Remoção de patógenos emergentes e microcontaminantes
potencialmente prejudiciais à saúde no tratamento de água para consumo humano




:: Instituição

A UFMG é uma das maiores universidades federais do país, com mais de 30 mil alunos, 48 cursos de graduação, 70 de especialização, 60 de mestrado e 53 de doutorado. O Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental (DESA) tem atuação destacada nas áreas de ensino, pesquisa e extensão, tendo se consolidado como um dos mais importantes do Brasil a partir da implantação, em 1955, de um dos primeiros cursos de especialização em engenharia sanitária do país. Em 1972, foi criado o curso de mestrado em engenharia sanitária e, em 2000, o doutorado foi incluído no programa, cuja denominação atual é
Programa de Pós-graduação em Saneamento, Meio Ambiente e Recursos Hídricos. Dele participam, além do corpo docente básico, composto por professores do DESA e do Departamento de Engenharia Hidráulica e Recursos Hídricos (EHR), docentes de outros departamentos da universidade e pesquisadores visitantes.




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:: Resumo do Projeto

O projeto proposto pela equipe da UFMG, realizado em parceria com a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) e a
Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), consiste de dois subprojetos. No primeiro, está sendo avaliada a remoção de microcontaminantes hormonalmente ativos AHAs e, no segundo, de protozoários Cryptosporidium. Em ambos,é feita inicialmente uma investigação da ocorrência desses contaminantes em mananciais localizados na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH): rio das Velhas e represa Vargem das Flores (figura 1). A partir dos resultados obtidos, são conduzidos experimentos para avaliar a eficiência de técnicas de tratamento de água na remoção dos AHAs e de Cryptosporidium. São sugeridas diretrizes para: a) orientar a priorização do monitoramento de protozoários em sistemas de abastecimento de água; b) reduzir os riscos sanitários decorrentes da presença de microcontaminantes e protozoários na água destinada ao consumo humano, por meio de ações de proteção dos mananciais; e c) melhorar a eficiência do tratamento de água para a remoção desses contaminantes.




Figura 1
-Represa Vargem das Flores (MG)


Subprojeto 1 – Remoção de microcontaminates
hormonalmente ativos


Neste subprojeto são estudados dois AHAs: nonilfenol e estradiol. Para realização dos estudos, foi construída uma instalação-piloto, cuja representação esquemática está mostrada na figura 2, para avaliar a eficiência de remoção desses contaminantes por meio das tecnologias de tratamento de água mais utilizadas no Brasil (tratamento convencional, filtração direta ascendente, filtração direta descendente, dupla filtração, flotação e filtração lenta). Caso as tecnologias de tratamento de água testadas não apresentem resultados satisfatórios quanto à remoção desses contaminantes, é realizada investigação experimental em um sistema de separação em membrana – sistema que tem flexibilidade para trabalhar com a ultrafiltração, microfiltração, nanofiltração e osmose reversa. A água de alimentação da instalação-piloto é sintetizada, com adição de nonilfenol e estradiol em concentrações equivalentes às encontradas nos estudos realizados durante o monitoramento dos mananciais. A turbidez e a alcalinidade da água do estudo são simuladas adicionando caulim e bicarbonato. Preliminarmente aos ensaios a realizar na instalação-piloto, são feitos ensaios de bancada com água sintética para definir as condições operacionais adotadas na instalação-piloto.





Figura 2
-Esquema da instalação-piloto



Subprojeto 2 – Remoção de protozoários
(Cryptosporidium) no tratamento de água


No subprojeto 2 também está sendo avaliada a eficiência de diferentes tecnologias de tratamento de água quanto à remoção
de oocistos de Cryptosporidium e de indicadores desse protozoário. As águas sintetizadas são preparadas com caulim, de modo a resultar turbidez de 10 uT e de 100 uT. As concentrações de Cryptosporidium parvum e dos indicadores Bacillus subtilis e microesferas serão de 104/L. Nos estudos de remoção de Cryptosporidium no tratamento da água, estão sendo utilizados oocistos inativados, e o efluente tratado é descartado no sistema de esgotamento do local onde está montada a instalação-piloto. Os resíduos de tratamento, o lodo e a água de lavagem dos filtros são amostrados para avaliar a ocorrência tanto de oocistos de Cryptosporidium quanto dos indicadores mencionados e então descartados em caçambas para posterior transporte até um aterro sanitário. Durante os ensaios, é feita a caracterização físico-química e microbiológica
das águas.




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