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Os Fundos Setoriais de
Ciência e Tecnologia, criados a partir
de 1999, são instrumentos de financiamento
de projetos de pesquisa, desenvolvimento
e inovação no País.
Há 16 Fundos Setoriais, sendo 14
relativos a setores específicos e
dois transversais. Destes, um é voltado
à interação universidade-empresa
(FVA Fundo Verde-Amarelo), enquanto
o outro é destinado a apoiar a melhoria
da infra-estrutura de ICTs (Infra-estrutura).
As
receitas dos Fundos são oriundas
de contribuições incidentes
sobre o resultado da exploração
de recursos naturais pertencentes à
União, parcelas do Imposto sobre
Produtos Industrializados de certos setores
e de Contribuição de Intervenção
no Domínio Econômico (CIDE)
incidente sobre os valores que remuneram
o uso ou aquisição de conhecimentos
tecnológicos/transferência
de tecnologia do exterior.
Com exceção
do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico
das Telecomunicações (FUNTTEL),
gerido pelo Ministério das Comunicações,
os recursos dos demais Fundos são
alocados no FNDCT e administrados pela FINEP,
como sua Secretaria Executiva. Os Fundos
Setoriais foram criados na perspectiva de
serem fontes complementares de recursos
para financiar o desenvolvimento de setores
estratégicos para o País.
O modelo de gestão
concebido para os Fundos Setoriais é
baseado na existência de Comitês
Gestores, um para cada Fundo. Cada Comitê
Gestor é presidido por representante
do MCT e integrado por representantes dos
ministérios afins, agências
reguladoras, setores acadêmicos e
empresariais, além das agências
do MCT, a FINEP e o CNPq. Os Comitês
Gestores têm a prerrogativa legal
de definir as diretrizes, ações
e planos de investimentos dos Fundos. Este
modelo, ao mesmo tempo em que possibilita
a participação de amplos setores
da sociedade nas decisões sobre as
aplicações dos recursos dos
Fundos, permite, ainda, a gestão
compartilhada de planejamento, concepção,
definição e acompanhamento
das ações de C,T&I.
A partir de 2004
foi estabelecido o Comitê de Coordenação
dos Fundos Setoriais, com o objetivo de
integrar suas ações. O Comitê
é formado pelos presidentes dos Comitês
Gestores, pelos presidentes da FINEP e do
CNPq, sendo presidido pelo Ministro da Ciência
e Tecnologia. Dentre as novas medidas implementadas,
cabe salientar a implantação
das Ações
Transversais, orientadas para os programas
estratégicos do MCT, que utilizam
recursos de diversos Fundos Setoriais para
uma mesma ação.
Desde sua implementação
nos anos recentes, os Fundos Setoriais têm
se constituído no principal instrumento
do Governo Federal para alavancar o sistema
de C,T&I do País. Eles têm
possibilitado a implantação
de milhares de novos projetos em ICTs, que
objetivam não somente a geração
de conhecimento, mas também sua transferência
para empresas. Projetos em parceria têm
estimulado maior investimento em inovação
tecnológica por parte das empresas,
contribuindo para melhorar seus produtos
e processos e também equilibrar a
relação entre investimentos
públicos e privados em ciência
e tecnologia.
Importância
A criação
dos Fundos Setoriais representa o estabelecimento
de um novo padrão de financiamento
para o setor, sendo um mecanismo inovador
de estímulo ao fortalecimento do
sistema de C&T nacional. Seu objetivo
é garantir a estabilidade de recursos
para a área e criar um novo modelo
de gestão, com a participação
de vários segmentos sociais, além
de promover maior sinergia entre as universidades,
centros de pesquisa e o setor produtivo.
Os Fundos Setoriais constituem
ainda valioso instrumento da política
de integração nacional, pois
pelo menos 30% dos seus recursos são
obrigatoriamente dirigidos às Regiões
Norte, Nordeste e Centro-Oeste, promovendo
a desconcentração das atividades
de C&T e a conseqüente disseminação
de seus benefícios.
Funcionamento Básico
Os Fundos atendem a áreas
diversificadas, mas têm características
comuns em relação a sua operacionalização:
Vinculação
de receitas: os recursos não
podem ser transferidos entre os Fundos e
devem ser aplicados para estimular a cadeia
do conhecimento e o processo inovativo do
setor no qual se originam.
Plurianualidade:
pode-se programar o apoio a ações
e projetos com duração superior
a um exercício fiscal.
Gestão compartilhada:
os Comitês Gestores são constituídos
por representantes de ministérios,
das agências reguladoras, da comunidade
científica e do setor empresarial,
o que garante transparência na aplicação
dos recursos e na avaliação
dos resultados.
Fontes diversas:
os recursos são oriundos de diferentes
setores produtivos, derivados de receitas
variadas, como royalties, compensação
financeira, licenças, autorizações,
etc.
Programas integrados:
podem ser apoiados projetos que estimulem
toda a cadeia de conhecimento, desde a ciência
básica até as áreas
mais diretamente vinculadas a cada setor.
Os recursos dos Fundos
Setoriais, em geral, são aplicados
em projetos selecionados por meio de chamadas
públicas, cujos editais são
publicados nos portais da FINEP e do CNPq.
Resultados
Esses recursos
têm sido aplicados em projetos de
suma importância para o País,
como por exemplo o Laboceano, mais profundo
tanque oceânico do mundo e maior da
América Latina, que teve 94% de seu
valor financiado com recursos do CT-PETRO
e é uma das várias amostras
da capacidade tecnológica nacional.
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