Utilização de resíduos de saneamento como matéria prima para produtos cerâmicos e substrato para produção vegetal




:: Instituição

A Universidade Federal de Campina Grande, criada pela Lei 10.419 de 09 de abril de 2002, a partir de desmembramento da Universidade Federal da Paraíba, tem a sua sede em Campina Grande e fica na região agreste do Estado da Paraíba, Compõem ainda o universo dessa instituição três outros campus localizados nas cidades de Patos, Sousa e Cajazeiras, no sertão do Estado.

A estrutura da instituição é composta de seis centros: Centro de Ciências Biológicas e da Saúde; Centro de Ciências e Tecnologia; Centro de Humanidades; Centro de Formação de Professores; Centro de Ciências Jurídicas e Sociais e Centro de Saúde e Tecnologia Rural.

O Centro de Ciências e Tecnologia - CCT, composto por doze departamentos, tem treze cursos de graduação: Ciência da Computação; Desenho Industrial; Engenharia Agrícola; Engenharia Civil; Engenharia Elétrica; Engenharia de Materiais; Engenharia de Minas; Engenharia Mecânica; Engenharia Química; Física; Matemática; Meteorologia e Tecnologia Química - Couros e Tanantes e oferece 29 cursos de graduação; 05 de doutorado; 12 de mestrado, 10 de especialização e 04 de residência médica.

O Centro de Ciências e Tecnologia - CCT oferece ainda à comunidade os seguintes cursos de pós-graduação: Engenharia Agrícola; Engenharia Civil; Engenharia Elétrica; Engenharia de Minas; Engenharia Mecânica; Engenharia Química; Meteorologia; Informática e Recursos Naturais.

Com essa estrutura a UFCG é uma organização complexa e diversificada que possui um quadro docente de 785 docentes efetivos, destes 259 doutores, 344 mestres, 120 especialistas e 56 graduados e um universo de cerca de 9.500 alunos vinculados. No ano de 2002 foram defendidas 186 dissertações de mestrado e 29 de doutorado.

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:: Resumo do Projeto

Todos os sistemas de tratamento biológico produzem lodo, que podem ser aplicados como adubo na agricultura caso não haja problemas de metais pesados e sanidade. Para transformar o lodo de sistemas de tratamento em um adubo viável e seguro do ponto de vista higiênico são necessários que se apliquem três tratamentos:

1) no caso de lodo aeróbio, este deve ser estabilizado, isto é, reduzir o teor de bactérias aeróbias vivas;
2) diminuir o teor de água no lodo transformando os sólidos em suspensão em um sólido granular 3) reduzir o teor de bactérias (CF) e ovos de helmintos


Figura 1 - Conjunto de quatro reatores UASB em escala piloto (120 l cada)

Na presente pesquisa distinguem-se dois subprojetos:

Subprojeto 01 - Estabilização de lodo aeróbio

Neste subprojeto será utilizado um sistema anaeróbio (UASB) seguido de aeróbio (lodo ativado) utilizando o UASB também para estabilizar o lodo aeróbio do póstratamento. Usando-se vários reatores UASB e aplicando-se diferentes proporções de esgoto/lodo aeróbio pretende se estabelecer o efeito da dosagem de lodo aeróbio sobre seu desempenho e sobre a qualidade do lodo estabilizado. A figura 01 mostra o conjunto de reatores UASB a serem utilizados.

Quanto ao desempenho do reator UASB pretende se estabelecer notadamente a relação entre o tempo de permanência e a eficiência de remoção do material orgânico e dos sólidos em suspensão. A qualidade do lodo estabilizado será avaliada em termos da produção de sólidos por unidade de massa aplicada, estabilidade e atividade metanogênica.

Subprojeto 02 - Uso da energia solar para secagem e higienização

Neste projeto será avaliado a viabilidade da energia solar para a secagem e higienização térmica de lodo estabilizado em leitos cobertos. A cobertura de vidro tem a finalidade de segurar a energia solar para elevar a temperatura e assim acelerar a secagem de lodo e o processo de higienização. Na figura 02 se observa um modelo de um leito de secagem que se pretende usar. Entre as variáveis que devem ser estudados para otimizar os processos de secagem e higienização estão:


Figura 2 - Esquema do projeto de secagem e higienização de lodo

1) intensidade e duração de irradiação solar sobre a temperatura nos leitos;
2) espessura da cobertura de vidro;
3) porcentagem inicial de sólidos no lodo;
4) camada de lodo a ser aplicada (carga de sólidos);
5) taxa de renovação de ar no leito;
6) temperatura mínima necessária para desativação dos patogênicos.

Pretende-se desenvolver um modelo geral que prediz o perfil da temperatura no lodo em função das variáveis operacionais. Com este modelo, pode-se então dimensionar leitos de secagem cobertos para qualquer clima.


Universidade Federal de Campina Grande - UFCG
Departamento de Engenharia Civil
Rua Dr. Francisco Pinto, 610, Bodocongo - Campina Grande - PB CEP: 58109-783
Tel.: (83) 331-4809 • E-mail: prosab@uol.com.br