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:: Instituição
O Departamento de Recursos
Hídricos e Meio Ambiente atua nos cursos de
graduação em engenharia civil e engenharia
ambiental da Escola Politécnica da Universidade
Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com ênfase no
ensino de engenharia dos recursos hídricos e de
engenharia sanitária. Oferece regularmente os
cursos de pós-graduação – especialização lato
sensu – em engenharia sanitária e ambiental e
em gestão ambiental. Seu corpo docente atua nos
programas de pós-graduação em engenharia da Coppe/UFRJ, notadamente nos cursos de mestrado
e doutorado dos Programas de Engenharia Civil e
Engenharia Naval e Oceânica. O Centro Experimental
de Tratamento de Esgotos, localizado no campus
da Cidade Universitária, tem como missão apoiar o
desenvolvimento das atividades de ensino, pesquisa
e extensão do Departamento de Recursos Hídricos e
Meio Ambiente, dentro de sua atuação nos cursos de
graduação e pós-graduação em engenharia da UFRJ.
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Resumo do Projeto
O projeto tem como objetivo adaptar tecnologias de
tratamento de esgotos e flexibilizá-las operacionalmente para a obtenção de
efluentes de acordo com a qualidade requerida por distintos padrões de lançamento
e de reúso. Dois subprojetos compõem o projeto de pesquisa. Em ambos,
pretende-se especificamente: (i) flexibilizar e otimizar operacionalmente
os respectivos processos biológicos visando à remoção de matéria orgânica
carbonácea e à disponibilidade de nutrientes para a fertirrigação; (ii) submeter
os processos biológicos a diferentes condições operacionais visando à nitrificação
(filtro biológico percolador e MBBR), à desnitrificação e à remoção de fósforo
(MBBR) e, conseqüentemente, à proteção de corpos de água sensíveis ao
aporte de nitrogênio e fósforo e à viabilidade de reúso para a piscicultura; e (iii)
complementar os processos biológicos por meio de filtração terciária, visandoà clarificação do efluente final e ao atendimento aos padrões de qualidade deágua para tipos específicos e mais restritivos de reúso.
SUBPROJETO 1 – Reator UASB seguido de filtro biológico percolador e
filtração terciária
As seguintes hipóteses norteiam o delineamento experimental deste subprojeto: quando operado segundo elevadas taxas de aplicação superficial (de até 65
m3/m².d), é eficaz na remoção de matéria orgânica carbonácea e limitado para
o processo de nitrificação. Quando operado segundo reduzidas taxas de aplicação
superficial (de 5 a 30 m3/m².d), é eficaz na remoção de matéria orgânica
carbonácea e para o processo de nitrificação. A filtração terciária do efluente
secundário por unidade de única camada de areia propicia o seu polimento
quando submetida a taxas de aplicação superficial de até 120 m3/m2.d.
SUBPROJETO 2 – Lodos ativados de leito móvel (MBBR) seguido de filtração
terciária
As seguintes hipóteses são conferidas a este subprojeto: (i) para a remoção de
matéria orgânica carbonácea, admite-se a aplicação de carga orgânica volumétrica
(COV) de até 3,4 kgDBO/m3.d, a qual corresponderá ao tempo de detenção
hidráulica de somente 1,4 hora; (ii) o MBBR pode prescindir da recirculação
de lodo secundário em função da aderência dos sólidos ao meio suporte em
suspensão e, conseqüentemente, da manutenção da biomassa requerida pelo
processo; (iii) a remoção biológica de nitrogênio e fósforo pode ser alcançada
com a introdução de uma câmara anaeróbia e uma câmara anóxica à montante do MBBR, assim como promovendo a recirculação do lodo
ativado (nitrato) desde o tanque de aeração para a câmara
anóxica, e a recirculação de lodo secundário para a câmara
anaeróbia; (iv) a maior eficiência do MBBR para a remoção de
nitrogênio depende da razão de recirculação de nitrato para a
câmara anóxica; (v) a filtração terciária do efluente secundário
do MBBR, por meio de unidades de múltiplas camadas de
areia e antracito, propicia o polimento do efluente final quando
aplicadas taxas hidráulicas de até 360 m3/m2.d.
As atividades de pesquisa são conduzidas nas instalações
do Centro Experimental de Tratamento de Esgotos da UFRJ.
Em ambos os casos, o aparato experimental é precedido por
grade de barras, desarenador e elevatória de esgoto bruto. O
primeiro subprojeto conta com uma unidade de fitração terciária
(diâmetro efetivo de 1,2 mm), enquanto o subprojeto
do MBBR contará com três unidades de filtração terciária paralelas:
(i) uma de única camada em areia (diâmetro efetivo
1,6 mm), (ii) uma de dupla camada em areia (diâmetro efetivo
1,2 mm) e antracito, e (iii) outra de dupla camada em areia
(diâmetro efetivo 1,2 mm) e antracito. Todas as unidades de
filtração terciária são dotadas de dispositivo de retrolavagem.
Enquanto o filtro biológico percolador é precedido por um reator
UASB, o MBBR é precedido por uma câmara anaeróbia e
uma câmara anóxica. As figuras 1 e 2 ilustram as unidades
experimentais nas quais são conduzidos os subprojetos.

Figura 1 -Filtro biológico percolador do CETE-UFRJ

Figura 2 -Lodos ativados de leito móvel do CETE-UFRJ
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