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FINEP participa do Accelerate Oil & Gas, no Rio


Maurício Syrio, chefe do Departamento de Petróleo, Gás e Indústria Naval da FINEP. (Foto: João Luiz Ribeiro/FINEP)

O tom do primeiro dia do Accelerate Oil & Gas, evento com painéis e exposição sobre a indústria de petróleo e gás no Brasil, foi marcado por discussões sobre o imenso potencial da área para o desenvolvimento no País, e pelos desafios a serem enfrentados para lidar com tamanha riqueza. Os debates com representantes de governo, empresários e agências de fomento ocorreram nos dias 15 e 16/5, no Hotel Sofitel, no Rio de Janeiro. A FINEP é uma das patrocinadoras e conta com dois palestrantes, além de um estande na exposição.

Uma das questões levantadas por alguns apresentadores foi a atual paralisação de novas licitações para as áreas de exploração de petróleo e gás. Renato Bertani, presidente do World Petroleum Council, Márcio Mello, da HRT participações em Petróleo, e Sérgio Henrique Almeida, representante da ANP, afirmam que as discussões extensas no Congresso, especialmente em relação aos royalties do Pré-sal , têm levado a uma aridez na dinâmica da exploração, nos últimos três anos. “Estamos enfrentando uma “seca” de concessão de novas áreas, o que poderá nos levar a uma paralisação no final de 2016”, diz Almeida, da ANP.

Outro foco das apresentações foi o potencial extraordinário que a exploração atual e futura destas fontes de energia significam para o País, além do “imenso desenvolvimento científico e tecnológico que se origina desta sinergia”, como afirmou o presidente da Área de Energia da Firjan, Armando Guedes Coelho. “Num horizonte futuro de cerca de 30 anos, não há outra área de negócios que se mostre tão crescente e rentável como a de hidrocarbonetos”, disse Armando. Já Marcelo Vertis, subsecretário de Desenvolvimento Econônico do Estado do RJ, lembrou que cerca de 12% do PIB brasileiro vem hoje da exploração do petróleo e gás, e que “o desenvolvimento em toda a sua cadeia da inovação é gigante, incrementando desde a indústria naval, de equipamentos, fomento de escolas técnicas e geração de empregos”, disse.

Financiamento

Durante o painel “Financiamentos e Investimentos em Óleo e Gás ”, Maurício Alves Syrio, chefe do Departamento de Petróleo, Gás e Indústria Naval da FINEP, apresentou as formas de financiamento da Financiadora, ressaltando que, este ano, estarão disponíveis R$ 6 bilhões para crédito (financiamentos reembolsáveis), o maior volume da história da FINEP para esta modalidade. Também presentes neste painel, representantes da Caixa Econômica Federal, BNDES, Banco do Brasil, ANBIMA, Petrobras e do Banco Votorantim expuseram as linhas de crédito das instituições. Em seguida, o jornalista Jeb Blount, da Reuters, coordenou um debate entre os palestrantes no qual foi discutido como as instituições de crédito e fomento brasileiras vão lidar com a demanda atual para investimentos no setor de óleo e gás, estimada em cerca de R$ 500 bilhões. Na quarta-feira, 16/5, às 8h30, Ada Gonçalvez, do Departamento de Fomento Institucional da FINEP, participou da sessão ”Enfrentando os Desafios Ambientais ”.

Esta é a primeira vez que a FINEP participa do Accelerate, sendo que a Financiadora tem longa tradição de financiamento na área de petróleo e gás e de participação em eventos do gênero, como a Rio Oil & Gas, realizada a cada dois anos. O CT-Petro, o primeiro dos 15 fundos setoriais criados para compor o orçamento do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), foi criado em 1999 e é administrado pela FINEP. O objetivo é estimular a inovação na cadeia produtiva do setor de petróleo e gás natural, a formação e qualificação de recursos humanos e o desenvolvimento de projetos em parceria entre empresas e universidades, instituições de ensino superior ou centros de pesquisa do País, visando o aumento da produção e da produtividade, a redução de custos e preços e a melhoria da qualidade dos produtos do setor. No site da FINEP estão disponíveis as chamadas públicas já encerradas, com os projetos aprovados.


(15/5/2012)


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