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:: Instituição
O Departamento de Engenharia
Civil e Ambiental da Faculdade de Tecnologia da
Universidade de Brasília, criado em 1964, hoje
abriga quatro programas de pós-graduação:
estruturas e construção civil; geotecnia; transportes;
e o Programa de Pós-graduação em Tecnologia
Ambiental e Recursos Hídricos (PTARH).
O PTARH abrange as áreas de conhecimento de
engenharia sanitária, engenharia ambiental e
recursos hídricos. O curso de mestrado teve início
em 1995 e até dezembro de 2006 foram formados
101 mestres. O doutorado iniciou-se em 2002,
com os primeiros doutores formados em 2006.
São quatro as linhas de pesquisa do programa: (i)
métodos e modelos para análise ambiental e de
recursos hídricos, (ii) gestão ambiental e de recursos
hídricos, (iii) saneamento ambiental e (iv) hidrologia
superficial e subterrânea. Dão suporte às atividades
do PTARH os laboratórios de Análise de Águas;
Hidráulica, Climatologia e Hidrometria; Computação e
Geoprocessamento; e instalações-piloto.
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Resumo do Projeto
O projeto de pesquisa desenvolvido pelo Programa
de Pós-graduação em Tecnologia Ambiental e Recursos Hídricos da Universidade
de Brasília (UnB), em estreita parceria com o Laboratório de Ecofisiologia
e Toxicologia de Cianobactérias (LETC) do Instituto de Biofísica Carlos Chagas
Filho da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), tem como objetivo geral
aprofundar a pesquisa iniciada como parte do Prosab 4, ampliando a avaliação
da aplicabilidade e eficiência da filtração lenta, da sedimentação e do carvão
ativado na remoção de diferentes cianobactérias e cianotoxinas. Agrega-se,
entretanto, um novo objetivo: a remoção de oocistos de Cryptosporidium por
filtração lenta.
Espera-se que os dados obtidos permitam a proposição de boas práticas de
projeto e operação de estações de tratamento de água (ETAs) que utilizem as
técnicas avaliadas, bem como forneçam subsídios para nortear a aplicação e
revisão da Portaria nº 518/2004, do Ministério da Saúde.
Subprojeto 1 – Remoção de cianobactérias e cianotoxinas por meio de
três técnicas de tratamento: filtração lenta, sedimentação e adsorção em
carvão ativado
A remoção de cianobactérias e cianotoxinas em água para consumo humanoé tema de pesquisa novo no Brasil e no exterior. Os primeiros trabalhos que
avaliam a remoção desses organismos e suas toxinas em água para abastecimento
datam da década de 1980. Esses trabalhos caracterizam-se por uma
metodologia frágil, além de serem de caráter observativo e se concentrarem na
remoção de microcistinas e seus gêneros produtores.
Na segunda metade dos anos 90, os trabalhos publicados apresentavam
maior consistência metodológica e maior aprofundamento. Até essa época, não
se conhecem trabalhos publicados sobre remoção de cianobactérias e cianotoxinas
por pesquisadores brasileiros da área.
O trágico evento ocorrido em Caruaru (PE) em 1996, com a morte de dezenas
de pacientes de clínicas de hemodiálise abastecidas com água contaminada
com cianotoxinas, despertou as autoridades de saúde coletiva e os meios
técnicos e científicos para a necessidade de atuar no tratamento e controle
da qualidade da água com relação à presença de cianobactérias tóxicas e cianotoxinas.
Os primeiros trabalhos de pesquisa publicados no Brasil no tema surgiram
em 2001 e 2002, porém ainda em número muito pequeno. A pesquisa sobre remoção de cianobactérias e cianotoxinas tomou corpo com
o Prosab 4, apresentando resultados importantes. Porém, a
complexidade do problema e as dificuldades analíticas fazem
com que os resultados obtidos do Prosab 4 necessitem de
validação e de continuidade.
Nesse contexto, o subprojeto 1, que envolve o desenvolvimento
de atividades em escala de bancada e escala piloto,
tem os seguintes objetivos específicos: (i) identificação dos limites
de concentração de Microcystis e microcistina na água
bruta para uso da filtração lenta, precedida ou não da filtração
em pedregulho com escoamento ascendente; (ii) identificação
dos limites de concentração de Cylindrospermopsis e saxitoxinas
na água bruta para uso da filtração lenta, precedida ou
não da filtração em pedregulho com escoamento ascendente;
(iii) avaliar a remoção de cianobactérias (Microcystis e Cylindrospermopsis)
e cianotoxinas (microcistinas, saxitoxinas e
cilindospermopsina) por sedimentação, a ocorrência de lise
celular no lodo e a degradação/remoção das toxinas liberadas;
(iv) avaliar a remoção de microcistina, saxitoxinas e cilindrospermopsina
por carvões produzidos no Brasil.

Figura 1 - Experimento de filtração lenta
precedida de filtração em pedregulho aplicado à
remoção de cianobactérias e cianotoxinas
Subprojeto 2 – Remoção de cistos de Giardia e oocistos
de Cryptosporidium por filtração lenta, com e sem préfiltração
em pedregulho
Outro problema que passou a chamar mais a atenção dos técnicos
e pesquisadores, com a publicação em 2000 da Portaria
no 1.469 (hoje 518/2004) do Ministério da Saúde, foi o controle
e a remoção de oocistos de Giardia e Cryptosporidium emáguas para consumo humano.
Pela característica de resistência desses organismos à desinfecção
com cloro, é fundamental o papel da filtração na
garantia da qualidade microbiológica da água produzida nas
estações de tratamento. Por outro lado, as dificuldades e os
custos analíticos envolvidos na detecção desses organismos
indicam a necessidade de se buscar parâmetros substitutivos
para a avaliação da qualidade da água produzida nos filtros e
da sua segurança microbiológica.
Considerando que a filtração lenta é favorecida pelo clima
brasileiro e que essa tecnologia apresenta vantagens quanto
ao custo e à facilidade operacional, o presente subprojeto tem
como objetivos específicos avaliar a remoção de oocistos de
Cryptosporidium por meio da filtração lenta, precedida ou não
de filtração em pedregulho com escoamento ascendente, e
estudar a correlação entre o parâmetro turbidez e a presença
desses oocistos na água filtrada.
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