Caracterização e Classificação por Sedimentação da Água de Lavagem de Filtros de ETA Convencional.




:: Instituição

O Departamento de Hidráulica e Saneamento - SHS, da Escola de Engenharia de São Carlos - EESC/USP foi criado em 1968, para atender aos cursos de graduação da Escola. Em 1970, tiveram início, adicionalmente, as atividades de seu Programa de Pós-Graduação em Hidráulica e Saneamento.

Mais recentemente, em 1976, foi implantado, dentro do contexto deste Departamento, o CRHEA - Centro de Recursos Hídricos e Ecologia Aplicada, que, além de ter seu programa de Pós-Graduação em Ciência da Engenharia Ambiental (desde 1989), também colabora em atividades de graduação junto à EESC-USP.

Até dezembro de 1997, os dois programas de pós-graduação formaram mais de 100 doutores e de 400 mestres, que hoje encontram-se dispersos pelo Brasil e América Latina, desenvolvendo trabalhos importantes nas áreas de Saneamento, Gestão Ambiental e Recursos Hídricos, em Universidades e em empresas públicas e privadas.

A partir do ano 1999 também começará a funcionar o Curso de graduação em Engenharia Ambiental, com potencialidade de receber cerca de 30 alunos por ano.

Além das atividades de pesquisa, o SHS também dedica-se a atividades de extensão que envolvem o oferecimento de cursos específicos, consultoria e assessoria nas áreas de: Tratamento de Água e de Esgotos; Gestão de Resíduos Sólidos; Gestão Ambiental, Hidráulica, Recursos Hídricos, Ecologia, etc.

O SHS dispõe de vinte e cinco docentes em regime de dedicação exclusiva e um em regime de tempo parcial, sendo que vinte e três possuem título de Doutor.



:: Resumo do Projeto

O Brasil conta hoje com cerca de 7.000 estações de tratamento de água convencionais. Essas ETAs empregam agentes químicos coagulantes no processo de tratamento, cujos subprodutos associados à parcela das partículas suspensas e dissolvidas na água bruta, são removidos sob a forma de lodo dos decantadores e água de lavagem dos filtros. Na grande maioria dos casos, esses resíduos são lançados sem qualquer tratamento em cursos d'água próximos às ETAs. Tal prática contraria a legislação vigente, pois provoca agressões ao meio ambiente.

As experiências e pesquisas sobre esse material são ainda muito tímidas, e pouco se conhece sobre o comportamento desse despejo. Várias são as operações para a redução de volume dos referidos despejos líquidos, podendo-se utilizar espessadores por gravidade ou por flotação, leitos de secagem e sistemas mecânicos tais como centrífugas, filtros-prensa, prensas desaguadoras, filtros a vácuo, entre outros.

O projeto, que foi desenvolvido pelo Departamento de hidráulica e Saneamento da EESC-USP, envolve o estudo dos seguintes aspectos relacionados aos despejos líquidos de ETAs.

Subprojeto 1: Estudo da Clarificação por Sedimentação da Água de Lavagem de Filtros Visando o Reuso do Líquido Clarificado.


Foto 1 - Coluna de sedimentação em escala piloto utilizada no subprojeto 1

Subprojeto 2: Estudo do Espessamento por Flotação e por Gravidade do Lodo Descartado Diariamente pelos Decantadores de ETAs Convencionais.


Foto 2 - Instalação de flotação por ar dissolvido em escala de laboratório (Flotateste) utilizada no subprojeto 2

Subprojeto 3: Estudo do Desempenho de uma Unidade de Centrifugação em Escala de Laboratório Empregado na Desidratação de Lodo Previamente Espessado por Flotação.

Subprojeto 4: Estudo da Possibilidade de Disposição dos Despejos Líquidos Gerados em ETAs Convencionais em Estações de Tratamento de Esgoto, Via Rede Coletora de Esgoto. Para o projeto em questão, foram empregados despejos oriundos de três ETAs convencionais, uma que empregou cloreto férrico como coagulante primário (ETA-Paiol de Araraquara - SP) e duas que empregaram sulfato de alumínio como coagulante (ETA - São Carlos - SP e ETA - Capim Fino de Piracicaba - SP).

No subprojeto 1 foram investigados os principais parâmetros de clarificação por sedimentação da água de lavagem de filtros (dosagem de polímero, velocidade de sedimentação, qualidade do sobre-nadante e do lodo gerado). Para esse subprojeto foi empregada uma coluna de sedimentação em escala piloto, conforme mostrada na Foto 1.

Para o desenvolvimento do subprojeto 2, foi projetada e desenvolvida instalação de flotação por ar dissolvido em escala de laboratório (Flotateste), conforme mostrado na Foto 2. Nesse estudo foi desenvolvida metodologia apropriada para obtenção de parâmetros de espessamento por flotação, fundamentais para projeto e operação desse tipo de espessador.

Utilizando tal metodologia, foram investigados parâmetros tais como tipo e dosagem adequada de polímero, quantidade de ar necessária ao processo, velocidade de espessamento por flotação e influência da intensidade e do tempo de mistura do polímero na flotação.

As investigações envolvidas no subprojeto 3 foram desenvolvidas com emprego de uma unidade de centrifugação em escala de laboratório. Foi desenvolvida metodologia apropriada que permite a determinação do tipo e dosagem ótimos de polímero para a remoção de água por centrifugação, além da influência da força centrífuga aplicada na eficiência da desidratação.

Para a realização do subprojeto 4 foram construídas colunas de sedimentação com vistas à avaliação dos efeitos da disposição de despejos de ETAs nos decantadores primários de ETEs


Foto 3 - Colunas de sedimentação em escala piloto utilizadas no subprojeto 4

Além disso, foram avaliados os efeitos dessa prática nos digestores de lodo das ETEs através de testes de atividade metanogênica do lodo produzido.


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