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:: Instituição
A Universidade Federal do Ceará
(UFC) foi instalada no dia 25 de junho de 1955. A
UFC conta hoje com cursos em praticamente todas
as áreas do conhecimento, distribuídas em quatro
centros (Ciências, Ciências Agrárias, Humanidades
e Tecnologia) e cinco faculdades (Direito; Educação;
Economia, Administração, Atuária e Contabilidade;
Farmácia, Odontologia e Enfermagem; e Medicina).
A UFC mantém, desde 1975, no Departamento de
Engenharia Hidráulica e Ambiental do Centro de
Tecnologia, o curso de pós-graduação em engenharia
civil, inicialmente com mestrado na área de recursos
hídricos, e atualmente com mestrado e doutorado nasáreas de recursos hídricos e saneamento ambiental.
Este programa de pós-graduação tem prestado
importante apoio científico na identificação das
potencialidades hídricas, na realização de estudos
ambientais e na busca de soluções para problemas
relacionados a recursos hídricos e meio ambiente,
contribuindo para a formação de recursos humanos
do estado e da região. |
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Resumo do Projeto
O projeto compreende dois subprojetos, os quais
são desenvolvidos em área anexa à estação de tratamento de esgoto de Aquiraz
(CE). Os trabalhos serão realizados no Centro de Pesquisa sobre Tratamento
de Esgotos e Reúso de Águas, mantido pela Companhia de Água e Esgoto
do Ceará, em colaboração com o Departamento de Engenharia Hidráulica e
Ambiental da UFC.
Em ambos os subprojetos, é utilizado o efluente da estação de tratamento de
esgoto (ETE). A estação é composta de quatro lagoas em série: uma anaeróbia,
uma facultativa e duas de maturação. Para os experimentos com água bruta, a
mesma é coletada em poços.
Subprojeto 1 –A importância dos macro e micronutrientes na produtividade
final da mamona irrigada com esgoto sanitário tratado
Este subprojeto tem com objetivo geral avaliar a potencialidade do uso de esgoto
sanitário tratado na irrigação da mamona (Ricinus communis L.), mediante
estudo detalhado da importância, na produtividade final, dos macronutrientes
presentes na adubação, e aplicados em diferentes níveis e combinações, com
subseqüente verificação das concentrações residuais dos nutrientes pós-ciclo
vegetativo. É estudada, também, a resposta da mamona à aplicação de micronutrientes
em associação com os macronutrientes essenciais.
De forma paralela, é avaliado o efeito do reúso de esgoto sanitário tratado
sobre as propriedades físicas e químicas do solo, em comparação com uma
amostra de solo coletada antes da realização dos experimentos de irrigação.

Figura 1 - Vista de plantio de mamona irrigada com esgoto tratado.

Figura 2 - Tensiômetro instalado na área de plantio.
Também é avaliada a qualidade da mamona produzida,
em termos de percentagem de óleo a ser extraído e demais
componentes presentes, em comparação com o testemunho
irrigado com água bruta.
Estão sendo cultivadas duas áreas com plantio de mamona:
uma irrigada com esgoto tratado e outra com água bruta. O
sistema de irrigação utilizado é o de microaspersão. A espécie
cultivada é a de mamona (Ricinus communis L.), variedade
BRS 149 nordestina derivada da cultivar Baianita, com caule
de cor verde, de porte médio. A figura 1 mostra uma vista de área plantada com mamona.
A lâmina de irrigação nas duas áreas de plantio é calculada
considerando a evaporação da região do projeto, sendo o
monitoramento da água no solo realizado com o uso de tensiômetros
(figura 2).
Subprojeto 2 – Uso de esgoto sanitário tratado em piscicultura,
avaliando-se os efeitos das diversas variáveis
envolvidas, na produtividade e nas condições sanitárias
dos peixes.
Este subprojeto tem como objetivos: (i) avaliar o efeito da produção
em fases (mono, bi e trifásico) no cultivo da tilápia-donilo
em tanques contendo esgoto sanitário tratado; (ii) verificar
o efeito da densidade de estocagem da tilápia-do-nilo na sua
produtividade final em tanques com esgoto sanitário tratado;
(iii) avaliar o efeito da ração externa (completa, parcialmente
completa e isenta) na produtividade final em tanques contendo
esgoto sanitário tratado; (iv) avaliar o efeito do tempo de aeração
na produtividade final em tanques com esgoto sanitário tratado;
(v) avaliar as condições sanitárias dos peixes criados em águas
residuárias tratadas, principalmente com relação à presença de
patógenos e metais pesados; (vi) avaliar a qualidade final do
efluente dos tanques, quando comparado com o efluente proveniente
do sistema de tratamento composto por lagoas de estabilização
em série, e (vii) propor possíveis pós-tratamentos.
As pesquisas estão sendo desenvolvidas utilizando-se nove
tanques de piscicultura, cada um com comprimento de 10 m,
largura de 5 m e altura de 1 m, totalizando 50 m3 (figura 3).
Cada experimento deve ser realizado em três tanques, ocorrendo,
assim, três repetições. Em três tanques serão utilizados
aeradores mecânicos de sucção com ¾ de HP de potência.

Figura 3 - Vista de tanques de piscicultura.
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