Membranas




:: Instituição

Para a realização de pesquisas no âmbito, principalmente, de reúso de águas a EPUSP conta, recentemente, com o CIRRA - Centro internacional de Referência em Reúso de Água, que foi instalado em uma área pertencente à Universidade de São Paulo, com recursos provenientes do CTHIDRO, cujo principal objetivo é desenvolver pesquisas na área de racionalização do uso da água e reúso. Este centro conta com as mais avançadas técnicas para tratamento de águas e efluentes, incluindo uma unidade piloto de tratamento convencional, unidades de separação por membranas (microfiltração, ultrafiltração e osmose reversa), unidade para ensaios de processo de oxidação fotoquímica, unidade de desinfecção por radiação ultravioleta e dióxido de cloro.

Esta infra-estrutura possibilita que o CIRRA desenvolva pesquisas de ponta nas áreas de tratamento de água e efluentes. Além das unidades piloto o CIRRA também conta com uma infra-estrutura para desenvolvimento de análises de laboratório e de treinamento.

Portanto, a Escola Politécnica, através do CIRRA, atualmente está apta a disseminar conhecimentos referentes aos avanços obtidos nas áreas de tratamento de águas e efluentes, racionalização do uso e reúso da água. Algumas iniciativas deste tipo já estão sendo desenvolvidas, com a participação de alunos de pós-graduação, graduação e pesquisadores da EPUSP, o que permite a formação de profissionais e pesquisadores capacitados aos novos desafios relacionados às necessidades de desenvolvimento e escassez de recursos naturais, principalmente da água.

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:: Resumo do Projeto

O projeto de pesquisa tem por objetivo pesquisar a utilização dos processos de separação por membranas, para avaliação do potencial de utilização dos mesmos para a produção de água potável a partir de mananciais que apresentem problemas de qualidade, resultantes da ação antrópica, que é um fato já consolidado em muitas regiões do país. Para tanto o projeto será dividido em três fases distintas:

1ª Fase: será feita uma avaliação do atual estágio de desenvolvimento dos processos de separação por membranas para o tratamento de água, buscando identificar as principais vantagens e limitações desses processos para a condição brasileira, enfocando-se os problemas encontrados nas grandes regiões metropolitanas do país.


Figura 1 - Fachada do CIRRA

2ª Fase: refere-se ao desenvolvimento do projeto de avaliação, o qual inicia-se pela identificação do manancial mais adequado para ser estudado e caracterização do mesmo, para posteriormente identificar, dentre os processos de separação por membranas disponíveis, qual o mais adequado para a realização dos ensaios.

Ainda nesta fase deverão ser conduzidos todos os testes necessários para verificação da eficiência do processo selecionado, levantamento dos principais insumos e reagentes a serem utilizados para o desenvolvimento dos ensaios piloto e identificação dos sistemas de pré-tratamento a serem utilizados, caso necessário. Dessa forma, a escolha deste processo de pré-tratamento deverá ser feita com base nas características do manancial selecionado e no tipo de membrana a ser utilizada, podendo se restringir a um sistema de pré-filtração tipo bolsa ou filtro de meio granular.

3ª Fase: esta última etapa se constituirá na consolidação do desempenho do sistema proposto e estudado. Nela também deverá ser feita uma avaliação econômica sobre a viabilidade de aplicação dos processos de separação por membranas, em comparação às opções atualmente existentes.

Além disto, deverá ser feito um estudo para identificação das principais limitações para aplicação da alternativa de utilização dos processos de separação por membranas, com o objetivo de induzir o desenvolvimento de novas pesquisas que visem eliminá-las.


Figura 2 - Sistema de separação por membranas


Figura 3 - Laboratório de análises do CIRRA


Universidade de São Paulo - Escola Politécnica da USP
Departamento de Hidráulica e Saneamento
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