Uso não potável de efluente de ETE tratando esgoto sanitário




:: Instituições

CURSO DE ENGENHARIA AMBIENTAL / PUCPR
Os estudos e pesquisas realizados pelo Curso de Engenharia Ambiental levam em consideração as interrelações da tecnologia com o ambiente natural e com os indivíduos. Estes estudos resultam em conhecimentos científicos e tecnológicos, a serem aplicados e convertidos em bens e serviços para a comunidade. As atividades do Curso têm por base as questões urbanas e gravitam ao redor de três áreas: Tecnologia de Controle da Poluição, Gestão Ambiental e Manejo de Bacias Hidrográficas. O
Laboratório de Análises Ambientais (500m2), os escritórios (1000m2), bem como as instalações piloto, constituem sua base física. Outras instalações são, também, operadas e monitoradas à distância, fazendo com que a atuação do Curso extrapole os muros das instalações físicas da Universidade. No ano de 2003 o
Curso apoiou a implantação do mestrado em Gestão Urbana (PPGTU), passando a integrá-lo nas questões de sua competência.

COMPANHIA DE SANEAMENTO DO PARANÁ
A SANEPAR, foi criada em 1963 pelo Governo do Paraná, para resolver o problema de saneamento básico no Estado. Atualmente 92% dos paranaenses têm água tratada (nas áreas urbanas 99,8%) e na coleta dos esgotos, um desafio no qual ainda há muito a investir, cerca de 30,2% da população urbana possui rede coletora (em Curitiba 51,4%), com tratamento para 66% desse volume.

O desafio de elevar os índices de atendimento a fez investir permanentemente em tecnologia e pesquisa, permitindo reduzir custos, além de proporcionar serviços de alta qualidade para seus clientes. Assim a área de tratamento de esgoto sanitário tem sido citada como referência nacional, e mesmo internacional, através do desenvolvimento e aplicação, em larga escala, da tecnologia dos reatores anaeróbios tipo RALF, dentre outras.

A gestão do conhecimento na SANEPAR está a cargo de um grupo estratégico, o GECIP- Grupo Específico de Consultoria, Intercâmbio e Pesquisa, responsável por nuclear equipes multidisciplinares integrando pessoal técnico e operacional, interno e externo à Companhia.

O trabalho conjunto SANEPAR e PUCPR, efetivado nos PROSAB 1 a 4, revela o estágio maduro das relações institucionais, que já se estendem por mais de 20 anos.

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:: Resumo do Projeto

O projeto de pesquisa tem por objetivo estudar o uso não potável de efluente de Estação de Tratamento de Esgoto - ETE, tratando esgoto sanitário, visando o uso industrial e urbano. A ETE deverá adequar o seu efluente às necessidades da demanda, sob os parâmetros físicoquímicos e biológicos.

Os estudos estarão concentrados no entorno da ETE Cambuí,da SANEPAR, localizada na cidade de Campo Largo-PR, integrante da Região Metropolitana de Curitiba. O fluxograma da Estação incorpora os reatores RALF e FAD, além da desinfecção com dióxido de cloro, apresentando um efluente de boa qualidade. A cidade de Campo Largo é um destacado pólo cerâmico do Estado e este conseqüentemente será o segmento industrial a ser estudado.


Figura 1 - ETE Cambuí (Campo Largo, PR)

2.1) SUBPROJETO 1 - USO NA INDÚSTRIA
A cidade de Campo Largo é um destacado pólo cerâmico do Estado e este conseqüentemente será o segmento industrial a ser estudado.
a) Uso Industrial: O uso do efluente da ETE Cambuí na(s)
Industria(s) dependerá da possibilidade de implementação das modificações nas instalações industriais. Assim cogita-se a aplicação em vasos sanitários (veiculação de esgoto fecal); no combate a incêndios; no uso industrial e na irrigação de áreas verdes.
b) Filtro de Areia de Alta Taxa: Prevê-se a construção e
operação de filtro piloto, para a adequação do efluente da ETE aos requisitos de qualidade pré - estipulados.
c) Recrescimento bacteriano: Devido a possibilidade da construção futura de um reservatório do efluente na Industria, a avaliação da eficiência da desinfecção se dará no efluente do Tanque de Contato da ETE (tempo zero) e em tempos (horas) posteriores, observando-se o eventual crescimento de coliformes (EC), indicadores de contaminação fecal.
d)Avaliação do Impacto: A utilização do efluente na Indústria deverá ser acompanhado pelo Departamento de Engenharia de Segurança do Trabalho e Meio Ambiente. Este auxiliará na avaliação dos aspectos objetivos do reúso e outros subjetivos, relacionados ao odor, aspectos estéticos e culturais.


Figura 2 - Tanque de contato da ETE

2.2) SUBPROJETO 2 - USO URBANO NÃO POTÁVEL NA CIDADE DE CAMPO LARGO, PR
a) Usuário da Água: A Prefeitura Municipal de Campo Largo, através de suas Secretarias Específicas, será coparticipe na utilização dos efluentes.
b) Metodologia: O Uso Urbano não potável na Cidade de Campo Largo foi previsto para a irrigação de Áreas Verdes (Parques e Praças); lavagem de ruas (após chuvas fortes, após feiras livres); em vasos sanitários (veiculação de esgoto fecal) de Prédios Públicos; no ETE Cambuí e outras ruas. O fornecimento controle de poeiras de ruas adjacentes à do efluente se dará provavelmente através do uso de caminhões-pipa, preferencialmente exclusivos para este fim.
c) Avaliação do Impacto: O controle do impacto inicialmente se dará com o monitoramento do efluente da ETE Cambuí. O efluente apresentou uma concentração média de EC de 2,0. 102 NMP/100mL, durante avaliações conduzidas nos anos de 2002 e 2003. Foram avaliados ainda helmintos, giárdia e cryptosporidium, estes dois últimos não detectados no efluente. Os helmintos deverão ser mais bem avaliados, mas foram observados na forma de ovos viáveis no efluente da ETE, após a desinfecção com dióxido de cloro.

Serão analisadas amostras de solo (de Ruas e Áreas Verdes) e de gramíneas e flores (de Áreas Verdes), para analise de contaminação fecal.


Pontifícia Universidade Católica do Paraná - PUCPR
Curso de Engenharia Ambiental
Rua Imaculada Conceição, 1155, Prado Velho - Curitiba - PR - CEP: 80215-901
Tel.: (41) 271-1789 E-mail: miguel.aisse@pucpr.br