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:: Instituição
Fundado no dia 7 de agosto de
1953, o Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH) da
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
foi estruturado como um laboratório de hidráulica
para desenvolver pesquisas basicamente com
utilização de modelos reduzidos. De matéria prima
-- polivalente e imprescindível -- a água passou a ser
elemento de importância estratégica na condução
da vida das nações. Ela assume importância maior e
crescente, e requer que haja não somente indivíduos,
mas, sobretudo, instituições aptas a lidar com os
problemas que a envolvem. Dentro desse espírito,
a atuação do IPH foi ampliada, englobando ensino,
pesquisa, extensão e prestação de serviços à
comunidade, para vários segmentos da ciência das águas: irrigação e drenagem; hidrologia de águas
subterrâneas; erosão e sedimentação; saneamento
ambiental; hidrologia superficial; hidráulica e
hidromecânica; planejamento e gestão de recursos
hídricos; e sensoriamento remoto aplicado aos
recursos hídricos.
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Resumo do Projeto
O projeto subdivide-se em dois subprojetos:
SUBPROJETO 1 – Tratamento de esgotos sanitários por reatores anaeróbios
de alta taxa, associados a lagoas de polimento com ênfase na remoção
de nutrientes.
O objetivo geral deste subprojeto é avaliar a eficiência de reatores anaeróbios
de alta taxa, associados a lagoas de polimento com biofilmes, tratando
esgoto sanitário para reúso agrícola e/ou remoção de nutrientes. Os objetivos
específicos são: (i) avaliar a remoção de matéria orgânica e de nutrientes em
reator anaeróbio de fluxo descendente/ascendente; (ii) estudar a eficiência de
remoção de nutrientes pelo emprego de substratos artificiais e colonização perifítica
em lagoas de polimento; (iii) promover a remoção de nutrientes através
da associação entre peixes onívoros e a colonização perifítica em lagoas de
polimento.
As unidades experimentais da pesquisa estão localizadas junto à estação de
tratamento de esgoto (ETE) São João Navegantes/DMAE, que trata os esgotos
sanitários da Zona Norte de Porto Alegre. Foram implantados dois sistemas
experimentais, dimensionados para a vazão de referência de 2 m3/h.

Figura 1 -Fluxograma dos sistemas de tratamento de esgoto sanitário
As unidades constituintes de cada sistema e dimensões
principais estão descritas a seguir: (a) sistema 1 – Este sistema
emprega reator UASB seguido de lagoa de polimento convencional,
sendo o efluente encaminhado para depuração adicional
em lagoas dotadas de material suporte para fixação de
organismos fotossintéticos (perifíton). O controle e a remoção
do biofilme nas lagoas dotadas de material suporte serão realizados
por peixes criados no local, o que poderá resultar em
benefícios econômicos para o processo de tratamento; (b) sistema
2 – Este sistema tem por finalidade promover a remoção
de poluentes, em particular, dos nutrientes nitrogênio e fósforo,
para proteção dos corpos de água receptores. Neste caso,
emprega-se o reator anaeróbio híbrido, constituído de câmara
descendente anóxica e câmara ascendente anaeróbia. A lagoa
de polimento é dotada de material suporte para promover a nitrificação
e recirculação do efluente final para a denitrificação
na câmara descendente do reator híbrido (figura 1).
SUBPROJETO 2 – Fertirrigação utilizando esgoto sanitário
tratado e seu impacto sobre os recursos hídricos.
O objetivo deste subprojeto é avaliar a fertirrigação com
efluente sanitário tratado na cultura do milho e seu impacto
no solo e nos recursos hídricos. O experimento de fertirrigação
agrícola está sendo realizado em três parcelas experimentais
de 21 m x 15 m na área da ETE São João Navegantes: uma
empregando efluente tratado de reator anaeróbio, uma segunda
utilizando efluente de lagoa de polimento e a terceira usando água tratada. É empregada adubação química somente na última parcela. Serão realizadas quatro repetições para cada
um dos três tratamentos.

Figura 2 -Aspecto geral do sistema de drenagem contendo
manta impermeável, dreno e recolocação do solo nas parcelas
Para a realização do sistema de drenagem, todo o solo
compreendido em cada subparcela, com profundidade de 70
cm, foi retirado com auxílio de retroescavadeiras. Foi colocada
uma manta impermeável no fundo e nas paredes de cadaparcela e um dreno de 100 mm de espessura no sentido longitudinal
das parcelas, com uma declividade de 1,3%. Após a
colocação do dreno e da lona, todo o solo que foi retirado de
cada parcela foi misturado pela retroescavadeira e recolocado
em cada uma das parcelas (figura 2).
O sistema de irrigação é em sulcos retos de 20 cm de largura
por 20 cm de profundidade e 15 m de comprimento.
Serão quatro sulcos espaçados de 1 m entre si para cada uma
das subparcelas, totalizando 16 sulcos para cada parcela. A
vazão de cada sulco é controlada e medida através de hidrômetros
instalados no início de cada sulco. Tanto a água empregada
para irrigar a parcela-testemunho quanto o efluente
proveniente de reator anaeróbio (UASB) são armazenados em
dois reservatórios de 5 m3 cada um (figura 3).

Figura 3 -Aspecto geral do sistema de irrigação,
contendo os reservatórios para armazenar água e
efluente para irrigação e a parcela com os sulcos
A cultura analisada é o milho, plantado em duas safras por
ano. As análises consistem em rendimento de grãos, análises
de macro e micronutrientes no solo e tecido vegetal, análise
do efluente no início do sulco e do efluente percolado.
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