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:: Instituição
O
Programa de Tecnologias Limpas - TECLIM da Escola Politécnica
da UFBA, iniciou suas atividades de pesquisa e pós-graduação
em 1998 com recursos do Projeto Nordeste (CNPq). Em 1999/2000,
com o apoio do PADCTIII/Plataformas/CNPq deu-se inicio ao
Fórum de Tecnologias Limpas da Bahia, que estruturou
as bases da Rede TECLIM, associando empresas e instituições
públicas e privadas, com o objetivo de inserir o
conceito de produção limpa e desenvolver metodologias
e tecnologias limpas no processo produtivo.
Em 1998, com o apoio financeiro do PADCTIII/CIAMB/CAPES
foi iniciado o Curso de Especialização em
Gerenciamento e Tecnologias Ambientais no Processo Produtivo
que aproximou diversas empresas da universidade. Este curso
evoluiu para a criação, em 2002, do Mestrado
Profissional em
Produção Limpa (MEPLIM).
Nos anos seguintes foram desenvolvidos diversos projetos
de pesquisa com financiamento do FNDCT (Fundos Setoriais)
em parceria com empresas localizadas no Pólo Petroquímico
de Camaçari: Braskem, Caraíba Metais e Deten,
entre outras (CT-Petro e CT-Hidro). A partir de 2003 a Rede
inicia projetos de pesquisa visando a minimização
do uso da água no meio urbano com o apoio do PROSAB
e da Fundação de Amparo a Pesquisa da Bahia.
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Resumo do Projeto
O
objetivo do trabalho é otimizar o dimensionamento
e definir critérios de projeto e formas de operação/manutenção
de filtros intermitentes no tratamento de esgotos domésticos.
Serão estudados os parâmetros críticos
destes equipamentos, visando sua utilização
como etapa de pós-tratamento para produção
de
efluente com características químicas e biológicas
adequadas para o reúso em descarga de vasos sanitários
e mictórios.
O efluente a ser tratado provém de uma estação
de caráter experimental - do tipo biodiscos rotativos
- que trata os efluentes dos sanitários da EP/UFBA
(Figura 1).
Serão testadas diversas situações de
projeto e operação utilizando-se as unidades
filtrantes apresentadas na Figura 2.
O aparato experimental consiste em seis câmaras de
1,0 m de largura, por 2,0 m de comprimento, com 1,0 m de
altura, construídas em alvenaria de blocos revestidos,
e apoiados sobre base de concreto. Cada câmara será
subdivida em duas por meio de placas de fibro-cimento de
20 mm de espessura, perfazendo doze unidades independentes
de filtros intermitentes de areia, nos quais serão
colocados leitos filtrantes com características diferentes.
Desta forma, variações de leitos filtrantes
e taxas de aplicação serão avaliadas,
simultaneamente, para um mesmo efluente, nas mesmas condições
ambientais.
Os leitos filtrantes serão constituídos de
areias com diferentes tamanhos efetivos e coeficientes de
uniformidade. Serão testadas também escórias
de origem metalúrgica (cobre).
Figura 1 - ETE tipo bio-filtro cedida
pela Aqua Brasilis Ltda.
Após a maturação, os filtros serão
utilizados por períodos de aproximadamente três
meses, com frequências de dosagem de até 48
aplicações por dia.
As taxas de aplicação hidraulica, variarão
de 400 a 1800 L/m2/dia. Serão buscados efluentes
do pós-tratamento com características compatíveis
com parâmetros de qualidade aceitáveis para
reúso em descargas de vasos sanitários e mictórios.
Como uma das possibilidades de contato é através
de aerossóis formados no momento da descarga, estes
serão avaliados quanto à quantidade em que
são formados, características biológicas
e rotas de contaminação.
Os resultados encontrados serão utilizados para alimentar
modelos de avaliação de risco ambiental. Serão
comparadas as concentrações de organismos
indicadores no selo hídrico dos vasos sanitários,
após a descarga, com água do sistema público
e após a descarga com água de reúso.
Figura 2 - Filtros em construção
Figura 3 - Vista geral da estação
experimental
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