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:: Instituição
O
Departamento de Hidráulica e Saneamento - SHS, da Escola
de Engenharia de São Carlos - EESC/USP foi criado em 1968,
para atender aos cursos de graduação da Escola. Em 1970,
tiveram início as atividades de seu Programa de Pós-Graduação
em Hidráulica e Saneamento.Em 1976, foi implantado dentro
do contexto deste departamento, o CRHEA - Centro de Recursos
Hídricos e Ecologia Aplicada, com seu programa de Pós-Graduação
em Ciências da Engenharia Ambiental (desde 1989). Até julho
de 1999, os dois programas de pós-graduação formaram mais
de 100 doutores e de 350 mestres, que hoje encontram-se
dispersos pelo Brasil e América Latina. Além das atividades
de pesquisa, o SHS também dedica-se a atividades de extensão
que envolvem o oferecimento de cursos específicos, consultoria
e assessoria nas áreas de: Tratamento de Água e de Esgotos;
Gestão de Resíduos Sólidos; Gestão Ambiental, Hidráulica,
Recursos Hídricos, Ecologia, etc.O SHS dispõe de vinte e
três docentes em regime de dedicação exclusiva e um em regime
de tempo parcial, sendo que vinte possuem título de Doutor.
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Resumo do Projeto
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Estão
sendo estudados nesta pesquisa três métodos de desinfecção
com os quais estão sendo obtidas as constantes cinéticas
de inativação de microrganismos indicadores. Está sendo
estudado, também, o efeito da cor e da turbidez como interferentes
redutores de eficiência de desinfecção, tanto pela demanda
química exercida pela matéria orgânica, como pela proteção
oferecida pelo material particulado em suspensão. O estudo
utiliza, numa primeira etapa, água destilada e desionizada,
à qual são adicionados os componentes para geração de cor
(substância húmica) e turbidez (argila montmorilonita), além
dos microrganismos indicadores. A etapa seguinte utiliza água
natural proveniente de manancial que abastece a cidade de
São Carlos, à qual são também adicionados os microrganismos
indicadores e, caso necessário, cor e turbidez.
Como microrganismos indicadores são utilizados
Escherichia coli, cepa ATCC 25922, fornecida pela Fundação
André Tosello, Campinas SP, colifagos e Clostridium perfrigens
(linhagens cedidas pelo ICB-USP), previamente desenvolvidos
em condições padronizadas de meio de cultivo.
Método
1-Cloro
A
desinfecção com cloro é feita com hipoclorito de sódio
e os ensaios são realizados em unidades de laboratório,
pois o objetivo principal é a determinação de constantes
de inativação de microrganismos indicadores, além de avaliar
a influência da cor e da turbidez na eficiência da desinfecção.
Este método já está consolidado, sendo empregado, particularmente
nesta pesquisa, como padrão de referência para os demais
métodos de desinfecção investigados, pois é quase que
exclusivamente o único produto em uso no Brasil para a
desinfecção de água de abastecimento.
Método
2-Ácido Peracético
O ácido peracético é mais utilizado para a desinfecção
de equipamentos hospitalares e de efluentes de esgotos
sanitários. O uso em água de abastecimento é pouco estudado.
A pesquisa é investigativa e considera-se que o ácido
peracético poderá tem maior aplicabilidade na pré-desinfecção
de águas provenientes de mananciais não protegidos,
as quais necessitam de tratamento preliminar para enquadrar
a qualidade às características das Estações de Tratamento
de Água por processos convencionais, com objetivo de
reduzir o risco sanitário. A pesquisa utiliza instalação
de bancada, pois o objetivo principal é obter as constantes
de inativação dos microrganismos indicadores.
Método
3-Radiação Ultravioleta
O SHS-EESC-USP vem estudando a desinfecção de água e esgoto
com radiação ultravioleta desde 1977, ano em que o Prof.
José Roberto Campos iniciou as pesquisas. Para este método
de desinfecção utiliza-se, em primeiro momento, unidade
de laboratório, construída em aço inoxidável e alumínio.
Um dos modelos de reator adotado emprega lâmpadas emersas,
fixadas em refletor de alumínio. A operação deste reator
envolve a mensuração da intensidade de radiação ultravioleta,
gerada por lâmpadas de baixa pressão de vapor de mercúrio,
cada qual com potência nominal de 15 W, utilizando duas
técnicas: actinometria com ferrioxalato de potássio e radiometria.
A actinometria possibilita mensurar a intensidade média
no reator enquanto a radiometria possibilita determinar
o padrão de distribuição de intensidade de radiação no interior
do reator. Estes dados são importantes na determinação da
constante de inativação e no cálculo da perda de energia
radiante, causada pela reflexão não especular do refletor
e das paredes do reator de aço inoxidável, a qual está diretamente
relacionada com o consumo de energia.
Esquema de unidade de
desinfecção com radiação ultravioleta
Utiliza-se,
também, unidade constituída de reator tubular de escoamento
contínuo, construído em tubo de aço inoxidável, no centro
do qual há uma lâmpada de baixa pressão de vapor de mercúrio
de potência nominal de 36 W, com capacidade para desinfetar
vazão máxima de 2 m3/h. A água utilizada para estudo é
proveniente de manancial que abastece a cidade de São
Carlos - SP.
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Escola
de Engenharia de São Carlos-USP
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