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:: Instituição
O
Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de
São Paulo nasceu há 105 anos de um núcleo
agregado à Escola Politécnica paulista. A
trajetória do Instituto confunde-se com a história
do crescimento de São Paulo e de sua indústria.
Hoje o IPT, ligado à Secretaria da Ciência,
Tecnologia, Desenvolvimento Econômico e Turismo do
Estado de São Paulo, tem por objetivo atender à
demanda de ciência e tecnologia nas diversas áreas
da Engenharia em que atua.
Atualmente os recursos instrumentais e humanos do IPT distribuem-se
por treze Unidades Técnicas, contando com o apoio
de 71 laboratórios e 51 seções técnicas.
A Seção de Saneamento Ambiental, o Laboratório
de Instalações Prediais e o Agrupamento de
Componentes e Sistemas Construtivos da Divisão de
Engenharia Civil e a Seção de Águas
Subterrâneas do Agrupamento de Geologia Aplicada ao
Meio Ambiente da Divisão de Geologia trabalham de
maneira integrada no campo do saneamento ambiental e dos
recursos hídricos.
Recentemente, dadas as freqüentes demandas de trabalhos
multidisciplinares, o IPT criou o Centro de Tecnologia do
Hábitat visando coordenar e integrar equipes de diversas
unidades técnicas, caso dos Agrupamentos, Seções
e Laboratórios envolvidos na presente pesquisa.
No que diz respeito à educação os pesquisadores
envolvidos neste projeto participam do Mestrado Profissional
de Habitação e de Tecnologias Ambientais,
modalidade de pós-graduação strictu
sensu criada pela CAPES e introduzida pioneiramente pelo
IPT.
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Resumo do Projeto
Um
percentual significativo do enorme contingente urbano que
não é coberto por sistemas de coleta de esgoto
no Brasil vive em áreas em que a rede geral de coleta,
por diversos motivos, nunca virá a ser instalada.
Essa constatação exige a adoção
de soluções locais de esgotamento sanitário
de modo a estabelecer as condições necessárias
de salubridade ambiental.
A pesquisa tem por objetivos: a) estabelecer procedimentos
pelos quais o agente público possa escolher soluções
locais de esgotamento sanitário adequadas para áreas
de ocupação habitacional que não serão
cobertas por redes coletoras de esgoto e b) apresentar aos
prestadores dos serviços de saneamento alternativas
tecnológicas de esgotamento aplicáveis a esses
assentamentos, bem como estabelecer procedimentos operacionais
visando a construção e manutenção
dos sistemas.
Avaliações serão realizadas sobre implantações
piloto em áreas de periferia da Região Metropolitana
de São Paulo, nos municípios de Santo André
e Guarulhos. São parceiros nessas implantações
o SEMASA - Serviço Municipal de Saneamento Ambiental
de Santo André e o SAAE - Guarulhos, Serviço
Autônomo de Água e Esgoto de Guarulhos.
A solução básica prevista nas implantações
piloto é o tratamento local de esgotos e a infiltração
dos efluentes tratados no solo. Serão utilizados
tanques sépticos, filtros anaeróbios de fluxo
ascendente e caixas de gordura disponíveis no mercado.
Esses dispositivos serão previamente verificados
quanto à sua conformidade à normalização
e quanto às suas características no que se
refere à facilidade de transporte e instalação,
custo, adequação à operação,
etc.
Prevêem-se soluções individualizadas
de tratamento, ou seja, servindo a uma só unidade
habitacional, bem como soluções coletivas
envolvendo coleta, tratamento e disposição
no solo.
Na aplicação piloto serão estudadas
as possibilidades e conseqüências que decorrem
da separação das águas residuárias
originadas nas bacias sanitárias (águas negras)
das demais fontes (águas cinzas). Serão avaliadas
as possibilidades de infiltração de águas
cinzas no solo após a remoção de gordura
e sabões nas caixas de gordura.
Bacias sanitárias de volume de descarga reduzido
(6 L por descarga) hoje disponíveis no mercado, também
serão empregadas em habitações que
necessitem a instalação de uma unidade hidráulico-sanitária.
A compatibilidade do funcionamento de bacias sanitárias
e de aparelhos de descarga quanto ao atendimento dos requisitos
de desempenho previstos na normalização, será
verificada em laboratório.
Os riscos envolvidos na infiltração de efluentes
tratados no solo, quais sejam a poluição do
solo e dos lençóis subterrâneos de água,
serão abordados a partir de um procedimento de avaliação
e monitoramento em campo a ser desenvolvido no curso da
pesquisa.
Figura 1 - Tanque séptico
de câmara única
Figura 2 - Ensaio de bacia em laboratório
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