Seu navegador não suporta java script, alguns recursos estarão limitados. Primeiro chip do Ceitec será produzido comercialmente
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Menos de dois anos após sua inauguração, em 2010, a fábrica do Ceitec, Centro Nacional de Tecnologia Eletrônica Avançada, vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), anunciou a produção em volume comercial do Chip do Boi. Trata-se de um dispositivo avançado de identificação por radiofrequência (RFID) projetado para identificação animal e que será inserido em um sistema de ponta de rastreamento de gado. Além disso, o Ceitec chegou à fase final de desenvolvimento do chip CTC13000, voltado para o rastreamento de produtos e processos. Ambos os acontecimentos representam um importante e real marco no esforço do país para desenvolver uma indústria de microeletrônica nacional.

De acordo com o diretor-presidente da empresa, Cylon Gonçalves da Silva, o chip CTC13000 tem uma ampla base de aplicação e pode ser usado em praticamente qualquer situação que exija identificação e rastreamento de mercadorias e registro eficaz de informações de produtos e processos. Ele está passando por testes no Centro de Excelência em RFID da Hewlett-Packard (HP) – único laboratório acreditado pela EPCglobal no Brasil. A previsão é que o chip comece a ser produzido em massa em março de 2012. 

Já o Chip do Boi é o primeiro chip desenvolvido pela fábrica do Ceitec e o primeiro dispositivo do gênero a ser produzido em volume no país. Ele chegará em breve ao mercado - a fabricação ficou por conta da X-FAB, empresa alemã com quem a Ceitec firmou um acordo de transferência de tecnologia. De acordo com a diretoria, a previsão de demanda doméstica para o Chip do Boi supera 1,5 milhão de unidades para 2012, com taxa mínima de crescimento esperado de 10% ao ano na próxima década. 

A fábrica do Ceitec fica em Porto Alegre (RS) e é a primeira fábrica de chips da América Latina. O projeto de R$ 400 milhões foi financiado pelo governo federal. Entre 2008 e 2011, o Ceitec recebeu cerca de R$ 97 milhões da Financiadora, sendo que à época da inauguração, a Finep aportou mais de R$ 19 milhões em quatro projetos.