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Começa em Recife julgamento do Prêmio FINEP – Nordeste
Acaba de começar, em Recife, o julgamento da etapa Nordeste do Prêmio FINEP de Inovação Tecnológica. Este ano o número de inscritos foi mais que o dobro em relação à edição anterior: 81 em 2004, contra 33 em 2003.
 
Pernambuco é o estado com o maior número de concorrentes, participando com 32 projetos. A categoria mais disputada é Produto, com 42 inscritos, seguida de Processo, com 20, Pequena Empresa com 9, Instituição de Pesquisa com 7 e Grande Empresa com 3.
 
Os jurados que estão avaliando neste momento os projetos da Região Nordeste são: Francisco Baltazar Neto (CIC- Centro Industrial do Ceará), Sílvio Romero de Lemos Meira (Cesar – Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife), Derlópidas Gomes Neves Neto (Instituto Euvaldo Lodi), Maria de Lourdes da Silva (Sebrae), Francisco Antonio V. Coitinho (FINEP), Armando Alberto da Costa Neto (Fieb), Abraham Benzaquem Sicsú (Fundação Joaquim Nabuco), Celso Pinto de Melo (Universidade Federal de Pernambuco), Marco Antonio Cavalcanti da Rocha (Fiern), Antonio Ayalla Gitirana Filho (IEL/PE).
 
Os concorrentes são julgados de acordo com os seguintes critérios:
 
Categorias Produto e Processo
 
• Relevância da Inovação ou do Desenvolvimento Tecnológico:
 
– data do início da comercialização do produto ou introdução do processo;
– caracterização e aplicações mais importantes e respectivas diferenças, vantagens desvantagens em relação a produto/processo similar;
– intensidade da inovação tecnológica (pioneirismo em âmbito nacional ou internacional);
– estágio de proteção de tecnologia (propriedade intelectual);
– reconhecimentos alcançados pelo processo/produto (premiações, selos qualificatórios, etc.);
– identificar se o produto, software, processo ou técnica, é resultado de adaptação (licença), ou de desenvolvimento local relacionando a estrutura de desenvolvimento (pessoal, laboratórios, cad, design, etc.).
 
• Impacto na Competitividade da Empresa:
 
– mercado de atuação do produto ou processo em termos percentuais e financeiros, no Brasil e no exterior;
– impacto no faturamento, exportação, custos diretos e indiretos;
– percentual de participação do produto/processo no faturamento da empresa.
 
• Impactos Sociais e Ambientais:
 
– benefícios à sociedade;
– benefícios aos funcionários;
– integração com universidades e centros tecnológicos;
– inserção na cadeia produtiva e sua importância estratégica.
 
 
Categoria Empresa
 
• Indicadores empresariais - últimos três anos:
 
– faturamento bruto;
– lucro bruto.
 
• Intensidade da inovação tecnológica - dispêndios:
 
– despesa em P&D por faturamento dos últimos três anos;
– despesa em P&D por pessoal em P&D nos últimos três anos;
– despesa detalhada com recursos humanos.
 
• Intensidade da inovação tecnológica - recursos humanos:
 
– número total de empregados;
– pessoal alocado em P&D ;
– qualificação da equipe: número de doutores mestres, número de graduados, número de técnicos de nível médio
 
• Impactos da inovação tecnológica - resultados do esforço inovativo:
 
– percentual do faturamento gerado por produtos lançados no mercado há menos de três anos;
– número de novos produtos desenvolvidos e introduzidos no mercado nos últimos três anos;
– número de patentes nos últimos 10 anos: Brasil e exterior;
– informação sobre aumento de participação de mercado (market share);
– informação sobre vendas semestrais/anuais realizadas por segmento de mercado.
 
Informações sobre a existência de órgão de desenvolvimento cativo ou laboratório exclusivo para P&D;  certificação, parceria com universidade ou empresa; estratégia tecnológica para os próximos anos e outras informações pertinentes.
 
 
Categoria Instituição de Pesquisa
 
• Capacidade inovativa da instituição:
 
– número de produtos, softwares, processos e técnicas desenvolvidos pela instituição, dividido pelo total de  técnicos de nível superior envolvidos exclusivamente nas atividades técnico-científicas-fins da organização, por ano, nos últimos três anos, no mercado.
– relacionar os pedidos de patentes e as patentes concedidas no Brasil e no exterior, nos últimos três anos.
– identificar se o produto, software, processo ou técnica é resultado de adaptação (licença), ou de desenvolvimento local relacionando a estrutura de desenvolvimento (pessoal, laboratórios, cad, design, etc.).
 
• Resultados e impactos econômicos, ambientais e sociais dos projetos
desenvolvidos:
 
– relacionar o estágio, aplicações mais importantes, vantagens em relação ao similar, impactos econômicos e sociais (aumento das exportações, da produtividade do setor, geração de emprego, impacto ambiental, melhoria das condições de trabalho, etc.) dos produtos, softwares, processos e técnicas;
– relacionar as práticas de gestão para o desenvolvimento do capital intelectual da instituição. Citar exemplos de resultados alcançados nos últimos três anos.
 
• Parceria com o setor produtivo e entidades do sistema de C&T:
 
– apresentar o índice de transferência de tecnologia elaborado da seguinte forma: somatório do valor de contratos de licenciamento para exploração de patentes, mais somatório dos contratos de fornecimento de tecnologia, mais somatório dos contratos de serviços de assistência técnica e científica da instituição dividido pelo total de técnicos de nível superior envolvidos exclusivamente nas atividades técnico-científicas fins da organização, por ano, nos últimos três anos;
– relacionar as entidades parceiras do sistema nacional, regional e estadual de ciência, tecnologia e inovação e organizações internacionais, no desenvolvimento dos projetos;
– receita proveniente da atividade em parceria com o setor privado.

(2/9/2004)
 
     
 
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