Seu navegador não suporta java script, alguns recursos estarão limitados. Recursos da Finep: ministro Marcos Pontes participa dos primeiros ensaios clínicos com a vacina BCG para prevenção da Covid-19
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salamcticovidDiretor da Finep Alberto Dantas, presidente da Finep General Waldemar Barroso, ministro Astronauta Marcos Pontes, diretor da Finep Marcelo Bortolini e  superintendente da Finep Rodrigo Secioso com pesquisadoras da UFRJ, na sala de vacinação

 

Começaram na segunda-feira (5) os ensaios clínicos com a vacina BCG para a prevenção contra a Covid-19. Serão vacinados mil profissionais da saúde, que terão acompanhamento para a coleta de dados da pesquisa. A iniciativa é da RedeVírus MCTI do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), com investimentos de R$ 1 milhão em recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) para a pesquisa, disponibilizados por meio da Finep. Confira imagens.

O evento marco zero dos ensaios aconteceu no hospital Clementino Fraga Filho da UFRJ, com a presença do ministro – Astronauta Marcos Pontes – do presidente da Finep, General Barroso, dos secretários do MCTI Marcelo Morales (Pesquisa e Formação Científica), Christiane Corrêa (de Articulação e Promoção da Ciência do MCTI) e Paulo Alvim (de Inovação), do diretor de Inovação da Finep, Alberto Dantas, do diretor de Desenvolvimento Científico-Tecnológico da Finep, Marcelo Bortolini, da reitora da UFRJ, Denise Pires de Carvalho, dentre outras autoridades.

“Nosso objetivo aqui é salvar vidas. Ponto. A partir daí, desenhamos nossas ações”, afirmou o ministro Marcos Pontes, complementando que “se tem um lado bom em momentos extremos, como uma pandemia, é mostrar a importância da ciência”. O presidente da Finep, General Waldemar Barroso, destacou que a Finep “se preparou” para servir ao país: “colocamos um R$ 1 bilhão em recursos, atuando na prevenção, diagnóstico e tratamento, e mostrando protagonismo e proatividade no financiamento público para CT&I”.

 

generalbarrosoredevirusPresidente da Finep, General Waldemar Barroso

 

Marcelo Morales também sinalizou o papel de relevância da Finep, além do CNPq: “cuidaram de modo rápido e efetivo para que o dinheiro chegasse até pesquisadores e empresas, mas sem descuidar das análises sempre criteriosas”, completou.

A BCG é uma vacina aplicada logo no nascimento para prevenir formas graves de tuberculose em crianças. A investigação sobre a eficácia da BCG no combate ao coronavírus partiu de uma hipótese baseada em dados que mostram que países que mantém o uso da vacina apresentaram menor incidência de Covid-19 em comparação com países que suspenderam o uso da BCG universal como por exemplo os EUA, a Espanha e a Itália.

Desde então, com o apoio da RedeVírus MCTI, foram adquiridos insumos para a execução das rotinas clínicas e laboratoriais, e de equipamento de informática para registro e análise de dados, além da composição e capacitação da equipe para a execução dos estudos.

O Hospital Pedro Ernesto da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), o Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e o Hospital Municipal de Barueri Dr. Francisco Moran (SP) também estão envolvidos.

 

cerimoniaredevirusAutoridades presentes ao evento cercam o ministro do MCTI, Astronauta Marcos Pontes

 

A coordenadora da pesquisa, professora de Tisiologia e Pneumologia do Instituto de Doenças do Tórax da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Fernanda Mello, explicou que os estudos buscam responder se a vacina ajuda, tanto na prevenção da infecção, quanto na ocorrência de formas graves de Covid-19.

Fernanda destacou ainda, a importância do estudo junto aos profissionais de saúde. “Ao avaliarmos o efeito da vacina BCG entre profissionais de saúde, esperamos verificar seu potencial para evitar o adoecimento e as formas graves da doença entre eles, que representam o braço operacional da linha de cuidado aos pacientes Covid-19. A manutenção desta força de trabalho é fundamental para que seja garantido o melhor cuidado aos portadores do coronavírus”.

 

Laboratórios de campanha

O ministro também inaugurou as instalações do laboratório de campanha para testes diagnósticos no campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Essa é mais uma iniciativa da RedeVírus MCTI com o objetivo de ampliar a capacidade de realizar testes diagnósticos da Covid-19.

De acordo com o coordenador do laboratório de campanha da UFRJ, Amílcar Tanuri, a estrutura do laboratório, que foi totalmente reformado com capacidade NB-2 de biossegurança, tem a capacidade de realizar 300 testes moleculares, do tipo PCR, por dia. Embora seja focado em testes moleculares, o laboratório também pode realizar exames sorológicos e antigênicos.

O coordenador também destacou outros fatores importantes da iniciativa. “É interessante nesta concepção de laboratório ligado à universidade que os testes se tornam parte da pesquisa, ” afirma. “Não são meros testes como são feitos em laboratórios privados, que o paciente só recebe o resultado”.

Segundo ele, a estrutura moderna está dando apoio à cidade e ao Estado do RJ, especialmente à comunidade da UFRJ, que soma mais de 70 mil pessoas entre professores, alunos e colaboradores. A expectativa é dar mais segurança na retomada das atividades na universidade. “Já estamos atuando na retomada de cursos que não podem ser on-line, como residência médica e internatos de odontologia, por exemplo”.

Com o investimento de R$ 35 milhões do ministério por meio da RedeVírus MCTI na iniciativa Laboratórios de Campanha MCTI, o país poderá realizar 100 mil exames a mais por mês. Ao todo, são 13 laboratórios que integram a ação por todo o país. Os laboratórios também poderão avaliar o uso da técnica de diagnóstico que utiliza uma gota de saliva do paciente, sem a necessidade de reagentes, para produzir um diagnóstico em questão de minutos. O equipamento para essa técnica é moderno, portátil e tem o potencial de facilitar o acesso aos exames.