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Resumo do Projeto
Todos
os sistemas de tratamento biológico produzem lodo na forma
de uma suspensão de massa bacteriana. Tratando-se de lodo
de esgoto, estima-se uma produção de 10 kg de sólidos secos
por habitante e por ano. Este lodo é um recurso natural
que, em princípio, tem um campo enorme de aproveitamento
na agricultura, podendo substituir ou complementar o adubo
e os fertilizantes químicos. Todavia, por razões estéticas,
econômicas e higiênicas, o lodo de ETE's não pode ser usado
diretamente na agricultura, a não ser que seja reduzida
a alta fração de material biodegradável, o alto teor de
umidade e a população de microorganismos patogênicos. No
presente projeto, pretende-se gerar lodo a partir de esgoto
doméstico para, a partir daí, avaliar métodos de estabilização
(redução de material biodegradável), secagem, e melhoramento
da qualidade higiênica, permitindo o seu uso na agricultura,
sem riscos para a saúde do agricultor ou contaminação da
produção agrícola. A investigação experimental será realizada
em escala de demonstração, distinguindo-se quatro subprojetos:
(1) geração de lodo em um sistema aeróbio; (2) estabilização
de lodo aeróbio em digestores clássicos e em reatores UASB;
(3) secagem em leitos de areia; (4) higienização física
(pasteurização solar); química (calagem) e biológica (vermicompostagem).
Sub-projeto
1: Geração de Lodo
O lodo está sendo gerado num reator aeróbio de
5 m3, alimentado com esgoto bruto da cidade de Campina
Grande. Está sendo gerado lodo com idade de 6
dias e uma concentração estimada de 4 g SST/l. A Foto
1 mostra o sistema de geração de lodo aeróbio (sistema
de lodo ativado). .

Foto
1 - Sistema de Lodo Ativado
gerador de lodo, com 6 m³ de capacidade.
Sub-projeto
2: Estabilização de lodo aeróbio
O lodo de excesso gerado está sendo estabilizado
por via anaeróbia. Estão sendo o comparados o
desempenho de digestores clássicos e reatores UASB na
estabilização de lodo aeróbio, tendo-se como variáveis
as características do lodo e o modo de operação: tempo
de detenção hidráulica e do lodo, carga de sólidos (kg
SST/d). Como parâmetros de avaliação da qualidade do
lodo digerido, tem-se tido a estabilidade, sedimentabilidade
e filtrabilidade . .
Sub-projeto
3: Secagem de lodo estabilizado
O principal objetivo deste subprojeto é a determinação
da produtividade de leitos de secagem (massa de lodo
seco.m-2.d-1) e a influência das condições climáticas
(pluviosidade, umidade do ar, ventos, temperatura) sobre
essa produtividade.

Foto
3 - Dispositivo para o teste
de percolação de lodo.
Sub-projeto
4: Melhoramento da qualidade higiênica de lodo estabilizado
Pasteurização
Solar: leitos cobertos com plásticos transparentes
podem, no Nordeste, desenvolver temperaturas no lodo que
possibilitarão a sua pasteurização/ higienização. Está
sendo observados em leitos de secagem de lodo cobertos,
a temperatura desenvolvida e a influência dessa temperatura
sobre decaimento bacteriano e sobre o grau de inviabilidade
de ovos de helmintos.
Calagem:
a cal é um produto químico desinfectante devido ao pH
elevado que provoca na água. Dependendo da dosagem,
a cal pode reduzir a níveis seguros o número de organismos
patogênicos no lodo. Neste subprojeto, estão
sendo aplicados dosagens diferentes de cal ao lodo e
observados, similarmente à pasteurização, o decaimento
bacteriano e no grau de viabilidade de ovos de helmintos.
Vermicompostagem: a ação isolada ou conjunta
das espécies de minhocas pode reduzir bactérias e ovos
de helmintos presentes no lodo. Estão sendo investigados
o trabalho de estabilização (formação de humos) e higienização
de lodo por duas espécies de minhocas: a Eisenia fetida
e a Eudrilus eugeniae Durante o projeto, serão otimizados
procedimentos não padronizados de acompanhamento/avaliação
e caracterização de lodo, tais quais: teste de estabilidade,
de determinação da resistência específica do lodo, de
sedimentabilidade, percolação e evaporação.
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