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:: Instituição
A
Universidade Federal de Minas Gerais encontra-se entre as
duas maiores universidades federais do país. Sua
história data de 7 de setembro de 1927, quando foi
fundada a Universidade de Minas Gerais, que permaneceu como
instituição estadual até 17 de dezembro
de 1949, quando foi federalizada. A UFMG conta com 19 unidades
acadêmicas de ensino superior, com 94 departamentos
ministrando 46 cursos de graduação. São
oferecidos, ainda, 42 cursos de especialização,
50 mestrados e 25 doutorados, além de aproximadamente
500 cursos anuais de extensão. O Departamento de
Engenharia Sanitária e Ambiental - DESA / UFMG possui
reconhecimento nacional na área de saneamento e meio
ambiente. Face à grande tradição, alto
nível e relevância das atividades desempenhadas
pelo Departamento, aliadas à elevada capacitação
do seu corpo docente, o DESA/UFMG é considerado um
centro de referência, tanto no ensino, quanto na pesquisa
e extensão. A consolidação do DESA/UFMG
como uma das principais instituições na área
de saneamento no Brasil deu-se a partir da implantação
do primeiro curso de especialização em Engenharia
Sanitária do Brasil, no ano de 1955, ministrado em
conjunto com professores americanos e técnicos da
Fundação SESP. O curso completou 46 anos,
tendo sido oferecido ininterruptamente, proporcionando a
formação técnica de mais de mil profissionais,
entre engenheiros, médicos, biólogos e arquitetos.
O
Programa de Pós-graduação em Engenharia
Sanitária tem, também, larga história,
tendo sido criado há 29 anos, em 1972. A denominação
atual é de Programa de Pós-graduação
em Saneamento, Meio Ambiente e Recursos Hídricos
(mestrado e doutorado), contando com três áreas
de concentração: (a) Saneamento, (b) Meio
Ambiente e (c) Hidráulica e Recursos Hídricos.
Participam do programa, além do corpo docente básico,
composto por professores do DESA e do ERH (Departamento
de Hidráulica e Recurso Hídricos), docentes
de outros departamentos, pesquisadores visitantes e docentes
de outras universidades.
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Resumo do Projeto
O
projeto da UFMG, integrante da rede de pesquisa do Tema
4 - Edital 3 do PROSAB, está subdividido em 2 subprojetos.
A SLU (Superintendência de Limpeza Urbana de Belo
Horizonte) e a COPASA/MG (Companhia de Saneamento de Minas
Gerais) participarão efetivamente como co-executoras
dos subprojetos.
SUBPROJETO
1: DIGESTÃO ANAERÓBIA DE RESÍDUOS SÓLIDOS
URBANOS: ESTUDO DA INFLUÊNCIA DE RECIRCULAÇÃO
DE PERCOLADO
A digestão anaeróbia de resíduos sólidos
urbanos, através da técnica de aterro sanitário,
vem sendo utilizada como forma de tratamento destes resíduos.
Entretanto, o aspecto da recirculação do percolado
gerado vem sendo negligenciado, principalmente, devido aos
escassos estudos desenvolvidos na área. Nesse sentido,
a adoção de técnicas de tratamento
de RSU que incluam a recirculação de percolado
pode representar uma aceleração do processo
de estabilização dos resíduos e tornar-se
bastante atrativa do ponto de vista econômico e ambiental.
Pelas vantagens dessa modalidade de tratamento, relativas
aos benefícios ambientais, operacionais e financeiros,
aliadas à possibilidade de exploração
da energia presente nos resíduos, na forma de gás
metano, justifica-se plenamente a investigação
de técnicas e procedimentos capazes de provocar uma
aceleração da estabilização
dos resíduos. Com isso, procura-se disponibilizar
mais uma alternativa para o tratamento de resíduos
sólidos urbanos.
Assim,
no subprojeto 1, investiga-se a influência da recirculação
de percolado na digestão anaeróbia de resíduos
sólidos urbanos, buscando-se avaliar os resultados
desta aplicação em relação ao
sistema convencional de degradacão em aterros sanitários.
Em termos de avanço tecnológico, pretende-se
obter parâmetros facilitadores de utilização
do biogás como fonte de energia.
A
pesquisa vem sendo realizada considerando-se 3 diferentes
condições de operação de células
de aterros sanitários, a saber: i) sem recirculação
de percolado; ii) com recirculação de percolado;
e iii) com recirculação de percolado inoculado.
Para
a consecução dos objetivos da pesquisa, foram
projetados e implantados 9 reatores (células) em
escala de demonstração, sendo 3 para cada
condição operacional. O trabalho encontra-se
atualmente em desenvolvimento no Laboratório de Instalações
Piloto do Departamento de Engenharia Sanitária e
Ambiental da UFMG. Cada reator (célula) é
composto por uma coluna em fibra de vidro de 2,50 m de altura
e diâmetro interno de 60 cm, equipado com dispositivo
de coleta de líquidos, gases e de recirculação
e distribuição de percolado no seu topo. A
configuração esquemática e uma vista
das unidades experimentais são apresentados na Fig.1.
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Foto 1 - Esquema geral e vista do aparato experimental.
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O
resíduo utilizado no preenchimento das células
foi obtido junto à Superintendência de Limpeza
Urbana do Município de Belo Horizonte. Todas as células
foram carregadas simultaneamente, havendo compactação
dos resíduos e o fechamento hermético da célula
ao término do carregamento.
SUBPROJETO
2: REATORES UASB APLICADOS À DIGESTÃO ANAERÓBIA
DO LODO DE DESCARTE DE FILTROS BIOLÓGICOS AERÓBIOS
A combinação de reatores UASB seguidos de
filtros biológicos (FB) constitui-se em um sistema
de tratamento de esgotos que pode encontrar uma elevada
aplicabilidade no Brasil, tendo em vista, principalmente,
a sua simplicidade e baixo custo operacional. Entretanto,
este sistema não tem encontrado uma maior disseminação
no Brasil, sendo raras as unidades implantadas e atualmente
em operação no território brasileiro.
A integração do processo de tratamento anaeróbio
de águas residuárias e da digestão
do lodo em um único reator, através do retorno
do lodo de descarte do filtro biológico para o reator
UASB, pode tornar o processo de grande viabilidade econômica.
O uso desse sistema de tratamento tem como grandes vantagens
a possibilidade de um sistema econômico e compacto
e a minimização da produção
de lodo. Entretanto, requer mais estudos dos fatores que
possam influenciar o processo de tratamento, tais como o
efeito da composição das águas residuárias
e da taxa de retorno do lodo nas características
do efluente, bem como o efeito do tratamento combinado nas
características do lodo final produzido no sistema
de tratamento.
Nesse subprojeto vem-se investigando a viabilidade da digestão
anaeróbia do lodo de descarte de um filtro biológico
aeróbio, em um reator UASB utilizado como primeira
etapa do tratamento de esgotos domésticos. Os experimentos
vêm sendo desenvolvidos em duas etapas: i) com um
sistema UASB/FB em escala piloto, utilizando-se um aparato
experimental já em operação no LIP
- DESA/UFMG (Fig. 2); e ii) com um sistema UASB/FB integrado
em uma unidade única, em escala de demonstração,
ora em implantação junto à ETE - Arrudas
(Fig. 3).
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Foto 2 - Vista do sistema UASB/FB
em escala piloto. |
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Foto
3 - Esquema geral do sistema integrado UASB/FB em
escala de demonstração (P=500hab).
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