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:: Instituição
INSTITUTO
DE SANEAMENTO AMBIENTAL - ISAM
O Instituto de Saneamento Ambiental iniciou suas atividades
em março de 1980, como Laboratório de Hidráulica,
Saneamento e Meio Ambiente - LHISAMA, e a partir de setembro
de 1983, recebeu a sua atual denominação.
Atualmente, apoia as atividades didáticas de graduação
e de pós-graduação do Curso de Engenharia
Ambiental, implantado na PUCPR, no início de 2001.
O ISAM desenvolve alem das pesquisa, também prestação
de serviços através do Instituto de Ciências
e de Tecnologia - ICET, da PUCPR.
As atividades do ISAM tem por base as questões urbanas
e gravitam ao redor de três áreas: Tecnologia
de Controle da Poluição, Gestão Ambiental
e Manejo de Bacias Hidrográficas.
O Laboratório de Análises Ambientais (500m2),
os escritórios (1000m2), bem como as instalações
piloto, constituem sua base física. Outras instalações
são, também, operadas e monitoradas à
distância, fazendo com que a atuação
do ISAM extrapole os muros das instalações
físicas da Universidade.
COMPANHIA
DE SANEAMENTO DO PARANÁ - SANEPAR
A SANEPAR foi criada em 1963 pelo Governo do Paraná,
para resolver o problema de saneamento básico no
Estado. Atualmente 92% dos paranaenses têm água
tratada (nas áreas urbanas 99,8%) e na coleta dos
esgotos, um desafio no qual ainda há muito a investir,
cerca de 30,2% da população urbana possui
rede coletora (em Curitiba 51,4%), com tratamento para 66%
desse volume.
Aa área de tratamento de esgotos sanitário
da SANEPAR tem sido citada como referência nacional
e mesmo internacional, através do desenvolvimento
e aplicação em larga escala da tecnologia
dos reatores anaeróbios tipo RALF.
A gestão do conhecimento na SANEPAR está a
cargo de um grupo estratégico, o GECIP- Grupo Específico
de Consultoria, Intercâmbio e Pesquisa, responsável
por nuclear equipes multidisciplinares integrando pessoal
técnico e operacional, interno e externo a Companhia.
O trabalho conjunto SANEPAR e PUCPR, efetivado nos PROSAB
1 a 3, revela o estágio maduro da relação
interinstitucional, que já se estende por 20 anos.
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Resumo do Projeto
O
projeto de pesquisa do ISAM tem por objetivo estudar técnicas
de desinfecção de efluentes, provenientes
de tratamento secundário de esgotos sanitários.
Pretende-se adequar os efluentes à legislação
ambiental referente aos padrões de lançamento,
bem como ao enquadramento dos corpos d'água receptores.
Está composto por três subprojetos a seguir
discriminados.
SUBPROJETO
1 - DESINFECÇÃO DE EFLUENTES UTILIZANDO DIÓXIDO
DE CLORO GERADO "IN-LOCO"
Pretende-se analisar a desinfecção , utilizando
o dióxido de cloro gerado "in-loco", através
da reação do ácido clorídrico
e do clorito de sódio. Este produto tem capacidade
de oxidação superior a do cloro, não
reage com a amônia e seus compostos. Não produz
igualmente orgânicos de cloro com os contaminantes
que mais freqüentemente se encontram nas águas
(clorofenóis e hidrocarbonetos halogenados). Apresenta
como desvantagem, por ser instável, a necessidade
da preparação no local da aplicação.
A pesquisa está sendo realizada junto a ETE Cambuí
(Campo Largo-PR) e a ETE Caçadores (Cambé-PR),
ambas da SANEPAR, cujos dados de projeto podem ser assim
sumarizados:
ETE Cambuí: Fluxograma: RALF + Coagulação/FAD
+ Desinfecção Q proj: 100L/s
ETE Caçadores: Fluxograma: RALF + Filtro Biológico
+ Desinfecção
Q 1°ET: 107,3 L/s (média) ; População:
41.811 habitantes
A dosagem de dióxido de cloro é realizada
através de bomba dosadora, a qual recebe informações
de um sensor específico, localizado no tanque de
contato.
O plano experimental prevê o monitoramento dos efluentes
e a avaliação da operação, em
condições reais, com duração
prevista inicialmente de 12 meses. São observados
os seguintes parâmetros: Q, T, turbidez do efluente,
DQO, DBO, sólidos, pH, dióxido residual, coliformes,
colifagos, Cryptosporidium, helmintos, consumo de água,
de energia elétrica, de produtos químicos
e outros aspectos operacionais.
SUBPROJETO 2 - DESINFECÇÃO DE EFLUENTES
UTILIZANDO GERADORES DE CLORO "IN LOCO"
Está sendo avaliada a desinfecção utilizando
o cloro gerado "in-loco", através de eletrolisador
comercial de pequeno porte, alimentado com salmoura, preparado
pela dissolução de cloreto de sódio
em água. A fonte de corrente contínua, ligada
na rede elétrica, desencadeia o processo de eletrólise,
gerando Cl2 no ânodo e H2 no cátodo. Os fabricantes
afirmam que podem ser encontrados, ainda, em solução,
radicais livres de oxigênio, também reconhecidos
como desinfetantes.
A pesquisa está sendo realizada na Instalação
Piloto da PUC-PR, junto a ETE Belém (Curitiba-PR),
da SANEPAR, cujos dados de projeto podem ser assim sumarizados:
1) UASB + Filtro Biológico + Desinfecção
(variação de taxas e procedimentos operacionais);
2) UASB + Filtro Biológico Aerado Submerso + Desinfecção
(variação de taxas e procedimentos operacionais);
3) UASB + Lodos Ativados + Desinfecção (variação
de taxas e procedimentos operacionais)
Q: 250L/h;População equivalente: 44 habitantes;Equipamento:
Fonte de corrente, Bomba dosadora, Reservatório de
recirculação (25L) e célula eletrolítica.
O plano experimental prevê o monitoramento dos efluentes
e a avaliação da operação, com
duração prevista inicialmente de 12 meses.
São observados os seguintes parâmetros: Q,
T, turbidez do efluente, DQO, DBO, sólidos, pH ,
cloro residual, coliformes, colifagos, Cryptosporidium,
helmintos, consumo de sal, limpeza e vida útil dos
eletrodos.
SUBPROJETO
3 - DESINFECÇÃO DE EFLUENTES UTILIZANDO TECNOLOGIA
ULTRAVIOLETA
Neste subprojeto a desinfecçãoestá
sendo avaliada utilizando a tecnologia ultra-violeta (UV),
disponível comercialmente. O reator emite irradiação
de comprimento de onda 254 hm (UVC) e a sua especificação
definida a partir da transmitância, prevista e medida
no efluente secundário.
A pesquisa está sendo realizada na Instalação
Piloto da PUC-PR, junto a ETE Belém (Curitiba-PR),
da SANEPAR, cujos dados de projeto podem ser assim sumarizados:
1) UASB + Filtro Biológico + Desinfecção
(variação de taxas e procedimentos operacionais)
2) UASB+Filtro Biológico Aerado+Desinfecção
(variação de taxas e procedimentos operacionais)
3) UASB + Lodos Ativados + Desinfecção (variação
de taxas e procedimentos operacionais)
Q: 250L/h; População equivalente: 44 habitantes,Equipamento:
lâmpada 16 W, (Q:500 L/h, transmissão UV>75
%/1 cm), tubo de quartzo.
O plano experimental prevê o monitoramento dos efluentes
e a avaliação da operação, com
duração prevista inicialmente de 12 meses.
São observados os seguintes parâmetros: : Q,
T, turbidez do efluente,DQO, DBO, sólidos, pH, coliformes,
colifagos, Cryptosporidium, helmintos, limpeza e vida útil
da lâmpada.
Foto 1 - ETE Caçadores (CAMBÉ-PR) -
Tanque
de contacto do Processo de Dióxido de Cloro.
Foto 2 - Gerador de Cloro através de Eletrolisador.
Foto 3 - Reator de Desinfecção com
Tecnologia
Ultravioleta.
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