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:: Instituição
O Grupo de Estudos Energéticos
(GEE) da Universidade Federal de Itajubá (Unifei) é
um grupo de pesquisa com forte atuação nas áreas
de energia e recursos hídricos. Destaca-se por ter
criado o primeiro curso de graduação em engenharia
hídrica do Brasil e possui um curso de mestrado em
engenharia da energia, em que os professores são
habilitados para orientações na área de saneamento
ambiental, recursos hídricos e meio ambiente. O
curso de pós-graduação em engenharia da energia
possui a característica de ser abrangente, focando os
aspectos técnicos relacionados à energia, sem abrir
mão dos condicionantes que a cercam. Atualmente
as linhas de pesquisa se concentram em uso racional
da energia e água, planejamento energético e de
recursos hídricos, geração de energia e suas relações
com a sociedade e o meio ambiente.
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Resumo do Projeto
No ambiente altamente competitivo em que se encontram
atualmente as empresas, a busca pelo uso racional de energia assume
um caráter estratégico. A eliminação dos desperdícios, a redução das perdas
e a racionalização técnico-econômica dos fatores de produção tornaram-se
elementos de grande relevância. Tanto os usuários quanto as concessionárias
de energia elétrica têm consciência desse novo cenário e buscam alternativas
para alcançar tais objetivos. Segundo essa perspectiva, um dos mais promissores
campos para a busca de maior eficiência é o de sistemas de bombeamento,
principalmente aqueles existentes nas companhias de saneamento.
Os processos que trabalham com bombas centrífugas têm, em geral, uma
demanda variável. Conforme apresentado na figura 1, o ponto de operaçãoé determinado pela interseção da curva da bomba, que é uma função de sua
rotação com a curva do sistema (ponto 1). O controle da vazão pode ser feito de
várias maneiras, sendo uma das mais usuais aquela onde se utiliza uma válvula
de controle para alterar a curva do sistema (ponto 2). Dessa maneira, a diminuição
da vazão é acompanhada por um aumento da altura de bombeamento.
Uma alternativa a esse método seria utilizar um inversor de freqüência que,
reduzindo a rotação de trabalho, alteraria a curva da bomba (ponto 3). Assim,
a diminuição da vazão conduz também a um menor valor da altura de bombeamento,
gerando uma economia de energia, quando comparada ao método da
válvula de controle, proporcional à área hachurada na figura.
No caso particular dos sistemas de saneamento, onde em geral há um reservatório
ou caixa d’água acoplados à subestação de bombeamento (figura 2), o controle costuma ser do tipo ‘liga-desliga’. O funcionamento
da bomba depende do nível de água do reservatório, o qual é responsável pelo armazenamento e suprimento da água
aos consumidores, atuando como um capacitor no sistema.
Quando o reservatório chega ao nível máximo estabelecido, a
bomba é desligada. O sistema volta a operar quando o nível
alcança um valor mínimo ou quando se transcorre um tempo
predeterminado. O sistema opera, com qualquer das duas
opções, apenas parte do tempo e sempre na vazão máxima.
Como as perdas de carga do sistema dependem da vazão ao
quadrado, espera-se que, ao operar o sistema em um intervalo
de tempo maior, mas com uma vazão menor, as perdas como
um todo diminuam, atendendo à vazão solicitada pela população
com maior eficiência.

Figura 1 - Economia de energia em
bombas com rotação variável

Figura 2 - Sistema urbano de distribuição de água
Dessa forma, o objetivo geral do projeto é avaliar a eficiência
na distribuição e no uso da água sob os aspectos de perdas
energéticas. O projeto foca o uso de bombas com rotação
variável instaladas na rede de distribuição de água, operando
segundo estratégias ‘inteligentes’ de controle. Está sendo feito
um estudo de caso na cidade de Poços de Caldas (MG), conforme
parceria estabelecida como o Departamento Municipal
de Água e Esgoto (DMAE).
São previstos os seguintes objetivos específicos: (i) simular
um sistema complexo real de distribuição de água; (ii) desenvolver
metodologia para controle de bombas operando em rotação
variável, com base em técnicas de inteligência artificial,
tal como as redes neurais artificiais (figura 3); (iii) desenvolver
metodologia estatística para simulação e previsão da demanda
de água em sistemas urbanos de água; (iv) avaliar o potencial
de conservação de energia do sistema de distribuição
e (v) integrar os sistemas de simulação da rede, controle da
bomba e previsão de demanda com um sistema de informação
geográfica.
O modelo de simulação de rede utilizado é o Epanet. Para
a metodologia de controle do conjunto motor-bomba, será utilizada
a técnica de simulação por redes neurais, através da
qual será simulado o campo de operação da bomba para as
diferentes situações de demanda.
A fim de ampliar as possibilidades de aumento da eficiência
energética, será usada a técnica de simulação de Monte Carlo
para previsão do comportamento das demandas. Espera-se
que a antecipação do consumo de água na rede possa trazer
importantes benefícios, pois permite antecipar o ponto ótimo
de operação do conjunto motor-bomba.
Outra vantagem do simulador Epanet é a sua capacidade
de interface com o programa de Arcgis, também amplamente
utilizado no Brasil. Por isso, também está sendo desenvolvida
a integração com esse sistema de informação geográfica.

Figura 3 - Representação de um neurônio artificial
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