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Resumo do Projeto
O Brasil conta hoje com cerca de 7.000 estações de tratamento
de água convencionais. Essas ETAs empregam agentes químicos
coagulantes no processo de tratamento, cujos subprodutos
associados à parcela das partículas suspensas e dissolvidas
na água bruta, são removidos sob a forma de lodo dos decantadores
e água de lavagem dos filtros. Na grande maioria dos casos,
esses resíduos são lançados sem qualquer tratamento em cursos
d'água próximos às ETAs. Tal prática contraria a legislação
vigente, pois provoca agressões ao meio ambiente.
As experiências
e pesquisas sobre esse material são ainda muito tímidas,
e pouco se conhece sobre o comportamento desse despejo.
Várias são as operações para a redução de volume dos referidos
despejos líquidos, podendo-se utilizar espessadores por
gravidade ou por flotação, leitos de secagem e sistemas
mecânicos tais como centrífugas, filtros-prensa, prensas
desaguadoras, filtros a vácuo, entre outros.
O projeto, que foi desenvolvido pelo Departamento de hidráulica
e Saneamento da EESC-USP, envolve o estudo dos seguintes
aspectos relacionados aos despejos líquidos de ETAs.
Subprojeto
1: Estudo da Clarificação por Sedimentação da Água de
Lavagem de Filtros Visando o Reuso do Líquido Clarificado.

Foto 1 - Coluna
de sedimentação em escala piloto utilizada
no subprojeto 1
Subprojeto
2: Estudo do Espessamento por Flotação e por Gravidade
do Lodo Descartado Diariamente pelos Decantadores de ETAs
Convencionais.

Foto 2 - Instalação
de flotação por ar dissolvido em escala de
laboratório (Flotateste) utilizada no subprojeto
2
Subprojeto
3: Estudo do Desempenho de uma Unidade de Centrifugação
em Escala de Laboratório Empregado na Desidratação de Lodo
Previamente Espessado por Flotação.
Subprojeto
4: Estudo da Possibilidade de Disposição dos Despejos
Líquidos Gerados em ETAs Convencionais em Estações de Tratamento
de Esgoto, Via Rede Coletora de Esgoto. Para o projeto em
questão, foram empregados despejos oriundos de três ETAs
convencionais, uma que empregou cloreto férrico como coagulante
primário (ETA-Paiol de Araraquara - SP) e duas que empregaram
sulfato de alumínio como coagulante (ETA - São Carlos -
SP e ETA - Capim Fino de Piracicaba - SP).
No subprojeto 1 foram investigados os principais parâmetros
de clarificação por sedimentação da água de lavagem de filtros
(dosagem de polímero, velocidade de sedimentação, qualidade
do sobre-nadante e do lodo gerado). Para esse subprojeto
foi empregada uma coluna de sedimentação em escala piloto,
conforme mostrada na Foto 1.
Para o desenvolvimento do subprojeto 2, foi projetada e
desenvolvida instalação de flotação por ar dissolvido em
escala de laboratório (Flotateste), conforme mostrado na
Foto 2. Nesse estudo foi desenvolvida metodologia apropriada
para obtenção de parâmetros de espessamento por flotação,
fundamentais para projeto e operação desse tipo de espessador.
Utilizando tal metodologia, foram investigados parâmetros
tais como tipo e dosagem adequada de polímero, quantidade
de ar necessária ao processo, velocidade de espessamento
por flotação e influência da intensidade e do tempo de mistura
do polímero na flotação.
As investigações envolvidas no subprojeto 3 foram desenvolvidas
com emprego de uma unidade de centrifugação em escala de
laboratório. Foi desenvolvida metodologia apropriada que
permite a determinação do tipo e dosagem ótimos de polímero
para a remoção de água por centrifugação, além da influência
da força centrífuga aplicada na eficiência da desidratação.
Para a realização do subprojeto 4 foram construídas colunas
de sedimentação com vistas à avaliação dos efeitos da disposição
de despejos de ETAs nos decantadores primários de ETEs

Foto 3 - Colunas
de sedimentação em escala piloto utilizadas
no subprojeto 4
Além disso, foram avaliados os efeitos dessa prática nos
digestores de lodo das ETEs através de testes de atividade
metanogênica do lodo produzido.
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