Alternativas de Desinfecção de Efluentes Tratados




:: Instituição

O projeto de pesquisa intitulado Alternativas de Desinfecção de Efluentes Tratados, está sendo executado pelo Setor de Saneamento Ambiental do Instituto de Pesquisas Hidráulicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Participam da equipe da pesquisa professores do IPH, alunos de mestrado e pessoal de apoio ténico, de nível superior, sob a coordenação do Prof. Sérgio J. de Luca, além de alunos de Iniciação Científica, bolsistas do CNPq e da FAPERGS.

O IPH desenvolve atividades de ensino de nível médio - curso pós-técnico; de nível superior - graduação de engenharia civil, arquitetura, engenharia elétrica, agronomia, geologia; e geografia, e atividades de ensino de pós-graduação - mestrado e doutorado. Encontra-se, ainda, em fase de implantação, o curso de graduação em Engenharia Ambiental.

As áreas de concentração da pós-graduação são: Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental. As linhas de pesquisa estão centradas em: hidrologia pura e aplicada; hidráulica aplicada; hidrologia urbana; estruturas hidráulicas; obras marítimas; hidrogeologia; resíduos sólidos; tratamento de lodos; tratamento de águas de abastecimento; controle da contaminação atmosférica; simulação de sistemas ambientais; irrigação e drenagem; e gerenciamento de recursos hídricos.

A infra-estrutura para atendimento das atividades de ensino, pesquisa e extensão conta com área física superior a 12.000m2, distribuídos em : Pavilhão Fluvial e Marítimo, para modelos reduzidos; Laboratório de Ensino de Hidráulica; Laboratório de Física do Solo e Laboratório de Saneamento Ambiental. O IPH conta, ainda, com Setor de Computação, Setor de Instrumentação , Setor de Hidrometria,Biblioteca, Anfiteatros, Oficinas, Salas de Aula e Gabinetes de Trabalho.
O suporte financeiro do IPH para o desenvolvimento de suas atividades provém de diferentes programas de pesquisa, apoiados pela FINEP, dentro do RECOPE (PROSAB / REHIDRO), Programa de Núcleos de Excelência apoiados pelo MCT, MEC e a prestação de serviços especializados a diferentes instituições públicas e privadas , tais como: ELETROBRÁS, CORSAN, IBAMA, CPRM, PETROBRÁS, CEEE/RS,etc.



:: Resumo do Projeto

O uso sustentável da água é uma questão fundamental no Brasil de hoje. Além do aspecto quantitativo, limitante ao desenvolvimento econômico em algumas regiões do país, o aspecto qualitativo é de extrema importância para a proteção dos ecossistemas e para a saúde da população.

As tecnologias nacionais empregadas na desinfecção de efluentes sanitários tratados, precisam ser continuamente aperfeiçoadas, principalmente, quando voltadas para o reuso da água em atividades agrícolas e industriais.

O objetivo da pesquisa do IPH é, ao lado de outras instituições universitárias brasileiras que participam da rede de pesquisa do tema 2 do PROSAB, avaliar alternativas de desinfecção de efluentes sanitários tratados, com vistas ao reuso e à disposição ambientalmente segura. Estão sendo testadas como alternativas de desinfecção a hipocloração e a ferratação em quatro tipos de efluentes. Dos efluentes utilizados, três são provenientes de estações de tratamento de esgoto do DMAE/PMPA, que utilizam, respectivamente, os seguintes sistemas: lodos ativados convencional, lagoas de estabilização e reator anaeróbio de fluxo ascendente. O quarto efluente a ser testado é o da ETE situada no campus da UFRGS, que utiliza o sistema de lodos ativados em batelada. A cinética de desinfecção está sendo otimizada utilizando coliformes fecais.

Para realizar a avaliação da eficiência de desinfecção, testar as metodologias analíticas e treinar pessoal, estão sendo empregados indicadores de contaminação sanitária tais como coliformes fecais, Criptosporidium sp., Giardia sp e, eventualmente, colifagos.

Os desinfetantes são produzidos ïn "situ" por via eletrolítica: o hipoclorito de sódio a partir da salmoura; e o ferrato de sódio em meio 10 M de NaOH. Durante a produção de hipoclorito e posterior desinfecção dos efluentes sanitários, é possível ocorrer a geração de subprodutos como cloratos, cloritos, compostos acéticos, clorobenzóis e clorofenólicos, além dos trihalometanos. É necessário, portanto, analisar qualitativa e quantitativamente a presença desses compostos nos efluentes desinfetados. Para efluentes anaeróbios está sendo verificada a eliminação de odores, notadamente amoniacais e sulfetados. Ainda nesta etapa, está sendo testada a decloração dos efluentes tratados com solução líquida de sulfito de sódio.

Finalmente, espera-se ao final dos testes pilotos fazer uma avaliação dos custos associados à geração e aplicação "ïn situ" dos desinfetantes e do declorante testados.


Foto 1 - ETE Campus do Vale/UFGRS - Lodo ativado em
bapelada.



Foto 2 - Tanque de aeração. Lodos ativados convencional.


Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS
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