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:: Instituição
A
Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC foi criada
em 18 de Dezembro de 1960. Atualmente, a UFSC conta com
11 centros de ensino, distribuídos em 46 departamentos,
os quais são responsáveis por 39 cursos de
graduação com 52 habilitações,
98 cursos de especialização e 136 de mestrado
e doutorado.
Especificamente, o Centro Tecnológico - CTC congrega
uma comunidade de mais de 7 mil estudantes, professores
e servidores, reunindo nove departamentos (12 cursos de
graduação, 10 cursos de mestrado e 7 de doutorado),
incluindo o Departamento de Engenharia Sanitária
e Ambiental - ENS.
O ENS foi criado em 1986, com a missão de desenvolver
atividades de ensino, pesquisa e de extensão, buscando
respostas para os problemas ambientais e contribuindo para
o desenvolvimento sustentável regional e nacional.
Para tanto, dispõe de uma equipe de 19 professores
(16 doutores, 1 mestre e 2 especialistas), 6 pesquisadores
associados, 04 servidores e 4 técnicos laboratoristas,
responsáveis pelas atividades de ensino de graduação
em Engenharia Sanitária - Ambiental (400 alunos),
de pós - graduação em Engenharia Ambiental
(Mestrado e Doutorado, com 90 alunos), de extensão
e de pesquisa.
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Resumo do Projeto
Este
projeto está sendo desenvolvido pelo Departamento
de Engenharia Sanitária e Ambiental em parceria com
a CASAN (Companhia de Águas e Saneamento), envolvendo
dois subprojetos:
Subprojeto
1: Desinfecção de efluentes sanitários
tratados
O objetivo deste subprojeto é avaliar o uso da luz
ultravioleta, do dióxido de cloro e do ozônio
para a desinfecção de efluentes sanitários
tratados em sistemas de lodo ativado, lagoas de estabilização,
e valo de oxidação, com vista ao seu reuso.
São objetivos específicos: definir a melhor
forma de exposição do efluente tratado aos
métodos de desinfecção, analisando
a remoção microbiológica do efluente
desinfectado; realizar testes toxicológicos do efluente
tratado após a desinfecção, avaliando
as modificações químicas resultantes
do processo; definir a melhor relação entre
dose do desinfectante/volume de efluente tratado; analisar
a influência da qualidade do efluente tratado sobre
a eficiência dos métodos de desinfecção;
e comparar a eficiência dos métodos de desinfecção
relacionando o custo e operacionalidade.
Para a desinfecção por ozônio. está
sendo utilizado um piloto formado por um gerador de ozônio
a partir de oxigênio puro modelo LABO 6LO da Trailigaz,
cilindro de oxigênio puro, rotâmetro para gazes
(modelo P) e frascos lavadores de 500 ml (Figura 1). Nos
ensaios em batelada a transferência do ozônio
é feita através de uma "coluna de bolhas",
de vidro de 2 m de altura e 60 mm de diâmetro, uma
bomba peristáltica portátil faz a recirculação
do efluente na coluna. Para os ensaios em contínuo
a transferência é feita através de um
misturador estático. Neste piloto estão sendo
realizados uma série de testes para determinação
da concentração ideal de ozônio para
desinfecção. Os efluentes ozonizados e não
ozonizados estão sendo analisados quanto a cor, turbidez,
pH, alcalinidade, série nitrogenada, DQO, SST e colimetria.
Estão sendo feitas ainda análises parasitológicas
e toxicológicas.
Foto 1 - Piloto de Ozonização
Na
desinfecção por ultravioleta estão
sendo testados dois reatores: o reator de UV para fluxo
contínuo ou batelada é equipado com 6 lâmpadas
de baixa pressão de 30 W cada, instaladas sobre uma
lâmina do efluente. O reator de fibra de vidro com
o refletor em alumínio polido e anodizado, possui
uma câmara de desinfecção retangular
medindo: 90cm x 50cm x 25 cm. Neste piloto está sendo
avaliada a influência dos parâmetros analisados
na eficiência dos dois sistemas de tratamento (lâmpadas
submersas e lâmpadas emersas), Figuras 2a e 2b. As
análises realizadas são as mesmas do tratamento
com ozônio; o segundo Reator de UV fluxo contínuo
GPJ-64-1 em inox é equipado com uma lâmpada
de baixa pressão de 65 W, encapsulada em um tudo
de quartzo e imersa no efluente. A câmara de desinfeção
cilíndrica possui 1.7 m de comprimento e 0,29 m altura.
Está sendo analisada a eficiência dos reatores
em função do tempo de detenção
de 15 a 1,2 minutos, com variações da lâmina
líquida de 2 a 5 cm. No reator cilíndrico
com lâmpadas imersas são testados os tempos
de detenção de 15 segundos a 1,2 minutos.
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Foto
2a - Piloto de UV - Lâmpadas instaladas sobre
a Lâmina do Efluente. |
O
dióxido de cloro é um gás instável
e portanto, deve ser produzido em seu local de uso. Em um
gerador de dióxido de cloro são dosados dois
produtos químicos: clorito de sódio (NaClO2)
a 25% e o ácido cloridrico (HCl) a 33%. Por meio
de uma reação em ambiente controlado o gás
dióxido de cloro é formado e em seguida injetado
no fluxo de água. O gerador tem a capacidade de dosagem
de até 60gClO2/h. No piloto, são testadas
as concentrações ideais para a desinfecção,
considerando-se os parâmetros analisados dos efluentes
desinfectados e não desinfectados. As análises
realizadas são as mesmas dos outros sistemas.
Subprojeto
2: Valorização do efluente doméstico
tratado em lagoas de estabilização pela aquacultura.
O objetivo deste subprojeto é utilizar a aquacultura
para a valorização dos efluentes sanitários
tratados, através da produção de algas,
zooplancton e da piscicultura. O experimento de piscicultura
pretende estabelecer a melhor densidade para produção
de peixes em lagoas de estabilização, obter
a capacidade de produção de peixes durante
as diversas épocas do ano. No experimento de produção
de algas está sendo analisada a comunidade de algas
e suas modificações com a mudança na
relação N:P, testando a possibilidade de produção
de algumas espécies pré-definidas de algas
de interesse nutricional e/ou econômico e utilizando
o efluente tratado como adubo. Nos experimentos com zooplancton
está sendo avaliada a utilização do
efluente tratado como fonte de alimento para produção
de biomassa de zooplânctons e a capacidade do zooplâncton
cultivado, em retirar sólidos em suspensão
do efluente tratado. Durante a realização
da pesquisa, são monitorados diariamente: temperatura,
pH e oxigênio dissolvido. Semanalmente são
acompanhados amônia total, clorofila a, sólidos
suspensos totais, DQO, além do acompanhamento da
produtividade obtida nos cultivos.
A pesquisa está sendo realizada na estação
de tratamento de esgotos de Potecas, pertencente a CASAN.
O efluente das lagoas de estabilização se
caracteriza por uma baixa colimetria, elevada concentração
de algas, zooplânctons e partículas em suspensão,
que podem ser usados para piscicultura e produção
de fito e zooplâncton. Os experimentos com delineamento
estatístico totalmente casualizado, são realizados
em tanques pilotos de 2,57 m2 de fibra de vidro conforme
(Figura 3).
Foto 2b - Piloto de UV - Lâmpada
imersa.

Foto
3 - Tanque de Aquacultura.
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