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Conceitos
 

Termos e Conceitos

Ao longo de sua existência,a FINEP acumulou amplo conhecimento na área de ciência e tecnologia. Compartilhare disseminar os conceitos inerentes a esse conhecimento têm sido uma preocupação da empresa, pois tais significados fazem parte do amplo espectro de sua atuação e expressam o entendimento dos conceitos de interesse para as políticas de ciência e tecnologia do País. Ao mesmo tempo, esses conceitos fazem parte da memória de ciência e tecnologia e estão registrados nos documentos FINEP de uso corrente.

Os conceitos aqui apresentados objetivam dar ampla cobertura à política operacional da FINEP, em todas as suas linhas de ação direcionadas aos vários segmentos da sociedade brasileira.


O conjunto de conceitos é o resultado de um exaustivo trabalho de revisão da literatura especializada, o qual foi amplamente discutido com especialistas do corpo funcional da FINEP.

É importante explicitar a terminologia adotada pela empresa, pois seus significados necessitam de um entendimento homogêneo por todos aqueles que interagem com o sistema de ciência e tecnologia. Ao mesmo tempo, tais conceitos expressam o conteúdo da atuação da FINEP.


 

A | B | C | D | E | F | G | H | I | J | K | L | M | N |
| O | P | Q | R | S | T | U | V | X | Z

A

ABERTURA DE CAPITAL - Processo pelo qual a propriedade de uma empresa fechada é transferida, total ou parcialmente, para um grande número de pessoas que desejam dela participar e que não mantêm, necessariamente, relações entre si, com o grupo controlador.
FINEP - Projeto Inovar : Glossário. Capturado em 10 jul. 2000. On line. Disponível na Internet. http://www.capitalderisco.gov.br/vcn/glossario_CR.asp


AÇÃO ESCRITURAL - Ação que não é representada por um certificado físico, mas sim por um extrato de instituição financeira autorizada a gerenciar a custódia de ações.
FINEP - Projeto Inovar : Glossário. Capturado em 10 jul. 2000. On line. Disponível na Internet. http://www.capitalderisco.gov.br/vcn/glossario_CR.asp


AÇÃO NOMINATIVA - Ação que identifica o nome de seu proprietário. Sua transferência deve ser registrada em um livro da empresa denominado Livro de Registro de Ações Nominativas.
FINEP - Projeto Inovar : Glossário. Capturado em 10 jul. 2000. On line. Disponível na Internet. http://www.capitalderisco.gov.br/vcn/glossario_CR.asp


AÇÃO ORDINÁRIA -Ação que dá ao seu proprietário o direito de voto em Assembléia.
FINEP - Projeto Inovar : Glossário. Capturado em 10 jul. 2000. On line. Disponível na Internet. http://www.capitalderisco.gov.br/vcn/glossario_CR.asp


AÇÃO PREFERENCIAL - Ação que não dá direito de voto a seu titular, mas tem preferência no recebimento de dividendos e, em caso de dissolução da empresa, no reembolso do capital.
FINEP - Projeto Inovar : Glossário. Capturado em 10 jul. 2000. On line. Disponível na Internet. http://www.capitalderisco.gov.br/vcn/glossario_CR.asp


AÇÕES ESTRATÉGICAS -
Ações (medidas) que objetivam a exploração de oportunidades potencialmente geradoras de resultados. 
FINEP - Estabelecimento de Programas e Ações Estratégicas. IN: NORMA N-PDEM/03.00/1999.Rio de Janeiro

AGENTES DE DESENVOLVIMENTO - são os diversos organismos
públicos e privados que promovem ações de fomento em áreas de atuação afins ou complementares àquelas que são objeto de ação da FINEP: agências de fomento nacionais e internacionais, bancos de desenvolvimento, fundações de amparo à pesquisa, sistema CNI, IEL, sistema SEBRAE, organizaçõees setoriais de apoio técnico, gerencial ou comercial, instituições financeiras e gestores de fundos de investimento, sindicatos e associações de classe.
Política Operacional FINEPa


APERFEIÇOAMENTO DE PROCESSO - Ver

APERFEIÇOAMENTO DE PRODUTO - ver 

          Produto Tecnologicamente Aperfeiçoado  


APERFEIÇOAMENTO DE TECNOLOGIA - ver

          Produto Tecnologicamente Aperfeiçoado

 

AQUISIÇÃO DE TECNOLOGIA E KNOW-HOW INTANGÍVEL- Aquisição externa de tecnologia na forma de patentes, invenções não patenteadas, licenças, comunicações de know-how, marcas registradas, desenhos, padrões e serviços de computador ou outros serviços científicos e técnicos relacionados com a implantação das Inovações PPT, mais a aquisição de software em pacotes que não estejam classificados em outra parte.
OECD. Oslo Manual. Paris, OCDE/Eurostat, 1997, cap.3, pag.10-12.

 

AQUISIÇÃO DE TECNOLOGIA TANGÍVEL - Aquisição de maquinaria e equipamentos com desempenho tecnológico aperfeiçoado (incluindo software integrado) ligada às inovações tecnológicas de produtos ou processos implantadas pela empresa.
OECD. Oslo Manual. Paris, OCDE/Eurostat, 1997, cap.3, pag.10-12.



AQUISIÇÕES DE CAPITAL - Aquisição de prédios ou de maquinaria, ferramentas e equipamentos – sem qualquer melhoria no desempenho tecnológico – que sejam necessários para implantação de produtos ou processos tecnologicamente novos ou aprimorados, por exemplo, um molde adicional ou máquina de embalar para produzir e entregar um aparelho de CD-ROM tecnologicamente aprimorado.
OECD. Oslo Manual. Paris, OCDE/Eurostat, 1997, cap.3, pag.10-12.


ARRANJO PRODUTIVO LOCAL - aglomeração de empresas definida por
critérios simultaneamente regionais e setoriais. A ação de fomento em arranjos produtivos locais busca a construção de economias externas a cada empresa e internas à aglomeração. Assim, as ações da FINEP priorizam o apoio a projetos cujos resultados produzam externalidades com aproveitamento coletivo.

Política Operacional FINEPa

ASSISTÊNCIA TÉCNICA - Serviço permanente de assessoramento e/ou consultoria prestado por pessoas físicas ou jurídicas envolvendo conhecimentos técnicos especializados, inclusive de engenharia de processos, de produtos e de fabricação, pressupondo vinculação duradoura entre as partes.
LONGO, W.P. Conceitos Básicos sobre Ciência e Tecnologia. Rio de Janeiro, FINEP, 1996. V.1.

ATIVIDADES DE INOVAÇÃO DE PRODUTOS E PROCESSOS TECNOLÓGICOS (PPT) - Atividades de inovação PPT são todos aqueles passos científicos, tecnológicos, organizacionais, financeiros e comerciais, inclusive investimento em novo conhecimento, que de fato levam, ou pretendem levar, à implantação de produtos ou processos tecnologicamente aprimorados. Alguns podem ser inovadores por si mesmos, outros não são novos, mas são necessários para a implantação. As atividades de inovação PPT de uma empresa podem ser de três tipos:

  • bem sucedidas em levar à implantação de um produto ou processo tecnologicamente novo ou aprimorado;

  • abortadas antes da implantação de um produto ou processo tecnologicamente novo ou aprimorado, seja porque a idéia e o know-how são vendidos ou de outra forma trocados com outra empresa, seja porque o mercado mudou;

  • correntes trabalhos em andamento que ainda não tenham chegado a ser implantados. Tais atividades podem ser iniciadas para levar a um produto ou processo novo ou aprimorado específico ou podem ter alvos mais difusos como no caso de pesquisa tecnológica básica ou geral.

Os componentes e a cobertura das atividades de inovação PPT – a inovação é um processo complexo, e a escada da atividade exigida para uma inovação PPT em uma empresa pode variar consideravelmente. Por exemplo, o desenvolvimento dentro da própria empresa de um produto eletrônico radicalmente diferente e sofisticado para o mercado de massa envolverá muitas etapas mais que a introdução de processo aprimorado resultante de tecnologia incorporada em uma máquina pré-programada adquirida para tal fim. As atividades de inovação podem ser executadas dentro da empresa ou podem envolver a aquisição de bens, serviços ou conhecimento de fontes externas, inclusive de serviços de consultoria. Assim, a empresa pode adquirir tecnologia externa de forma corpórea ou incorpórea.
OECD. Oslo Manual. Paris, OCDE/Eurostat, 1997, cap.3, pag.58.

 

AUDITORIA - Define-se auditoria como um exame e / ou avaliação independente, relacionada a um determinado assunto, realizada por especialista no objeto de exame, que faça uso de julgamento profissional e comunique o resultado aos interessados (clientes). Ela pode ser restrita aos resultados de um dado domínio, ou mais ampla, abrangendo os aspectos operacionais, de decisão e de controle.
LA ROVERE, Emílio Lèbre, coord. Manual de auditoria ambiental. Rio de Janeiro, Qualitymark Ed., 2000.

 

AUDITORIA AMBIENTAL - É um instrumento usado por empresas para auxiliá-las a controlar o atendimento a políticas, práticas, procedimentos e / ou requisitos estipulados com o objetivo de evitar a degradação ambiental. Ela tem despertado crescente interesse na comunidade empresarial e nos governos, sendo considerada ferramenta básica para a obtenção de maior controle e segurança do desempenho ambiental de uma empresa, bem como, para evitar acidentes. A auditoria ambiental, quando publicada (seu resultado pode ser sigiloso), fornece aos órgãos ambientais e à sociedade informações relativas ao desempenho ambiental das empresas, auxiliando os órgãos de controle ambiental no exercício de suas atribuições, sem eliminar a possibilidade de estes exercerem a fiscalização e inspeção da empresa.
LA ROVERE, Emílio Lèbre, coord. Manual de auditoria ambiental. Rio de Janeiro, Qualitymark Ed., 2000.

AUDITORIA DA QUALIDADE - Exame sistemático e independente, para determinar se as atividades da qualidade e seus resultados estão de acordo com as disposições planejadas, se estas foram efetivamente implementadas e se são adequadas à consecução dos objetivos. A auditoria da qualidade se aplica essencialmente, mas não está limitada, a um sistema da qualidade ou aos seus elementos, a processos, a produtos ou a serviços. Tais auditorias são chamadas freqüentemente de "auditoria do sistema da qualidade", "auditoria da qualidade do processo", "auditoria da qualidade do produto", "auditoria da qualidade do serviço". As auditorias da qualidade são executadas por pessoas que não têm responsabilidades diretas nas áreas a serem auditadas, mas que, de preferência, trabalham em cooperação com o pessoal dessas áreas. Um dos objetivos de uma auditoria da qualidade é avaliar a necessidade de melhoria ou de ação corretiva. Não se deve confundir a auditoria com atividades de "supervisão" ou "inspeção", executadas com o propósito de controle do processo ou aceitação do produto. As auditorias da qualidade podem ser realizadas com propósitos internos ou externos à organização.
NBR ISO8402 – Gestão da qualidade e garantia da qualidade – Terminologia. Rio de Janeiro, ABNT, jul.1993.


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B


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C

 

CADEIA PRODUTIVA - Conjunto de atividades econômicas que se articulam progressivamente desde o início da elaboração de um produto ( inclui as matérias primas, máquinas e equipamentos, produtos intermediários...) até o produto final, a distribuição e comercialização.
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio - MDIC

CAPACITAÇÃO TECNOLÓGICA- Significa a aquisição de capacidade de inovar, através principalmente do domínio das tecnologias em uso. É o estágio prévio e necessário para a ocorrência da inovação. Deve ser o objetivo principal da política tecnológica no que se refere às empresas. Não significa substituição de importação de tecnologia, envolvendo em geral, pelo contrário, compra de tecnologia de origem externa em condições de efetiva absorção. A capacitação tecnológica é também condição importante para a interação frutífera entre empresas e centros de P&D.
GUIMARÃES, Fábio Celso de Macedo Soares. A Política de Incentivo à Inovação. Rio de Janeiro. FINEP, 2000.

CAPITAL DE RISCO OU CAPITAL EMPREENDEDOR - designações
genéricas aplicáveis aos recursos financeiros empregados na capitalização de empresas em seus est·gios iniciais de desenvolvimento.

CAPITAL SOCIAL - Total de recursos próprios dos sócios mobilizados para a constituição de uma empresa.
FINEP - Projeto Inovar : Glossário. Capturado em 10 jul. 2000. On line. Disponível na Internet. http://www.capitalderisco.gov.br/vcn/glossario_CR.asp


CERTIFICAÇÃO - Expressão numérica ou qualitativa, que mede resultados de avaliações. Em geral é fornecida sob a forma de laudos ou relatórios, expedidos por instituições especializadas.
FUNDAÇÃO CHRISTIANO OTTONI. Glossário da Qualidade Total. Elaborado por Alberto Amarante Macedo e Francisco l. Póvoa Filho. Belo Horizonte, Fundação Christiano Ottoni, 1995.

ou

CERTIFICAÇÃO - O Procedimento e ação executados por um grupo devidamente autorizado para determinar, verificar e atestar em documento formal as qualificações de pessoal, processos, procedimentos ou itens, de acordo com as necessidades específicas aplicáveis.
JURAN, J.M. & GRYNA, Frank M. Controle da Qualidade, Conceitos, Políticas e Filosofia da Qualidade. São Paulo, Editora McGraw-Hill Ltda., 1991.


CERTIFICAÇÃO AMBIENTAL - A certificação ambiental começou a ocupar um espaço crescente na organização e planejamento das atividades industriais, tornando-se um fator de referência da qualidade do produto para o mercado. O crescimento da consciência ambiental do consumidor fez com que ele exigisse além de um produto de qualidade, um produto que no seu ciclo de vida respeitasse o meio ambiente. A certificação ambiental é a garantia da qualidade do produto para o consumidor que compartilha de preocupações com o meio ambiente. Assim, a certificação ambiental pode ser vista como uma necessidade expressa pelo consumidor de conhecer melhor os dados sobre o produto que está adquirindo. Portanto, a certificação ambiental ou a aplicação do selo verde é um atestado de conformidade ambiental do produto, processo, sistema ou serviço. A certificação ambiental garante o cumprimento e observância a todo um conjunto de exigências, instruções, normas técnicas e legislação vigentes promulgadas por autoridades e órgãos governamentais, comissões ou empresas para o tipo de atividade e região.
LA ROVERE, Emílio Lèbre, coord. Manual de auditoria ambiental. Rio de Janeiro, Qualitymark Ed., 2000.

CERTIFICADO DE CONFORMAÇÃO - Documento assinado por alguém devidamente autorizado afirmando que o produto ou serviço atingiu o estabelecido para as especificações relevantes, contratos ou regulamentações pertinentes.

JURANofia da Qualidade. São Paulo, Editora McGraw-Hill Ltda., 1991.

CHAMADAS PÚBLICAS - Potítca de Fomento com seleção por meio de um processo de competição aberto ao público. Em geral, visam promover projetos cooperativos em determinada área do conhecimento ou atividades consorciadas entre empresas e instituições de pesquisa, com o objetivo de desenvolver uma inovação.
Política Operacional FINEPa


CIÊNCIA - Conjunto organizado dos conhecimentos relativos ao universo, envolvendo seus fenômenos naturais, ambientais e comportamentais. A geração do conhecimento científico se faz através da pesquisa ou investigação científica, seguindo as etapas do método ou metodologia científica.
LONGO, W.P. Conceitos Básicos sobre Ciência e Tecnologia. Rio de Janeiro, FINEP, 1996. V.1.
OECD. Frascati Manual. Paris, OCDE, 1993, cap.2, pag.29

 

CISÃO - Operação na qual uma empresa tem seu patrimônio dividido e transferido para uma ou mais empresas constituídas para este fim ou já existentes. 
FINEP. Projeto Inovar : Glossário. Capturado em 10 jul. 2000. On line. Disponível na Internet. http://www.capitalderisco.gov.br/vcn/glossario_CR.asp

CLUSTERS - Empresas e/ ou instituições que interagem entre si, gerando e capturando sinergias, com potencial de atingir crescimento contínuo superior a uma simples aglomeração econômica , geograficamente próximas e pertencentes a um setor específico. Os Clusters se caracterizam pelos seguintes benefícios potenciais:

  • Maior atração de capital
  • Aumento do dinamismo empresarial
  • Redução de "lead time"
  • Redução de custos
  • Redução de riscos
  • Aumento de qualidade
  • Maior qualidade e flexibilidade de mão-de-obra
  • Aumento da qualidade de vida da região

MCKINSEY & COMPANY. Desenvolvimento dos programas de Ação para o "Cluster" de Biotecnologia em Belo Horizonte: Projeto Cresce Minas. Belo Horizonte, FIEMG/CIEMG/SESI/SENAI/IEL 1999. 163p.

COMERCIALIZAÇÃO PIONEIRA - Atividades que visam a introdução de novos produtos e processos no mercado. Cumpre as etapas de industrialização de protótipo, lote experimental, prospecção comercial, marketing.

 

COMITÊS GESTORES ESTADUAIS - estruturas institucionais organizadas
para priorização e formulação de açõeses de fomento à inovação vinculadas ao desenvolvimento regional. Os comitêss envolvem o MCT, suas agências e representantes dos estados.
Política Operacional FINEPa


COMITÊS GESTORES E CONSELHOS GESTORES DE FUNDOS -
constituídos no âmbito do Governo Federal, são os responsáveis pela definição das diretrizes estratégicas de atuação dos fundos setoriais e demais fundos (Verde-Amarelo e CT-INFRA). Apresentam em sua composição representantes dos setores p.blico e privado. Para detalhes sobre a composiÁ„o de cada
ComitÍ Gestor, ver o portal do MCT (www.mct.gov.br).
Política Operacional FINEPa
FINEP. Sistema de In

FINEP. Rio de Janeiro, 1994 .

COMPANHIA ABERTA - Empresa cujos valores mobiliários de sua emissão estão registrados na CVM - Comissão de Valores Mobiliários para negociação em bolsa de valores ou no mercado de balcão.
FINEP - Projeto Inovar : Glossário. Capturado em 10 jul. 2000. On line. Disponível na Internet . http://www.capitalderisco.gov.br/vcn/glossario_CR.asp

COMPETITIVIDADE- No sentido estrito significa a capacidade de competir. No passado recente tem substituído a palavra "desenvolvimento" nos documentos de política econômica, sobretudo as industrial e tecnológica. Normalmente tem sido interpretada como a capacidade que os produtos gerados internamente têm de competir com seus similares produzidos no exterior, tanto no que se refere à importação como à exportação. No curto prazo a competitividade se traduz em preços, e é influenciada sobretudo pelas políticas cambial, fiscal e monetária e pelo crescimento econômico, já que este gera modernização. No longo prazo ela reflete a qualidade e a confiabilidade dos produtos, em geral expressas no prestígio da marca. A política de inovação é eficaz e decisiva para a competitividade apenas no longo prazo.
GUIMARÃES, Fábio Celso de Macedo Soares. A Política de Incentivo à Inovação. Rio de Janeiro. FINEP, 2000.


CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO - Órgão de deliberação colegiada eleito pelos acionistas responsáveis pela orientação geral dos negócios, nomeação, fiscalização, destituições de diretores e convocação de assembléia geral.
FINEP - Projeto Inovar : Glossário. Capturado em 10 jul. 2000. On line. Disponível na Internet. http://www.capitalderisco.gov.br/vcn/glossario_CR.asp

CONSELHO FISCAL - Grupo de pessoas externas à empresa com conhecimento das práticas legais e ilibada reputação, escolhidas pelos acionistas para fiscalizar a situação contábil e financeira da empresa.
FINEP - Projeto Inovar : Glossário. Capturado em 10 jul. 2000. On line. Disponível na Internet http://www.capitalderisco.gov.br/vcn/glossario_CR.asp

CONSULTORIA- Serviços temporários de assessoramento prestados por pessoas físicas ou jurídicas, envolvendo conhecimentos técnicos especializados, pressupondo vínculo transitório entre as partes.
LONGO, W.P. Conceitos Básicos sobre Ciência e Tecnologia. Rio de Janeiro, FINEP, 1996. V.1.

CONSULTORIA DE ENGENHARIA - Serviços temporários de assessoramento e/ou consultoria, prestados por pessoas físicas ou jurídicas, envolvendo conhecimentos técnicos especializados, pressupondo vínculo transitório entre as partes. Tal categoria de transação pode ser considerada como "assistência técnica temporária" englobando: supervisão de montagem; execução de construção; execução de testes e ensaios; instalação; funcionamento e ajuste de equipamento; supervisão de compra, inspeção de material e supervisão de embarques; treinamento de pessoal, serviços de engenharia não especializados e assessoria ou consultoria sobre questões específicas. Consiste, portanto, nas seguintes etapas:

  • Planejamento – fase em que é estabelecida uma abordagem geral do projeto e a sua viabilidade;

  • Concepção básica – compreende a definição das exigências funcionais e dos dados necessários para a elaboração da engenharia básica. Inclui a escolha do processo, diagramas esquemáticos, especificações e requisitos fundamentais, todos de forma genérica;

  • Estudos de viabilidade – nesta etapa são estimados os investimentos necessários à implantação de projetos e os custos operacionais; são realizadas análises técnico-econômico-financeiras, definida a localização e estabelecido o esquema de captação de recursos humanos.

LONGO, W.P. Conceitos Básicos sobre Ciência e Tecnologia. Rio de Janeiro, FINEP, 1996. V.1.

CONTROLE ACIONÁRIO - Poder de decisão sobre a empresa, garantido pela posse da maior proporção de ações com direito à voto.
FINEP. Projeto Inovar : Glossário. Capturado em 10 jul. 2000. On line. Disponível na Internet.
http://www.capitalderisco.gov.br/vcn/glossario_CR.asp

 

CONTROLE AMBIENTAL - É a faculdade de a Administração Pública exercer a orientação, a correção, a fiscalização e o monitoramento sobre as ações referentes à utilização dos recursos ambientais, de acordo com as diretrizes técnicas e administrativas e as leis em vigor.
FUNDAÇÃO ESTADUAL DE ENGENHARIA DO MEIO AMBIENTE. Vocabulário Básico do Meio Ambiente, compilado por Iara Verocai Dias Moreira. Rio de Janeiro, Serviço de Comunicação Social da Petrobrás, 1990.


CONTROLE DA QUALIDADE - É definido segundo a norma japonesa JIS 8101 como "um sistema de técnicas que permitem a produção econômica de bens e serviços que satisfaçam às necessidades do consumidor". O controle da qualidade moderno utiliza técnicas estatísticas e por este motivo é freqüentemente denominado controle estatístico da qualidade. Segundo a definição de Ishikawa, K. (1989, 1993), " praticar um bom controle da qualidade é desenvolver, projetar, produzir e comercializar um produto de qualidade que seja mais econômico, mais útil e sempre satisfatório para o consumidor". Pata atingir esse objetivo, todos na empresa ( diretores, gerentes, técnicos e operadores precisam trabalhar juntos). 
WERKEMA, Maria Cristina Catarino. As ferramentas da Qualidade no Gerenciamento de Processos. Belo Horizonte, UFMG/EE/Fundação Christiano Ottoni, 1995.


ou ainda

CONTROLE DA QUALIDADE - Compreende técnicas e atividades operacionais que se destinam a monitorar um processo e eliminar causas de desempenho insatisfatório, em todas as etapas do ciclo da qualidade para atingir a eficácia econômica. Algumas ações do controle da qualidade e da garantia são inter-relacionadas.
NBR ISO8402 – Gestão da qualidade e garantia da qualidade – Terminologia. Rio de Janeiro, ABNT, jul.1993.

 

CONTROLE DA QUALIDADE TOTAL - É um sistema gerencial baseado na participação de todos os setores e de todos os empregados de uma empresa no estudo e na condução do Controle da Qualidade.
WERKEMA, Maria Cristina Catarino. As ferramentas da Qualidade no Gerenciamento de Processos. Belo Horizonte, UFMG/EE/Fundação Christiano Ottoni, 1995.




       ver também

                  Controle da Qualidade

 

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D

DEBÊNTURES - Título representativo de uma obrigação financeira contraída por uma sociedade anônima, mediante o lançamento público ou particular, e que oferece juros e, eventualmente, outros benefícios a seus titulares.
FINEP. Projeto Inovar : Glossário. Capturado em 10 jul. 2000. On line. Disponível na Internet. http://www.capitalderisco.gov.br/vcn/glossario_CR.asp


DEMANDA ESPONTÂNEA - compreende o conjunto de ações não
induzidas, originadas nas próprias empresas ou nas organizações públicas e privadas de pesquisa, que buscam apoio das agÍncias de fomento para as suas propostas de inovação.
Política Operacional FINEP

 

DEMANDA ESPONTÂNEA - É a ação sistemática e a qualquer tempo de empresas e organizações públicas e privadas de pesquisa na busca de apoio à inovação junto a agências de fomento científico e tecnológico, geralmente não induzida por nenhuma ação direta de fomento por parte dessas agências.


DESENHO INDUSTRIAL- O desenho industrial é uma parte essencial do processo de inovação PPT. Pode bem ser parte do processo de concepção inicial do produto ou processo, isto é, incluído na pesquisa e no desenvolvimento experimental, ou ser necessário para o marketing de produtos tecnologicamente novos ou aprimorados. Atividades de desenho artístico serão atividades de inovação PPT se forem executadas em um processo ou produto tecnologicamente novo ou aprimorado. Não o serão se forem executadas para outra melhoria criativa de produto, como, por exemplo, apenas para melhorar o aspecto do produto sem nenhuma alteração objetiva de seu desempenho.
OECD. Oslo Manual. Paris, OCDE/Eurostat, 1997, cap.3, pag.60.

       Ou ainda

DESENHO INDUSTRIAL - Planos e desenhos voltados para a definição dos procedimentos, especificações técnicas e características operacionais necessários para produção de produtos tecnologicamente novos e implantação de novos processos.
OECD. Oslo Manual. Paris, OCDE/Eurostat, 1997, cap.3, pag.60.


DESENVOLVIMENTO DE PROCESSO - ver

Desenvolvimento Tecnológico

 

DESENVOLVIMENTO DE PRODUTO- O desenvolvimento de um novo produto requer pesquisa, planejamento cuidadoso, controle meticuloso e, mais importante, o uso de métodos sistemáticos. Os métodos sistemáticos de projeto exigem uma abordagem interdisciplinar, abrangendo métodos de marketing, engenharia de métodos e a aplicação de conhecimentos sobre estética e estilo. A interação entre ciências sociais, tecnologia e arte aplicada não é tarefa fácil, mas a necessidade de inovação exige que ela seja tentada. O desenvolvimento de novos produtos é um problema multifatorial: o sucesso ou fracasso depende de muitos fatores, tais como: simpatia dos consumidores, aceitação dos distribuidores, facilidade de fabricação, durabilidade e confiabilidade do produto. Portanto, o desenvolvimento de um produto é o sucesso de transformar uma idéia sobre um produto em um conjunto de instruções para a sua fabricação. Em cada etapa, devem ser abordados maiores detalhes do projeto. Os riscos e incertezas vão se reduzindo à medida que as decisões vão sendo tomadas. O processo de desenvolvimento de um produto envolve as etapas:

  • Planejamento do produto
  • Projeto conceitual
  • Configuração do projeto
  • Projeto detalhado
  • Engenharia de produção
  • Fabricação
  • Montagem
  • Vendas

BAXTER, Mike . Projeto de Produto: guia prático para o desenvolvimento de novos produtos. Trad. Itiro Iida. São Paulo, Editora Edgard Blucher Ltda., 1998.

 

DESENVOLVIMENTO DE PRODUTO E PROCESSO - ver

          Inovações de Produtos e Processos Tecnológicos (PPT)

DESENVOLVIMENTO EXPERIMENTAL- É o trabalho sistemático, delineado a partir do conhecimento pré-existente, obtido através da pesquisa e/ou experiência prática, e aplicado na produção de novos materiais, produtos e aparelhagens, no estabelecimento de novos processos, sistemas e serviços, e ainda no substancial aperfeiçoamento dos já produzidos ou estabelecidos.
OECD. Frascati Manual. Paris, OCDE, 1993, cap.2, pag.29



DESENVOLVIMENTO HUMANO - Processo de ampliação da gama de opções das pessoas, oferecendo-lhes maiores oportunidades em educação, saúde, trabalho, renda e outros componentes essenciais à melhoria da qualidade de vida.
COMITÊ DE ENTIDADES PÚBLICAS NO COMBATE À FOME E PELA VIDA - COEP. Carta de Princípios Orientadores para a Implementação do Programa de Desenvolvimento Integrado e Sustentável de Manguinhos. Rio de Janeiro, 1999.

 

DESENVOLVIMENTO LOCAL INTEGRADO E SUSTENTÁVEL (DLIS) - Processo de promoção do desenvolvimento através de parcerias entre Estado e sociedade, no qual ocorrem ações multissetoriais integradas, convergentes numa dada localidade, segundo uma metodologia que prevê, no mínimo: capacitação para a gestão; diagnóstico e planejamento participativos; articulação da oferta pública de programas com a demanda social da localidade; monitoramento e avaliação; fomento ao empreendedorismo e criação de uma nova institucionalidade participativa. Secretaria Executiva da Comunidade Solidária. 
Documento de Referência do Programa Comunidade Ativa: Uma Estratégia de Indução ao Desenvolvimento Local Integrado e Sustentável. Brasília, 1999.

 

DESENVOLVIMENTO SUSTENTADO – DL - É um processo de mudança em que a exploração de recursos, a orientação dos investimentos, os rumos do desenvolvimento ecológico e a mudança institucional devem levar em conta as necessidades das gerações futuras. A ênfase na ecologia está na origem do termo sustentado, quando das explorações de recursos renováveis como pesca e florestal. A sustentabilidade é entendida como um recurso ou de um ecossistema e depende de um equilíbrio entre os ritmos de extração que assegurem um mínimo de renovabilidade para o recurso. A ênfase no econômico acarreta a busca de estratégias que visem à sustentabilidade do sistema econômico. Isto é, a capacidade do sistema produtivo de manter sua produtividade, apesar das possíveis perturbações, stress ou choques a que esteja exposto. A ênfase no social visa criar as condições socioeconômicas da sustentabilidade, como, por exemplo, o atendimento às necessidades básicas, melhoria no nível de instrução, minimização da exclusão social, etc. No que tange especificamente à indústria o Relatório Brundtland (1987) enfatiza que a transição para o Desenvolvimento Sustentado deve ser estimulada pela riqueza proveniente do setor produtivo: a indústria deverá produzir mais, utilizando menos recursos. Ressalta, entretanto, que há limites para a ação voluntária das indústrias, destacando a necessidade de cooperação e controle. O Relatório insiste no papel das empresas multinacionais tanto pelo desenvolvimento e adoção de tecnologias limpas, quanto pela transferência às filiais dos países em desenvolvimento. Esta difusão do conhecimento e da tecnologia deve contar, também, com o incentivo dos organismos internacionais e regionais que facilitariam o financiamento. No meio empresarial, a responsabilidade ambiental penetrava e consolidava-se nas organizações que passaram a adotar instrumentos voluntários de controle ambiental.
MAIMON, Dália. Passaporte Verde: Gerência Ambiental e Competitividade. Rio de Janeiro, Qualitymark, 1996. 120p.

 

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL – DL - A expressão desenvolvimento sustentável, popularizada pela Comissão Mundial do Meio Ambiente e Desenvolvimento, no início da década de 80 , passou a ser incluída nas preocupações das organizações industriais e de prestação de serviços. Este conceito é definido no relatório da Comissão Brundtland como " um processo de transformação no qual a exploração de recursos, a direção dos investimentos, a orientação do desenvolvimento tecnológico e as mudanças institucionais se harmonizam e reforçam o potencial presente e futuro, a fim de atender às necessidades e aspirações humanas". A observância deste princípio induz a uma maior consciência e responsabilidade ambiental do setor produtivo.
LA ROVERE, Emílio Lèbre, coord. Manual de auditoria ambiental. Rio de Janeiro, Qualitymark Ed., 2000.

 

DESENVOLVIMENTO