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:: Instituição
A participação da Universidade
Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) no Prosab se
dá através dos departamentos de Engenharia Química
e Engenharia Civil, com atuação conjunta na área de
engenharia ambiental desde o edital 1 em 1997.
O Departamento de Engenharia Civil é um dos mais
antigos do Centro de Tecnologia da UFRN, mantendo
um Programa de Pós-graduação em Engenharia
Sanitária em nível de mestrado nas áreas de
recursos hídricos e saneamento. O Departamento
de Engenharia Química teve sua implantação mais
recente em 1973, dispondo de um Programa de
Pós-graduação em nível de doutorado e mestrado,
tendo atualmente sua consolidação consagrada com
conceito 5 na Capes.
Na área de engenharia ambiental, a UFRN
desenvolve atividades de pesquisa, ensino e extensão
interagindo com o setor público e privado em nível
municipal, estadual e nacional.
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Resumo do Projeto
O projeto subdivide-se em dois subprojetos:
SUBPROJETO 1 – Tratamento de esgotos sanitários em filtros submersos
Este subprojeto está sendo desenvolvido no campo experimental do Prosab,
localizado na área da estação de tratamento de esgoto (ETE) do campus central
da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), onde se encontram as
unidades-piloto. O sistema de tratamento de esgotos utilizado é um decanto-digestor,
construído em alvenaria de tijolos revestida, prismático-retangular, com
duas câmaras em série e volume total de 8,82 m3. As câmaras são separadas
por uma parede janelada, formando duas câmaras em série no fluxo horizontal,
acopladas com comunicação direta a um filtro de pedras de fluxo ascendente,
seguido ainda por quatro filtros anaeróbios afogados de fluxo descendente,
também construídos em alvenaria e volumes idênticos, com possibilidade de se
usar diferentes materiais de enchimento, sob diversas condições operacionais
simultaneamente.
O sistema de tratamento é alimentado com esgoto proveniente do restaurante
e do pouso universitário, caracterizando-se como essencialmente doméstico.
O projeto está sendo desenvolvido em duas etapas:
1ª etapa: Utilizando-se quatro filtros em paralelo, onde estão sendo efetuados
experimentos comparativos de eficiência entre diferentes materiais de enchimentos — como eletrodutos corrugados cortados, brita 04, colméias de
plástico (cross-flow) e tijolo perfurado com diferentes arranjos espaciais —, os
efluentes estão sendo analisados e testados em termos de adequabilidade em
hidroponia e eventual descarte no ambiente (figura 1).

Figura 1 -Vista geral dos filtros anaeróbios afogados com diferentes
enchimentos: brita 04, conduíte cortado e tijolos perfurados
2ª etapa: Nesta etapa da pesquisa, busca-se a remoção do nitrogênio por meio do mecanismo de nitrificação e desnitrificação. O sistemaé adaptado para funcionar com três filtros em série. O
primeiro é mantido anaeróbio. O segundo tem o sentido de fluxo
invertido e é aerado; com isso, pretende-se obter aeração
suficiente para promover o processo de nitrificação. O filtro
aeróbio dispõe de enchimento para aderência das bactérias
nitrificantes e será mantido submerso. No terceiro (ou quarto)
filtro, é estabelecida a condição anóxica. Para isso, a maior
parcela do efluente do decanto-digestor alimentará os três filtros
em série (anaeróbio, aeróbio e anóxico) e a restante é introduzida
na entrada do filtro anóxico. Ou seja, uma parcela do
efluente do decanto-digestor é misturada ao efluente do filtro
aeróbio (aerado) para alimentar o filtro anóxico, garantindo assim
fonte de carbono para o crescimento de microrganismos
denitrificantes.

Figura 2 -Vista geral da bancada de hidroponia
NFT para cultivo de flores ornamentais
SUBPROJETO 2 – Hidroponia com efluentes de filtros
anaeróbios
Neste subprojeto, os efluentes tratados estão sendo utilizados
para atividades produtivas em hidroponia pelas técnicas NFT
e hidroponia forrageira.
Figura 2 Vista geral da bancada de hidroponia
NFT para cultivo de flores ornamentais
Figura 3 Vista geral de canteiros de hidroponia de milho forrageiro
Os experimentos de hidroponia pela técnica NFT (técnica do
filme nutriente) estão sendo realizados em casa de vegetação,
de 7 m x 5 m, coberta com lona plástica e sombrite 40%, onde
estão instaladas quatro bancadas com quatro calhas cada uma,
tendo 1,5% de declividade. As calhas são feitas em tubos PVC
de 100 mm cortados ao meio, cobertas com folhas de PVC com
orifícios de 1 cm de diâmetro, distanciadas 20 cm umas das outras,
e dotadas de uma calha final para retorno e recirculação.
Na hidroponia NFT, o objetivo é: (i) pesquisar quais os micronutrientes
(ou grupos de) que constituem fator limitante ao
desenvolvimento e produtividade das culturas ornamentais (flores),
(ii) fazer um estudo mais aprofundado do balanço hídrico e
nutricional e de suas conseqüências sobre a depuração dos esgotos
(limitações e potencialidades) e (iii) estabelecer protocolos
de cultivo para as culturas específicas testadas (figura 2).
Para a hidroponia forrageira, dispõe-se de um sistema com
12 canteiros de 2,5 m por 1 m e 5 cm de profundidade a partir
do piso. Os módulos, com contornos limitados por alvenaria de
tijolo cerâmico vazado, foram construídos com declividade de
4% no sentido longitudinal, para propiciar um bom escoamento,
nivelado, de forma a não permitir caminhos preferenciais no
fluxo, e impermeabilizados (fundo e laterais) com lona plástica
de 200 micra, na cor branca, operando a céu aberto. Esse tipo
de hidroponia, em princípio não gera efluentes, ou resta pouco
efluente com alto grau de tratamento, inclusive na remoção de
sais eutrofizantes retidos na biomassa de forragem.
Na técnica da forragem verde hidropônica, estuda-se o turno
de rega mais adequado, o balanço hídrico e nutricional, e
as variedades de milho para uso como semente, substituindo
os híbridos, de maior custo, além do aperfeiçoamento do
processo de detalhes construtivos até aspectos operacionais
(figura 3).
Figura 3 - Vista geral de canteiros de hidroponia de milho forrageiro |