Caracterização e tratamento de águas com presença de algas e cianobactérias




:: Instituição

Integram o projeto três entidades envolvidas com a pesquísa científica no Rio Grande do Sul, o Instituto de Pesquísas Hidráulicas (IPH) da UFRGS (entidade coordenadora), a Divisão de Pesquisas do DMAE-Porto Alegre, e o Museu de Ciências Naturais da Fundação Zoobotânica do RGS.

O IPH/UFRGS atua no desenvolvimento de projetos de: irrigação e drenagem; hidrologia de águas subterrâneas e superficial, erosão e sedimentação; hidráulica e hidromecânica; planejamento e gestão de recursos hídricos; sensoriamento remoto aplicado aos recursos hídricos, e saneamento ambiental. Nesta última área, o IPH tem trabalhado com monitoramento ambiental, qualidade da água e tratamento de água e esgotos.

O Departamento Municipal de Água e Esgotos é uma autarquia cuja finalidade é o planejamento, a execução e a fiscalização de todas as atividades concernentes à construção, operação e conservação dos serviços de água e esgotos da cidade de Porto Alegre. O DMAE também realiza o monitoramento dos mananciais de abastecimento e integra comitês de gerenciamento de recursos hídricos, atuando de forma integrada com as demais instâncias, na gestão das águas superficiais e subterrâneas do município.

O Museu de Ciências Naturais, da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul, é um órgão de pesquisa que desenvolve estudos sobre a biodiversidade. Desde 1970 são desenvolvidos nele estudos referentes à ficoflora do Rio Grande do Sul, possuindo especialista que vem se dedicando ao estudo das cianobactérias/cianofíceas, dando ênfase à taxonomia do grupo, possuindo bibliografia especializada para o desenvolvimento de pesquisas em cianobactérias, em especial a análise taxonômica do grupo e, assim, contribuir para o conhecimento da biodiversidade desses organismos, além de subsidiar estudos de interesse sócio-econômico e de saúde pública.

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:: Resumo do Projeto

Devido as diversas demandas no campo do tratamento de águas eutrofizadas, com florações de algas e cianobactérias, este trabalho vem buscar medidas práticas e de baixo custo a serem implantadas.


Figura 1 - Planktothrix (10X)

O projeto tem as seguintes metas físicas:

(1) acompanhar o funcionamento ETAs, no RS, a fim de, propor formas de remoção de algas, cianobactérias e seus compostos indesejáveis na água;
(2)realizar testes para a verificação da ocorrência de
lise das células pelo uso de produtos químicos em ETAs;
(3) fazer teste de Jarros para determinação da dose ótima do coagulante, verificação de lise por efeito mecânico e ensaio de floculação;
(4) determinar as isotermas de Freudlich para carvões de diferentes procedências;
(5) determinar a eficiência de seqüências de tratamento com os processos: floculação, filtração em areia, oxidação, e adsorção em carvão ativado;
(6) analisar teores de pigmentos fitoplanctônicos, e obter as relações pigmento/biomassa/número de células, para diferentes grupos fitoplanctônicos;
(7) desenvolver manual, para a identificação, quantificação e com medidas práticas sistematizadas para a remoção de fitoplâncton e seus produtos.


Figura 2 - ETA Lomba do Sabão - DMAE/POA

Após a conclusão do projeto pretende-se ter: dados que demonstrem a eficiência de ETAs convencionais no tratamento de águas com floração fitoplanctônica; a verificação da eficiência de metodologias de tratamento de água, em escala de bancada, para remoção de fitoplancton e seus compostos metabólicos liberados para o meio; o desenvolvimento de método para identificação e quantificação de cianobactérias através da determinação dos teores de pigmentos; a produção de manual técnico a ser utilizado nas ETAs nos eventos de floração fitoplanctônica.

As instituições terão as seguintes atribuições: IPH/UFRGS (coordenação, monitoramento ambiental e testes de bancada); Divisão de Pesquisas do DMAE (acompanhamento das ETAs e produção de manual de operação) e; Museu de Ciências Naturais da FZB (identificação de cianobactérias).

Como um dos resultados do trabalho, o grupo pretende disponibilizar um Manual de Operações de ETAs para o caso de mananciais eutrofizados.


Figura 3 - Equipe de campo do IPH/UFRGS


Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS
Instituto de Pesquisas Hidráulicas - IPH
Av. Bento Gonçalves, 9500 - Porto Alegre - RS
CEP: 91501-970
Tel.: (51) 3316-6567 E-mail:lfcybis@iph.ufrgs.br