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:: Instituição
Este
projeto de pesquisa é desenvolvido por unidades da
Universidade de São Paulo, em parceria com a Companhia
de Saneamento Básico do Estado de São Paulo
(SABESP). A unidade coordenadora é a Escola Politécnica,
por meio de seu Departamento de Engenharia Hidráulica
e Sanitária, que será responsável também
pela realização de ensaios de pós-tratamento
dos efluentes das lagoas de estabilização
e de avaliação da toxicidade dos efluentes
clorados. A Escola Superior de Agronomia "Luiz de Queiroz"
será responsável pelos estudos dos efeitos
sobre o solo e pela planta da aplicação dos
efluentes em sistema de fertirrigação de culturas
vegetais. O Instituto de Ciências Biomédicas
será o responsável pelo
desenvolvimento dos indicadores biológicos utilizados
nas
diversas etapas do experimento. A SABESP é a instituição
parceira da USP no projeto, responsável pela operação
de
sistema de tratamento de esgotos por lagoas de estabilização
para 60 mil habitantes, localizado no município de
Lins/SP (Figura 1) e do campo de fertirrigação
com esgoto tratado (Figura 2).
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Resumo do Projeto
A pesquisa foi subdividida
em 2 sub-projetos, o subprojeto 1 é destinado à
realização de ensaios de tratabilidade com
os efluentes das lagoas de estabilização anaeróbia
e facultativa por processo físico-químico
e ensaios de desinfecção por hipoclorito de
sódio e de avaliação de toxicidade
sobre tilápias do Nilo.
O sub-projeto 2 é destinado à avaliação
das características
físicas, químicas e biológicas do solo
e plantas utilizados em sistemas de fertirrigação
com os esgotos tratados, por gotejamento (culturas de café
e cana de açúcar) e aspersão (capim
Tifton).
Sub-Projeto 1
O Sub-projeto 1 é destinado à realização
dos seguintes principais ensaios:
a) Caracterização dos efluentes do sistema
de lagoas de estabilização.
b) Ensaios de cloração dos efluentes das lagoas
anaeróbia e facultativa, com e sem tratamento físicoquímico
prévio (Figura 3).
c) Ensaios de descloração dos efluentes.
d) Tratamento físico-químico dos efluentes
das lagoas anaeróbia e facultativa.
e) Ensaios de remoção de amônia por
alcalinização e arraste com ar.
f) Ensaios de cloração e descloração
dos efluentes, após arraste de amônia.
g) Ensaios de toxicidade dos efluentes sobre Tilápias
do Nilo.
Sub-Projeto 2
Será subdividido em duas partes:
A) Caracterização das transferências
de espécies químicas através do sistema
solo-planta (culturas de café e cana de açúcar)
O delineamento experimental empregado para a realização
dos estudos foi em faixas com seis tratamentos e cinco repetições.
Os tratamentos referem-se à fonte de água
de irrigação (gotejamento), aos tratamentos
de desinfecção de EET e ao uso da adubação
nitrogenada, conforme se segue: (i)Testemunha s/ irrigação
e c/ adubação completa; (ii) Água potável
e c/ N; (iii) EET nãodesinfetado e c/ N; (iv) EET
não-desinfetado, com adubação mas s/
N; (v) EET desinfetado c/ cloro e c/ N; (vi) EET desinfetado
c/ cloro e s/ N. As concentrações de macro
e micronutrientes nas folhas e nos colmos das plantas serão
determinadas.
B) Impactos químico, físico e ambiental
de um sistema solo-pastagem irrigado com esgoto tratado
(Capim Tifton)
Serão realizadas amostragens de solo a cada três
meses e água do solo a cada dois meses, nas seguintes
profundidades: 0-10 e 10-20 (com trado calador) e 20-40,
40-60, 60-80 e 80-100 cm (com trado holandês). Serão
analisados os mesmos cátions e ânions presente
no ESET, empregando-se os mesmos equipamentos.
As amostras de solo coletadas serão secas ao ar e
passadas por peneira de 2 mm de malha para posterior determinação
de pH (CaCl2) e dos teores de H+Al, N-total, C, Al, Ca,
Mg, K, Na, P e S, empregando-se os métodos propostos
por Raij et al. (2001). A condutividade elétrica
e os teores de argila dispersa em água estão
sendo determinados conforme Camargo et al. (1986).
Ao final de dois anos estarão determinados os teores
totais e disponíveis em DTPA, dos metais pesados
(Cd, Cr, Cu, Fe, Mn, Ni, Pb e Zn), segundo Raij et al. (2001).
Mediante coleta de amostras indeformadas (com o uso de cilindro
de alumínio, apenas uma repetição por
tratamento), serão avalidas a macroporosidade, a
microporosidade e a porosidade total, conforme Embrapa (1997).
O delineamento experimental a ser empregado será
o de blocos completos ao acaso, com cinco repetições.
Cada unidade experimental terá 10 m de largura e
10 m de comprimento, perfazendo uma área total de
100 m² e área útil de 36 m² (admitindo-se
dois metros de bordadura).
Haverá uma faixa de 10 m entre parcelas para evitar
a contaminação pela irrigação.
Os cinco tratamentos serão: (i) adubação
nitrogenada completa + irrigação com água; (ii)
adubação nitrogenada completa + irrigação
com efluente; (iii) 2/3 da adubação nitrogenada
+ irrigação com efluente; (iv) 1/3 da adubação
nitrogenada + irrigação com efluente; (v)
somente irrigação com efluente.
Figura 1 - Lagoas de estabilização
de Lins/SP
Figura 2 - Vista parcial do campo
de fertirrigação

Figura 3 - Tanque de contato de cloro
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