Pós-Tratamento de Efluentes Provinientes de Reatores Anaeróbios.




:: Instituição

O Instituto de Saneamento Ambiental da Pontifícia Universidade Católica do Paraná - ISAM / PUCPR, iniciou suas atividades em março de 1980, como Laboratório de Hidráulica, Saneamento e Meio Ambiente - LHISAMA. Sua finalidade inicial era a de suporte às aulas de práticas afins, para os cursos de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo, Química Industrial e Biologia. Com o seu desenvolvimento nas áreas de pesquisa e extensão universitárias, a partir de setembro de 1983, foi transformado no atual Instituto, enquadrado como Órgão Suplementar da PUCPR e subordinado ao Departamento de Engenharia Civil.

Atualmente, além dos cursos de graduação já citados, apoia didaticamente outros cursos de graduação, bem como cursos de Pós-Graduação. Além de atividades didáticas, o ISAM vem realizando estudos e pesquisas na área de Águas Residuárias, Recursos Hídricos, Recuperação Ambiental de Áreas Degradadas, Informática no Saneamento Ambiental e Resíduos Sólidos Urbanos. Os estudos e pesquisas desenvolvidos contam com o apoio do Laboratório de Análise Ambientais.

Um dos pontos altos do trabalho do ISAM é a integração com a comunidade, através de projetos específicos de pesquisa e extensão, do envolvimento dos profissionais em atividades internas e externas à PUCPR e de assistência aos atuais e ex-alunos dos cursos de graduação e pós-graduação. Os recursos humanos atuais são professores e pesquisadores de tempo contínuo, liderando pesquisa e possibilitando a agregação de consultores externos e outros professores da PUCPR, bem como de outras instituições.

No âmbito do PROSAB, o ISAM vem trabalhando em conjunto com a SANEPAR demonstrando o estágio maduro da relação entre as duas instituições que já se estende por aproximadamente 20 anos.



:: Resumo do Projeto

O projeto do ISAM está subdividido em 5 sub-projetos. Sendo que os de lodos ativados, filtração biológica e infiltração rápida no solo serão realizados junto a ETE Belém (Curitiba-PR) e incluirá o projeto, construção (concluída), operação e monitoramento de instalação piloto. A instalação está situada em área contígua ao desarenador e recebe esgoto sanitário gradeado e desarenado, oriundo das unidades responsáveis pelo tratamento preliminar da ETE Belém. A vazão de dimensionamento de cada processo é da ordem de 250 L/h. O sub-projeto relativo ao processo de floculação - flotação é realizada na ETE Cambuí, já construída e em operação, em escala real, no Município de Campo Largo - PR e inclui o seu monitoramento.


Foto 1- Vista geral da inst. piloto junto ao Desarenador da ETE Belém (SANEPAR)

  • Sub-projeto 1: Lodos Ativados aplicado ao pós-tratamento de reatores anaeróbios tipo UASB

    A pesquisa visa a investigação da combinação do processo anaeróbio, em reator tipo UASB, com o processo aeróbio, em sistema de lodos ativados. Como vantagens no fluxograma, a substituição do decantador primário, adensador e digestor de lodo pelo reator UASB e a economia no consumo de energia para aeração.

    Para tanto, foi construído um reator tipo UASB, utilizando-se tubos de concreto, com diâmetro de 80 cm de altura total de 4,2 m. O decantador interno e o gasômetro foram construídos em fibra de vidro. O tanque de aeração, também em concreto, possui um volume máximo de 1,3 m3 e um aerador de superfície. O decantador secundário, em tubos de concreto, possui um diâmetro de 60 cm e altura total de 2,0 m. O lodo biológico retorna ao tanque de aeração e o seu excesso ao fundo do reator UASB, para digestão anaeróbia.

  • Sub-projeto 2: Filtro Biológico aplicado ao pós - tratamento de efluentes de reatores anaeróbios tipo UASB

    ETE's com reator UASB seguido de filtro biológico foram projetados e construídos pela SANEPAR no sistema de esgotos sanitários de Londrina e Cambé (PR) e iniciaram recentemente sua operação. Assim o piloto, aplica o esgoto anaeróbio utilizando-se de distribuidor rotativo sobre o filtro, construído em tubos de concreto, de diâmetro de 60 cm e altura de 4,0 m. O material de enchimento é a pedra brita, tendo sido previsto ainda um tanque de pré - aeração do afluente ao filtro. O lodo biológico sedimentado também é encaminhado do decantador secundário ao reator UASB.

  • Sub-projeto 3: Filtro Biológico Aerado Submerso aplicado ao pós - tratamento de efluentes de reatores anaeróbios tipo UASB

    O filtro biológico foi construído em alvenaria estruturada, com seção quadrada de 60 cm e altura total de 3,50 m, possui um recheio plástico tipo colmeia, disponível comercialmente, com superfície específica superior a 100 m2/m3. Um sistema de aeração alimenta difusores no fundo da unidade, de fluxo hidráulico ascendente. Um decantador secundário completa o fluxograma, e o lodo biológico retorna ao fundo do reator UASB.

  • Sub-projeto 4: Bacia de Infiltração aplicada ao pós - tratamento de efluentes de reatores anaeróbios tipo RACS

    No sistema por infiltração rápida o esgoto é aplicado em bacias de infiltração, através de aspersores ou distribuído na superfície do solo, até que atinja o nível de inundação desejado na bacia. Duas bacias piloto, foram construídas em tubo de concreto, de diâmetro 2,0 m e altura total de 2,0 m. O material de enchimento foi areia média, simulando solo arenoso, com altura de 1,0 e 1,5 m. Serão ensaiadas taxas de aplicação de efluente anaeróbio proveniente de um Reator Anaeróbio Compartimentado Seqüencial - RACS (piloto), variando de 0,20 a 1,0 m.


    Foto 2 - Bacias de infiltração

  • Sub-projeto 5: Flotador de ar dissolvido aplicado ao pós - tratamento de efluente de reatores anaeróbios tipo RALF

    No processo de coagulação química, o coagulante metálico hidrolisável é aplicado ao efluente do reator UASB (aqui denominado RALF), em uma câmara de mistura rápida (G>700s-1 e t<5s). Em seguida o esgoto é enviado ao floculador e posteriormente ao flotador. No tanque de flotação, o efluente floculado é misturado à água clarificada e supersaturado de ar (pressão 4 a 6 bar). Ao ser exposta à pressão atmosférica, a água libera o ar em forma de microbolhas e ao ascender promove a flotação os flocos já formados. O efluente deve ser de excelente qualidade, inclusive pela desinfecção final com dióxido de cloro.


    Foto 3 - Unidades de Floculação


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