimento da cultura, pois a oferta de água e nutrientes é praticamente constante o ano todo. A proposta se resume
em aliar o pós-tratamento do efluente no solo ao fornecimento de água e
nutrientes para as plantas de modo sustentável, sem contaminação do solo,
da água subterrânea e do produto colhido. A pesquisa busca atingir melhores
resultados em campo, visando à irrigação com esgoto sanitário, em cultivo de
eucalipto clonado (figura 1). O projeto está implantado em campo experimental
da escola técnica Professor Carmelino Corrêa Júnior, no Centro de Educação
Tecnológica Paula Souza, na cidade de Franca (SP) (figura 2).

Figura 1 -Mudas clonadas de Eucalyptus urograndis

Figura 2 - Área do projeto na fazenda experimental da Escola Técnica -
Centro Paula Souza, município de Franca (SP)
Subprojeto 2 – Reúso de efluente sanitário tratado em
lagoa e condicionado para irrigação de roseiras
Neste subprojeto, o reúso de efluente sanitário tratado pode
desempenhar um papel essencial no planejamento e na gestão
sustentável dos recursos hídricos, como uma fonte alternativa
para o uso de águas destinadas à irrigação de culturas agrícolas,
parques e jardins. O uso do esgoto tratado na agricultura, além
de reduzir os impactos ambientais aos corpos d’água e ao
solo, tem atrativos do ponto de vista agronômico, pois é uma
forma de reciclagem de nutrientes e água. Várias pesquisas
confirmam a possibilidade da redução do uso de fertilizantes,
devido à exploração de macro e micronutrientes disponibilizados
pelos esgotos. O Brasil apresenta potencial para a adoção
da técnica de reúso em irrigação, pois é um país com grande
vocação agrícola e, também, necessita tratar seus efluentes
usando técnicas simples e de baixo custo.
O principal objetivo deste estudo é fornecer subsídios para o
uso de efluentes tratados em parques e jardins. Nesse sentido,
a cultura escolhida foi a roseira, considerada uma das plantas
ornamentais mais sensíveis ao estresse ambiental, a qual será
observada como planta-teste, quando submetida à irrigação
com efluente sanitário tratado e condicionado (figura 3). O
experimento emprega a Rosa sp., porta-enxerto Natal-Bryan,
variedade Ambiance. O plantio está sendo feito em solo reparado
(pH e fertilidade), sob ambiente protegido (estufa), em
área de pesquisa no campus da Unicamp, em Campinas (SP).
O produto colhido será avaliado conforme os padrões comerciais,
através da produtividade (altura e número de hastes
retas em cada parcela, diâmetro e comprimento dos botões
florais) e qualidade (durabilidade pós-colheita, porcentagem
de hastes sadias e comercializáveis). A sanidade da cultura é
estudada durante todo o período experimental para verificar se
o reúso de efluente é viável para o seu desenvolvimento.

Figura 3 - Pós-tratamento anaeróbio utilizando filtro de areia e
reator de desnitrificação no campus da Unicamp
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