Uso de lodo de esgoto em plantações florestais e na recuperação de áreas degradadas




:: Instituição

Em seus 20 anos de atuação a Embrapa Meio Ambiente tem se dedicado ao estudo dos impactos ambientais da agricultura em seu sentido amplo, em cooperação com outras organizações de pesquisa e desenvolvimento do setor produtivo, e vêm selecionando, adaptando e desenvolvendo tecnologias, práticas e formas de manejo adequadas às condições brasileiras, contribuindo para o desenvolvimento sustentável do agronegócio nacional.

Atualmente, suas pesquisas estão voltadas para o monitoramento e avaliação da qualidade das águas superficiais e subterrâneas; desenvolvimento de métodos para identificação de níveis de resíduos de agrotóxicos em frutas, hortaliças, solo e água; educação agroambiental; avaliação do impacto ambiental da introdução de agentes de controle biológico de pragas e doenças; avaliação de biossegurança ambiental de organismos geneticamente modificados; proposição e avaliação de índices e indicadores de sustentabilidade de sistemas agrícolas; proposição e avaliação de métodos de valoração de impactos ambientais; proposição de métodos de degradação de agrotóxicos por microrganismos do solo; estudos de emissão de gases de efeito estufa decorrentes das atividades agrícolas; avaliação do impacto ambiental de algumas atividades do novo rural brasileiro, com destaque para a horticultura orgânica, o agroturismo, a agroindústria de pequena escala e os pesque-pagues; desenvolvimento de equipamentos e de métodos para avaliações da eficiência de aplicação de agrotóxicos e dos impactos ambientais decorrentes dos métodos tradicionais em culturas diferenciadas; potencial de utilização de lodo de esgoto na agricultura, silvicultura e na recuperação de áreas degradadas.

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:: Resumo do Projeto

A presente pesquisa tem como objetivo geral avaliar o potencial do uso de lodo de esgoto em plantações florestais (Eucalyptus) e na recuperação de áreas degradadas com espécies florestais nativas. Especificamente: 1) avaliar as alterações nas propriedades físicas, químicas, de fertilidade e microbiológicas dos solos causado pela aplicação do lodo de esgoto; 2) avaliar o efeito da aplicação do lodo de esgoto no equilíbrio nutricional das plantas; 3) avaliar parâmetros silviculturais, econômicos e ecológicos do uso do lodo de esgoto.


Figura 1 - Aplicação de lodo de esgoto em plantio florestal de Eucalyptus, em faixas

O projeto vem atender às demandas do Ministério da Agricultura e Abastecimento, da Companhia de Saneamento Ambiental de São Paulo (CETESB) e órgãos ambientais de outros estados da federação, e das companhias de saneamento básico estaduais, municipais e particulares, no que tange às alternativas de utilização do lodo gerado nas estações de
tratamento.
Atualmente, há uma grande demanda do uso do lodo de esgoto para fins agrícolas, florestais e recuperação de áreas degradadas devido ao seu alto potencial fertilizante e condicionador das propriedades físicas do solo dada a grande quantidade de matéria orgânica que comporta.

O uso do lodo de esgoto na área florestal, tanto em plantios comerciais como na recuperação de áreas degradadas, apresenta as seguintes vantagens potenciais: 1) redução dos custos do uso de fertilizantes em áreas geralmente extensas, particularmente na reposição de N e P; 2) adeqüabilidade de um grande número de áreas florestais com plantios comerciais, geralmente localizadas em sítios bem drenados e não sujeitos a enchentes periódicas; 3) absorção de nutrientes durante boa parte do ano por suas raízes perenes; 4) capacidade de imobilizar grandes quantidades de nutrientes e de metais pesados pela grande produção e distribuição de carbono orgânico; 5) não associação, em geral, do produto florestal final com a produção de alimentos, propiciando baixos riscos à saúde pública.

O projeto está sendo executado pela Embrapa Meio Ambiente em parceria com a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ), por meio de seu Departamento de Ciências Florestais. As atividades relacionadas à utilização de lodo de esgoto em plantios comerciais (Eucalyptus) estão sendo desenvolvidas na Estação Experimental de Ciências Florestais de Itatinga (Itatinga, SP), vinculada à ESALQ, enquanto às relacionadas ao seu uso na recuperação de áreas degradadas com espécies florestais nativas em área no município de Jaguariúna-SP. A duração prevista do projeto é de 2 anos.



Figura 2 - Aplicação de lodo de esgoto em solo degradado, em área total


Figura 3 - Aspecto geral do lodo de esgoto


Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
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