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FINEP na rota do Open Innovation
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“Existe um grande volume de capital para ser investido em inovação na FINEP. Precisamos de mais programas e idéias, como as que norteiam o Open Innovation”. Foi com este discurso que o diretor de inovação da FINEP, Eduardo Costa, abriu sua participação em uma das mesas de debate do Open Innovation Seminar 2008, ocorrido em São Paulo, nesta segunda-feira (16).
O evento trouxe ao Brasil o professor Henry Chesbrough, da Universidade da Califórnia - Berkeley, principal defensor do conceito de inovação aberta. O Open Innovation é uma nova abordagem de gestão do processo de inovação, em que empresas se utilizam também de idéias de outras companhias em seus negócios.
Ao todo, cerca de 100 empresários e representantes de instituições de ensino e pesquisa compareceram ao evento. Na palestra de abertura, o professor Chesbrough afirmou que o Open Innovation pretende, sobretudo, modificar o modelo de pensamento sobre o que seria inovação.
“Geralmente, associamos este termo a questões tecnológicas. No novo conceito, a comercialização está no centro da questão. A inovação não se completa até que a idéia seja comercializada no mercado”, disse Chesbrough, autor de livros como Open Business Model e Open Innovation:The new imperative for creating and profiting from technology.
Henry afirmou que as pequenas empresas têm um papel fundamental naquilo que chama de “O Paradigma Open Innovation”. Segundo ele, de 1981 até 2003, o número de companhias de menor porte que investem em P&D (Pesquisa e Desenvolvimento) subiu de 4,4% para 22,5%, e a tendência é a de que cresça ainda mais. “Minha mensagem geral é de que não é preciso ser grande para ser bom. Os empreendimentos pequenos são vitais no contínuo circular de idéias promovido pelo novo modelo”, completou.
Como o Open Innovation traz como um dos pilares a constante troca de experiências entre várias empresas, questões ligadas à propriedade intelectual pontuaram grande parte do debate nas mesas de discussão. Presidente do INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial), Jorge Ávila, vê com bons olhos a utilização de idéias externas por parte do empresariado, mas ponderou: “é vital que mecanismos jurídicos de defesa da criação não sejam ignorados pelos empreendedores”, finalizou.
(17/6/2008)
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