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 A relação entre a ciência e o jornalismo sempre suscitou polêmicas. Como facilitar a divulgação científica nos veículos de comunicação? Este foi o tema de uma mesa-redonda que envolveu Luisa Massarani, jornalista e pesquisadora da Fiocruz, e Elisa Oswaldo Cruz, assessora de comunicação da Academia Brasileira de Ciência (ABC). As duas destacaram a importância da mediação entre o conhecimento desenvolvido nos institutos de pesquisa e o grande público. Mas frisaram também que os jornalistas devem ter em mente que uma espécie de “tradução” do saber científico necessita de critérios.

 

“Às vezes, uma palavra que, para um jornalista, é sinônimo de outra, para o cientista significa a mudança completa de um conceito desenvolvido. O jornalismo científico requer cuidados”, diz Elisa Oswaldo Cruz. Elisa colheu depoimentos de pesquisadores e profissionais de comunicação. Apesar de muitos institutos já contarem com assessorias de imprensa, ainda existem cientistas que se recusam a falar com jornalistas.


Em seu depoimento a Eliza, o jornalista Eduardo Geraque, da Folha de São Paulo, afirmou ainda que os cientistas brasileiros são mais lentos que os estrangeiros, ao fornecerem uma resposta, seja quando procurados por e-mail ou telefone. “Precisamos discutir a criação de uma agência nacional de ciência”, salientou Luiza Massarini.


A química Ohara Augusto, outra entrevistada por Eliza Oswaldo Cruz, declarou que os jornalistas precisam ter em mente a importância de uma apuração bem feita, antes de procurarem os institutos de pesquisa. “Esta é uma reclamação recorrente, a de que os profissionais não estudam sobre aquilo que vão escrever”, explicou a assessora da ABC.


A importância do debate sobre a relação entre jornalistas e pesquisadores foi ratificada por uma informação da repórter Ana Luiza Azevedo, de O Globo. Segundo apurou, o interesse pela área de saúde – que, há pouco tempo, não tinha sequer uma página inteira no jornal – só é menor que a procura pelo caderno de esportes.

“Vamos batalhar por um jornalismo científico sério e isento. A demanda por informações é grande, precisamos ter noção da responsabilidade que é falar de ciência e atingir o público”, finalizou Elisa.

 

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