Remoção de gosto e odor em processos
de tratamento de água




:: Instituição

O Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) foi fundado em 7 de agosto de 1953. Iniciando com estudos hidráulicos em modelos reduzidos, as atividades do IPH ampliaramse com o tempo, hoje abrangendo as áreas de saneamento ambiental; hidráulica e hidrodinâmica; hidrologia; hidrogeologia, irrigação e drenagem; erosão e sedimentação; planejamento e gestão de recursos hídricos; e geoprocessamento aplicado aos recursos hídricos.
O IPH realiza atividades de ensino, pesquisa e extensão. No ensino, o instituto mantém o curso técnico de hidrologia, o curso de graduação em engenharia ambiental e o de pós-graduação em recursos hídricos e saneamento ambiental. A pesquisa é realizada através das dissertações e teses de mestrado e doutorado, suportadas com fundos do CNPq, Capes, Fapergs, Finep, Funasa e fundos setoriais. A extensão universitária se dá através de cursos, palestras, participação em comitês e projetos comunitários.


Subir
 

:: Resumo do Projeto

Em todo o mundo, a presença de gosto e odor emáguas tratadas é a principal causa de reclamações por parte de consumidores de água. Isso não é diferente no Brasil, onde muitas cidades utilizam mananciais de água comprometidos pela poluição. Embora a norma que estabelece a qualidade da água para consumo humano no Brasil (Portaria nº 518, de 25 de março de 2004) fixe somente um padrão de aceitabilidade, em muitas situações, a presença de gosto e odor na água potável causa sua rejeição por parte dos usuários. Em situações críticas, parte da população recorre a fontes alternativas à água distribuída pela rede de abastecimento. Isso representa um
risco à saúde pública, uma vez que tais fontes nem sempre apresentam qualidade química e biológica adequada ao consumo humano. A figura 1 mostra uma cianobactéria cuja presença no lago Guaíba tem sido associada à produção de gosto e odor na água de abastecimento.
Este projeto tem como objetivo avaliar processos de tratamento de água econômicos e efetivos na remoção de compostos que causam gosto e odor na água tratada, especialmente metilisoborneol (MIB) e geosmina. O projeto compreende as seguintes atividades:
– Operação de protótipos de filtração por membranas, aeração e air stripping
– Realização de ensaios de oxidação biológica de substâncias causadoras de gosto e odor
– Realização de testes para verificação da remoção de MIB e geosmina por adsorção e filtração biológica em carvão ativado
– Operação de reatores para testes de oxidação química por hipoclorito de sódio, permanganato de potássio e ferrato (VI) de potássio.
– Avaliação de custos dos processos testados




Figura 1
- Cianobacteria Planktothrix, causadora de gosto e odor em águas de abastecimento




Figura 2
- Estação de tratamento de água Lomba do Sabão, em Porto Alegre


Os protótipos de filtração por membranas, aeração e air stripping estão instalados na estação de tratamento de água Lomba do Sabão, em Porto Alegre (figura 2), cujo manancial sofre freqüentes florações de algas e cianobactérias produtoras de substâncias que causam gosto e odor na água tratada.
Os ensaios de oxidação biológica e química e de filtração biológica em carvão ativado estão sendo realizados no Laboratório de Saneamento Ambiental do IPH. A figura 3 mostra o protótipo usado para os testes de oxidação química. Além dos aspectos técnicos, o projeto prevê a avaliação de custos das alternativas estudadas, de modo a se determinar a viabilidade de implantação dos processos.
Esta pesquisa complementa outros estudos da rede Água do Prosab que avaliam técnicas de tratamento para remoção de microrganismos (cianobactérias e protozoários) e contaminantes orgânicos (cianotoxinas, agrotóxicos e agentes hormonalmente ativos). Os resultados da pesquisa serão ser utilizados por concessionárias de serviços de abastecimento de água para melhorar a aceitabilidade da água tratada distribuída à população.




Figura 3 - Reator-piloto para os testes com oxidação química


Universidade Federal do Rio Grande do Sul / Instituto de Pesquisas Hidráulicas
Avenida Bento Gonçalves, 9.500 Caixa Postal 15.029
Porto Alegre, RS, CEP 91501-970
Tel. (51) 3308-6567 Email: benetti@iph.ufrgs.br
www.iph.ufrgs.br

Coordenador - Email: benetti@iph.ufrgs.br