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:: Instituição
Criada em 18 de dezembro de
1960, a Universidade Federal de Santa Catarina
(UFSC) conta com 46 departamentos. O Centro
Tecnológico (CTC) reúne nove departamentos,
incluindo o de Engenharia Sanitária e Ambiental
(ENS), criado em 1986, com a missão de desenvolver
atividades de ensino, pesquisa e extensão, para
buscar respostas para problemas ambientais e
contribuir com o desenvolvimento sustentável. Para
tanto, dispõe de uma equipe de 19 professores,
quatro pesquisadores associados, quatro servidores
e quatro técnicos laboratoristas, responsáveis pelos
cursos de graduação (400 alunos) e pós-graduação
(mestrado e doutorado, com 120 alunos). Em 2004,
foi criado o Grupo de Estudos em Saneamento
Descentralizado (Gesad), cujo objetivo principal é
desenvolver atividades de pesquisa e extensão nas
áreas de educação ambiental, gestão, tecnologias
de tratamento, conservação e valorização de água
e esgotos sanitários, sob a ótica do saneamento
descentralizado. |
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Resumo do Projeto
A necessidade de conservação da água mostrasse
hoje consolidada. A instituição de medidas que visem a ações de controle
dos desperdícios desse recurso, bem como à implementação de políticas que
reforcem a necessidade de reduções no consumo de água, começam a ser
elaboradas pelo poder público e órgãos não governamentais. Essas medidas
incluem o estudo de tecnologias que viabilizem soluções, como o uso de fontes
alternativas de água para fins menos nobres, ou seja, aqueles nos quais não se
requer água potável. Dentro desse contexto, esta pesquisa tem como objetivo
principal o estudo e a avaliação de fontes alternativas de água para fins não
potáveis, visando à sua conservação.
Os objetivos específicos são verificar as potencialidades do uso da água de
chuva para lavagem de roupas e usos correlatos; bem como a segregação e o
uso da água cinza tratada (proveniente do chuveiro, lavatório, tanque e máquina
de lavar roupas) adequada a atividades onde água potável não é requerida,
como o suprimento da demanda de água na descarga de vaso sanitário e rega
de jardim. Ainda como parte da pesquisa, estão sendo realizados a segregação
e o direcionamento das águas negras (vaso sanitário e pia de cozinha) para um
sistema de tratamento constituído por um tanque séptico (TS), um filtro de areia
e uma vala de infiltração. Neste sistema, estão em avaliação a taxa de acumulação
de lodo no TS e o comprometimento do lençol freático pela contaminação
por microrganismos patogênicos, após infiltração do efluente no solo.
Os objetivos e as atividades que estão sendo realizadas partiram das pesquisas
implementadas durante o Prosab-4, tema 5. A residência onde estão sendo
realizados os experimentos caracteriza-se como de classe média baixa, com
três moradores, e localiza-se no bairro Ratones, em Florianópolis (SC). Utilizou-se
na residência a segregação dos efluentes gerados em águas cinzas e negras,
além da implantação de um sistema de captação, tratamento e reservação de água de chuva.
Nesta fase da pesquisa, foram executadas melhorias no sistema de tratamento
de águas cinzas já existente (implantado durante o Prosab-4), visando à melhoria da qualidade do efluente tratado. O sistema, então, é composto
por um filtro anaeróbio, preenchido com brita (figura 1), e um filtro de areia
descendente, além de desinfecção por pastilhas de cloro, reservatório inferior,
bombeamento e reservatório superior. O sistema de aproveitamento de água de chuva foi implantado na área de
serviço da residência, sendo captada chuva de uma área de telhado de 16 m2.

Figura 1 - Águas cinzas – Filtro anaeróbio,
unidade do sistema de tratamento
A captação é feita por meio de calhas coletoras, que direcionam
o fluxo para o sistema de tratamento e armazenamento.
Este sistema é composto por (i) uma unidade de descarte da
primeira água da chuva, considerada a água de lavagem do
telhado (ii) uma unidade de peneiramento, composta por quatro
telas com aberturas de 0,02 a 2,0 mm e (iii) uma cisterna
no nível do solo. A pressão requerida pelo tanque e máquina
de lavar é obtida através do uso de um pressurizador de água
na tubulação de saída da cisterna, o que faz desnecessária a
utilização de bombeamento e reservatório superior (figura 2).

Figura 2 - Água de chuva – Sistema de coleta, tratamento
e armazenamento
A desinfecção da água na cisterna está sendo realizada,
neste primeiro momento da pesquisa, por pastilhas de cloro.
Após um período de análise de seis meses, será testado também
um sistema de desinfecção por lâmpadas ultravioleta.
Para o sistema de tratamento de águas negras, está sendo
avaliada a taxa de acumulação de lodo no tanque séptico, a
partir de medições in loco da altura deste, e a contaminação do
lençol por microrganismos patogênicos, presentes no efluente
infiltrado. Para o cumprimento desse segundo objetivo, foram
instalados quatro poços de monitoramento, que permitem a
coleta de água subterrânea em diferentes níveis de profundidade,
de 2,7 a 4,7 m (figura 3).

Figura 3 - Águas negras – poços de monitoramento
do lençol freático
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