Codisposição de Lodos ao Alumínio com Resíduos Sólidos Orgânicos Especiais Utilizando Lodo Anaeróbio como Inóculo.




:: Instituição

O Instituto de Pesquisas Hidráulicas da UFRGS foi criado em 1953, como Instituto especializado na área dos Recursos Hídricos, sendo um dos pioneiros da política de integração Universidade - Comunidade. No ano de 1969, foi dado início ao atual Programa de Pós-Graduação, com a decisiva cooperação do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), através da UNESCO. Dentro deste novo espaço, a atuação do IPH foi ampliada, englobando ensino, pesquisa, extensão e prestação de serviços à comunidade, para diferentes segmentos da Ciência das Águas:Irrigação e Drenagem; Hidrologia de Águas Subterrâneas; Erosão e Sedimentação; Hidrologia Superficial; Hidráulica e Hidromecânica; Planejamento e Gestão de Recursos Hídricos; e Sensoriamento Remoto Aplicado aos Recursos Hídricos.

O programa de Mestrado em Recursos Hídricos e Saneamento já conta com mais de 227 dissertações defendidas nas diferentes áreas de conhecimento. Em 1989, teve início o Programa de Doutorado, com 12 teses defendidas e aprovadas, até o momento.

A infra-estrutura para atendimento do ensino, pesquisa e extensão conta com área física superior a 12.000m2, distribuídos em : Pavilhão Fluvial e Marítimo, para modelos reduzidos, Laboratório de Ensino de Hidráulica, Laboratório de Física do Solo e Laboratório de Saneamento Ambiental; Setor de Computação, Setor de Instrumentação e Setor de Hidrometria; Biblioteca, Anfiteatros, Oficinas, Salas de Aula e Gabinetes de Trabalho.

O suporte financeiro requerido provém de diferentes programas de pesquisa, apoiados pela FINEP, dentro do RECOPE (PROSAB / REHIDRO), Programa de Núcleos de Excelência apoiados pelo MCT, MEC e atividades de prestação de serviços especializados a diferentes órgãos, tais como, ELETROBRÁS, PETROBRÁS, CEEE/RS, IBAMA, CPRM, CORSAN.



:: Resumo do Projeto

A codisposição de lodos de ETAs foi simulada em aterro sanitário, visando-se observar a adequação deste procedimento como alternativa para a disposição final destes resíduos. Nas unidades experimentais (Figura 1), que simularam as condições de operação de células de aterro sanitário, foram misturados, em proporções variadas, lodo de ETA, resíduos sólidos predominantemente orgânicos, provenientes de um restaurante universitário e lodo anaeróbio utilizado como inóculo.


Foto 1 - Células de codisposição, dotadas de dispositivos de alimentação, coleta de percolado, coleta de gases (sistema inicialmente previsto) e medição de temperatura.

A codisposição de lodos de ETAs e resíduos estritamente orgânicos, em altas proporções, mostrou-se a condição mais favorável a lixiviação do alumínio, propiciada pela alta concentração de ácidos graxos voláteis (Figura 2). Por outro lado, a codisposição em células com baixo conteúdo de resíduos orgânicos apresentou-se como uma possibilidade de tratamento para os lodos de ETAs, sem riscos de lixiviação potencial do alumínio para o ambiente.


Figura 1 - Relação entre as cargas de alumínio e ácidos graxos voláteis lixiviadas para diferentes quantidades de resíduo orgânico.

Os resultados obtidos nesta pesquisa estão servindo para elucidar aspectos ainda desconhecidos da codisposição de lodos de ETAs, em aterros sanitários, de modo a validar a retenção e atenuação do metal dentro das células ou demonstrar a sua possível lixiviação bem como as cargas liberadas, dependendo do tipo e da proporção de mistura com resíduos orgânicos. Além disso, a disposição final dos lodos em aterros sanitários, se comprovada viável, pode levar à redução dos impactos ao meio ambiente, considerando-se a prática usual de disposição.


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