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:: Instituição
O
Departamento de Hidráulica e Saneamento (DHS) é
uma unidade de ensino, vinculada ao Centro Tecnológico
(CT) da UFES, contando com 13 professores (10 doutores e
03 mestres). Além das disciplinas ministradas para
os cursos de graduação de engenharia e arquitetura,
o departamento tem sob a sua responsabilidade o curso de
mestrado em Engenharia Ambiental.
O
início do Programa de mestrado em Engenharia Ambiental
(PMEA) se deu em 1989 e, atualmente, é denominado
Programa de Pós Graduação em Engenharia
Ambiental, com 10 professores permanentes, 09 participantes
e um professor visitante. O Programa tem convênios
com diversas instituições, para o desenvolvimento
de pesquisas relacionadas com o seu objetivo, tais como:
Cia. Vale do Rio Doce (CVRD), Cia. Siderúrgica do
Tubarão (CST), Cia. Espírito-Santense de Saneamento
(CESAN), ARACRUZ CELULOSE, SAMARCO Mineração
S.A., Fundação Nacional de Saúde (FUNASA)
e INCAPER, e finalmente com a Prefeitura Municipal de Vitória.
Dentre os projetos de pesquisa em desenvolvimento, objetos
de convênios técnico/científicos, atualmente
no Departamento de Hidráulica e Saneamento, temos
REENGE/CAPES, PROSAB/FINEP, PROIN/CAPES, RECOPE/REHIDRO/FINEP,
ANP/FINEP, FACITEC/PMV e FUNASA/MS.
As
linhas de pesquisa em curso são nas áreas
de tratamento de águas residuárias e lodo,
gestão de recursos hídricos , recursos atmosféricos
e gestão ambiental e têm como apoio os laboratórios
de Informática (INFOLAB), de Hidráulica (HIDROLAB)
e de Saneamento (LABSAN), onde são realizadas análises
físico-químicas e microbiológicas de
águas resíduárias, resíduos
sólidos e águas.
Dentro
do Programa de Pesquisas em Saneamento Básico - PROSAB,
os projetos realizados e em andamento, são:
-
Associação de reatores UASB e Biofiltro Aerado
Submerso para tratamento de esgoto sanitário
- Pós tratamento do efluente de lagoas de estabilização
para remoção de algas, nitrogênio e
fósforo
- Estimativa de produção e caracterização
de lodo e biogas gerados em uma ETE associando em série
um reator UASB e Biofiltros Aerados Submersos
- Desidratação de lodos de reatores UASB e
BFs através de processos naturais ou mecanizados
- Produção de lodo em lagoas de estabilização
não mecanizadas
- Higienização térmica e química
de lodos de esgoto
- Utilização agrícola do lodo de ETE
anaeróbia como fonte de matéria orgânica
e nutrientes no mamoeiro.
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Resumo do Projeto
O
objetivo geral é quantificar e caracterizar a produção
de lodos e de biogás gerados em uma ETE com associação
em série de um reator UASB e Biofiltros Aerados Submersos
(BFs). Os objetivos específicos incluem a avaliação
da capacidade de adensamento e digestão de lodo aeróbio
no reator UASB e a possível utilização
do biogás gerado como alternativa energética
para a ETE.
Esta
pesquisa está sendo desenvolvida no campus da UFES,
em ETE experimental projetada para 1000 habitantes (Q=1,6
l/s), tratando esgoto doméstico proveniente de um
bairro adjacente à Universidade (figura1). A ETE
é composta por uma estação elevatória,
um reator UASB (35 m3 e TDH = 8 h) e 4 biofiltros aerados
submersos (12 m3). A proposta é retornar o lodo de
lavagem dos biofiltros para adensamento e digestão
no UASB, avaliando-se a sua interferência no processo
de produção de biogás. Essa pesquisa
visa contribuir com dados de produção de lodo
e biogás e estabelecer um sistema de gestão
eficiente de lodo na configuração UASB + BF.
Resultados obtidos em um ano de monitoramento intensivo
mostram que o reator UASB apresenta um bom desempenho no
tratamento de esgoto doméstico além de realizar
adicionalmente o adensamento e estabilização
de lodos aeróbios provenientes dos quatro biofiltros
aerados submersos (BFs). Concentrações de
sólidos totais da ordem de 5% foram mantidas no leito
de lodo, mesmo com aplicações diárias
de massas de lodo aeróbio descartado dos BFs, com
concentrações médias de 0,4% ST e 80%
(SV/ST). As eficiências de remoção de
sólidos suspensos e matéria orgânica
presentes nos esgotos sanitários situaram-se na faixa
de 62% em termos de SST, 66% de DQO, 49% de DQOfiltrada
e 70% de DBO5 para o reator UASB e de 84% de SST, 84% de
DQO, 73% de DQOfiltrada e 86% de DBO5 para o sistema como
um todo.
Considerando uma vazão média de esgoto de
1,0 l/s, a produção de biogás no sistema
UASB+BF foi equivalente a 2,5 l biogás/min, para
uma remoção média de 31 kg DQO/dia
no UASB com TDH de 8 horas (figura 2). Resulta que a produção
específica de biogás foi de cerca de 116 l/kg
DQOremovida, o que é um valor relativamente baixo
quando comparado com o potencial teórico de produção
de biogás da ordem de 380 l/kg DQO a 25oC.
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Foto 1 - Estação de tratamento de
esgoto experimental da UFES. |
As
etapas a serem desenvolvidas são:
1)
Monitoramento da fase líquida através de amostras
compostas (DQO, DBO e SST) coletadas na entrada da caixa
de areia (esgoto bruto), na saída do UASB e no efluente
final. Este monitoramento é feito 2 vezes por semana.
2)
Monitoramento da fase sólida através de amostras
simples (ST, SV, SF) do lodo coletado em diferentes níveis
do reator UASB e lodo aeróbio de lavagem dos biofiltros.
Este monitoramento é feito 1 vez por semana.
3)
Monitoramento da vazão de esgoto afluente ao sistema,
através da leitura da vazão de esgoto na entrada
do reator UASB realizada em tempo real (1 leitura a cada
minuto) através de um medidor de vazão instalado
antes da caixa de areia.
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Figura 1 - Curva de vazão de biogás
com o tempo. |
4) Monitoramento da vazão de biogás gerado
no sistema, através da leitura da vazão de
gás produzido no reator UASB realizada em tempo real
(1 leitura a cada minuto) através de um medidor de
vazão de gás instalado na tubulação
de coleta de biogás. (figura 2).
5)
Teste da atividade metanogênica para avaliar a produção
de biogás/metano em lodos contendo substratos definidos
e com carga de esgoto bruto (EB) e para avaliar o efeito
das diversas combinações de misturas de lodo
anaeróbio/aeróbio na produção
de ogás/metano e, consequentemente, na eficiência
de estabilização de lodos aeróbios
da ETE UASB + BFs.
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