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:: Instituição
A
Universidade de Brasília foi criada em 1961, sob
o regime de fundação, e constitui-se na maior
universidade pública da região centro-oeste
e uma das mais importantes do Brasil.
O Departamento de Engenharia Civil e Ambiental da Faculdade
de Tecnologia da Universidade de Brasília foi criado
em 1964, e o reconhecimento do curso de graduação
se deu em março de 1973. Até o final de ano
de 2000, formaram-se cerca de 2.100 engenheiros civis.
Além da graduação, o Departamento de
Engenharia Civil e Ambiental abriga quatro programas de
pós-graduação: Estruturas; Geotecnia;
Transportes; Tecnologia Ambiental e Recursos Hídricos.
O
Programa de Pós-Graduação em Tecnologia
Ambiental e Recursos Hídricos - PTARH
O PTARH abrange as áreas de conhecimento de saneamento,
engenharia sanitária, engenharia ambiental e de recursos
hídricos. O seu objetivo principal é o aprimoramento
científico e tecnológico dos profissionais
envolvidos com os problemas de engenharia sanitária
e ambiental, e de aproveitamento de recursos hídricos.
Podem se inscrever como alunos os graduados em Engenharia
Civil e outros cursos com áreas afins, tais como
outras modalidades de engenharia, geologia, geografia, química,
biologia e arquitetura. O curso de Mestrado teve seu início
em 1995 e o curso de doutorado foi aprovado em 2001, com
a primeira turma ingressando em 2002.
O curso é composto por disciplinas obrigatórias,
optativas e de domínio conexo. Além das disciplinas
o aluno de Mestrado tem que apresentar um Seminário
de Dissertação e elaborar e defender uma Dissertação
de Mestrado; similarmente, o aluno de Doutorado tem que
apresentar Seminário de Tese, submeter-se ao exame
de qualificação, e elaborar e defender Tese
de Doutorado.
As linhas de pesquisa principais são:
· Métodos e Modelos para Análise Ambiental
e de Recursos Hídricos
· Gestão Ambiental e de Recursos Hídricos
· Saneamento Ambiental
· Hidrologia Superficial e Subterrânea
O Curso ocupa uma área de 500 m2 contendo salas de
aula, salas de professores e de alunos, Laboratório
de Análise de Águas, Laboratório de
Hidráulica, Laboratório de Climatologia e
Hidrometria, Laboratório de Geoprocessamento, Laboratório
de Computação e ETA-piloto. Os recursos de
informática incluem também o acesso aos computadores
de grande porte da UnB e à Internet. A UnB conta
com outros laboratórios afins, tais como os de Geoquímica,
de Química Ambiental, de Ecologia, etc.
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Resumo do Projeto
O
objetivo geral é proceder a uma avaliação
da filtração em pedregulho como pré-tratamento
para filtração direta descendente aplicada
à remoção de algas. Com a introdução
do pré-tratamento precedendo a filtração
direta, pretende-se não apenas ampliar o espectro
de aplicação da filtração direta
no tratamento de águas com qualidade inferior, mas
também torná-la mais simples em termos operacionais.
A dificuldade operacional das estações de
filtração direta é considerada um dos
fatores limitantes para uma maior utilização
dessa tecnologia em pequenos municípios.
A partir da avaliação proposta busca-se os
critérios de projeto que levam a um processo mais
eficiente e com vantagens operacionais sobre a versão
tradicional da filtração direta, particularmente
considerando sua aplicação ao tratamento de
águas com presença de algas.
O trabalho está sendo desenvolvido em uma instalação
piloto localizada às margens do Lago Paranoá,
Brasília - DF. A Figura 1 apresenta um diagrama esquemático
da instalação piloto.
A água bruta é recalcada do lago Paranoá
para uma caixa de alimentação dotada de vertedor
para controle de vazão. Na linha de alimentação
dos filtros de pedregulho, a água bruta recebe, inicialmente,
a solução alcalinizante ou acidificante, adicionada
por bombas dosadoras. Posteriormente, a água recebe
adição do coagulante, também por meio
de bomba dosadora. O controle da adição/vazão
da solução alcalinizante ou acidificante é
feito com o uso de um medidor e controlador de pH localizado
à jusante do ponto de adição de coagulante.
Esse dispositivo aciona uma ou outra bomba dosadora, de
modo a manter o valor do pH da água coagulada dentro
da faixa desejada.
A água coagulada, alimenta 3 filtros de pedregulho
de escoamento ascendente. Cada unidade possui camadas sobrepostas
de granulometrias distintas. Cada filtro de pedregulho pode
alimentar um único filtro de areia de escoamento
descendente, ou, em função do tipo de experimento,
todos eles.
O
trabalho experimental consiste de duas etapas. Na primeira
busca-se a "otimização" da granulometria
e taxa do FPA. Nessa etapa os filtros de pedregulho têm
sua taxa variada na faixa de 60 a 300 m/d, enquanto os filtros
rápidos são operados com taxa constante e
igual a 300 m/d. Cada FPA alimenta um filtro de areia, sendo
que, nessa fase, todos têm a mesma característica
granulométrica.
Na segunda etapa, a taxa de filtração dos
filtros de areia é variada e essas unidades têm
granulometrias distintas. Um único FAP, operando
na condição ótima, alimenta os 3 filtros
de areia. O objetivo dessa etapa é permitir a otimização
da granulometria e taxa para filtração descendente,
de forma combinada com a filtração em pedregulho.
Para
avaliar a eficiência do tratamento são realizadas
determinações de temperatura, pH, turbidez,
sólidos em suspensão (totais e fixos), algas
(como clorofila-a e contagem de indivíduos), TOC
e alumínio residual da água, na entrada e
saída de cada unidade. Durante os experimentos a
perda de carga nas várias unidades de filtração
também é monitorada.
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Figura
1 - Diagrama esquemático da instalação
piloto. |
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Universidade
de Brasília - UnB
Departamento de Engenharia Civil e Ambiental
Programa de Pós-Graduação em Tecnologia
Ambiental e Recursos Hídricos
Campus Universitário - Asa Norte - Brasília/DF
- CEP 70.910-900
Tel: (61) 349-1494
e-mail: cbrandao@unb.br
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