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:: Instituição
O Departamento de Engenharia
Ambiental é uma unidade de ensino vinculada ao
Centro Tecnológico da Universidade Federal do
Espírito Santo e oferece, desde 1989, o curso de
mestrado em Engenharia Ambiental e, a partir de
março de 2007, o curso de doutorado em
Engenharia Ambiental.
As principais linhas de pesquisa desenvolvidas
no Programa de Pós-graduação em Engenharia
Ambiental (PPGEA) que abordam o saneamento
concentram-se nas áreas de tratamento de águas
de abastecimento, reúso de águas residuárias e
lodos e resíduos sólidos. As áreas contam com o
suporte operacional do Laboratório de Saneamento
(Labsan) e do Parque Experimental de Pesquisas em
Saneamento da UFES (figura 1). A UFES, através
dos pesquisadores do Departamento de Engenharia
Ambiental, participa do Prosab desde o primeiro edital
(1996), tendo integrado diversas redes temáticas.
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Resumo do Projeto
O consumo de agrotóxicos sofreu um rápido incremento
na metade do século passado e as estimativas para esse consumo
em países em desenvolvimento são crescentes. O Brasil encontra-se entre
um dos maiores consumidores de agrotóxicos do mundo. No país, o Espírito
Santo ocupa lugar de destaque: com uma economia baseada na indústria e na
agricultura, é o terceiro estado do país na aplicação de agroquímicos, sendo
glifosato e 2,4 D os herbicidas mais utilizados nas culturas de banana, café e
capina química.
O uso intensivo de agrotóxicos tem conseqüências na saúde e no meio ambiente,
provocando a poluição do ar, do solo e da água. Os mananciais são
considerados os compartimentos ambientais receptores finais dos agrotóxicos.
Um dos importantes mananciais que abastecem Vitória é o rio Santa Maria da
Vitória, que constitui atualmente o único manancial supridor da região norte da
cidade, atendendo também à demanda do município da Serra e dos balneários
de Jacaraípe, Nova Almeida, Praia Grande, Manguinhos e Carapebus. A atividade
agrícola é importante na bacia do rio Santa Maria, que recebe também
grandes cargas de esgotos sem nenhum tratamento (figura 2). Os agrotóxicos
são encontrados em mananciais em concentração pequena, são relativamente
persistentes e sua ingestão está associada a problemas de saúde que incluem
câncer, desordens do sistema nervoso e esterilidade, devendo ser monitorados em sistemas de abastecimento de água.

Figura 1 - Vista do parque experimental da UFES

Figura 2 - Vista parcial do rio Santa Maria da Vitória
No estado e no país,
informações sobre a presença dos agrotóxicos em mananciais
são escassas, assim como se desconhece a capacidade dos
sistemas de tratamento de água de removê-los aos níveis propostos
pela Portaria 518/2004, que estabelece o limite de 500μg/L para o glifosato e 30 μg/L para o 2,4D.
Considerando-se que, no Espírito Santo, a maioria das estações
de tratamento utiliza a tecnologia convencional, denominada
também de ciclo completo, a proposta desta pesquisaé avaliar a remoção dos herbicidas glifosato e 2,4 D em instalação-
piloto do tipo convencional, associada à pré-oxidação
e ao carvão ativado granular, utilizando-se água do manancial
superficial do rio Santa Maria da Vitória.
Entre os objetivos específicos do projeto ressalta-se o estabelecimento de metodologia de extração, análise e quantificação
dos herbicidas glifosato e 2,4 D no Espírito Santo, uma
vez que atualmente tais análises são realizadas fora do estado,
o que gera um custo elevado, limitação no número e na freqüência
de análises. Com o estabelecimento da metodologia de
análise, é possível também investigar a presença do glifosato
e 2,4 D em mananciais e avaliar a eficiência dos processos de
tratamento de água existentes no estado.
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